Vinho do dia | Bottega Il Vino dei Poeti Millesimato Brut

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    Espumante Bottega Il Vino dei Poeti Millesimato Brut, Itália (Imp. Grand Cru, R$ 52,00)

Conheço este espumante já a bastante tempo e considero uma compra bastante segura para espumante italiano, com qualidade constante. Faz parte da seleção de vinhos Bottega “Vino dei poeti”, literalmente “vinho dos poetas”, e ganhou este nome devido a um festival anual de poetas realizado nas colinas onde nascem as uvas deste Prosecco. Evoca a alegria com que poetas, artistas e homens de cultura brindam a vida.

Nascida em 1920, a Bottega tem histórias de três gerações lidando com vinho, grappa e licores. Localizada ao norte da bela Veneza, a vinícola elabora  este espumante feito com a uva Glera, também conhecida como prosecco, que destaca-se pelos aromas de flores brancas, frutas cítricas e maçã verde. Na taça tem um bonito perlage, com borbulhas finas e persistentes. No paladar é fresco e equilibrado, com boa cremosidade e persistência, sem aquele amargor característico de Proseccos de qualidade duvidosa que ainda persistem no mercado.

Os ótimos (e autênticos!) Proseccos do Vêneto

Em viagem recente pela Itália a convite do Consorzio di Prosecco D.O.C., tive a oportunidade de esclarecer as principais dúvidas relacionadas a este conhecido espumante, muitas vezes (e injustamente) associado a bebida genérica de casamento, de qualidade duvidosa, que nada tem a ver com os frescos e elegantes Proseccos do Vêneto.

Por definição, todo espumante elaborado com a uva Prosecco era classificado dentro desta categoria, independente do país ou região. Porém, a confusão gerada entre “região de origem” e “uva” obrigou o órgão regulamentador local a adotar medidas para diferenciar o Prosecco original dos demais feitos com a mesma uva, porém fora da região delimitada.

Sendo assim, a partir de 2009 a uva foi renomeada para Glera (que ocupa quase 90% dos vinhedos) e o nome Prosecco só pode ser utilizado nos espumantes elaborados nas regiões do Vêneto e Friuli-Venezia-Giulia, dentro de 9 províncias específicas, entre elas Conegliano e Valdobbiadene, ambas localizadas na cidade de Treviso.

Mas o que esperar de um autêntico Prosecco? Quando bem elaborados, são extremamente delicados, com ótimo frescor e aromas de frutas brancas e notas florais. Aliás, todos os processos, dos vinhedos às cantinas, visam preservar o frescor e a acidez das uvas.

Visitar a região de Prosecco é entender a união de um passado histórico com produção moderna e tecnológica, respeitando as origens mas investindo em uma imagem repaginada e acessível. Da próxima vez que for escolher um espumante para celebrar, fique atento ao rótulo e escolha o autêntico, como os selecionados aqui:

  • Prosecco Corte Viola Extra Dry, Itália (imigrantes Bebidas, R$ 26,99): Um dos mais populares Proseccos disponíveis no Brasil, linha de entrada do produtor Canevari. Um dos extra-Dry mais agradáveis do mercado, tem aromas de frutas rancas, como pêssego, e borbulhas finas e persistentes. Bastante fresco, é  considerado um best buy pela mídia especializada.
  • Prosecco Brut Canevari, Itália (Imigrantes Bebidas, R$42,99): Elaborado pelo podutor Canevari, tem borbulhas delicadas e persistentes e aromas delicados de frutas brancas. No paladar é fresco, com notas amendoadas, ideal para aperitivo e entradas leves.
  • Villa Sandi il Fresco, Itália (Imigrantes Bebidas, R$ 40,49): Prosecco também bastante popular no mercado, é elaborado pelo produtor Villa Sandi e segue à risca o estilo de espumantes da região: fresco e frutado, com destaque para aromas delicados de maçã verde.