O que esperar nas prateleiras em 2018?

Tendências 2018 (4)

Fique atento às principais tendências de consumo no mundo do vinho, que certamente vão refletir em boas oportunidades de compra por aqui. São dicas valiosas, apontadas por diversos sites e publicações de vários países que dão um norte do que esperar para este ano que promete ser intenso em novidades no mercado:

1. As garrafas magnum 

Diversos sites apontam esta como uma das principais tendências para o ano. De acordo com a importadora Grand Cru, as garrafas magnum, com capacidade para 1,5 litros, são uma ótima opção para grandes eventos, como festas de casamento. Além de chamarem atenção pelo tamanho, oferecem um bom custo-benefício, pois às vezes, têm preço mais baixo do que duas garrafas de 750 ml.

01_Club Carmenére 1500ml            Club des Sommeliers Carménère 1500ml (Pão de Açúcar, R$ 46,25)

2. Vinhos do leste europeu no centro das atenções

Especialistas acreditam que neste ano as variedades menos comerciais, provenientes de países desconhecidos no mundo dos vinhos, vão atrair a atenção dos consumidores. Neste cenário, os vinhos do leste europeu vão chamar a atenção e prometem ocupar um espaço maior nas gôndolas do mercado. Para ilustrar esta tendência, o Concours Mondial de Bruxelles, tradicional concurso que avalia e elege os melhores vinhos do mundo em diversos países, divulgou que entre 2015 e 2017, as inscrições de vinhos da Europa Oriental aumentaram 42,9%. Em 2017, dois países da Europa Oriental – Bulgária e República Checa – entraram na lista dos que conquistaram medalhas. Além dos tradicionais vinhos da Hungria, que já estão bem consolidados no mercado, há boas opções da Eslovênia já disponíveis por aqui:

02_Puklavec Delicious.Puklavec Delicious Branco (Vino Mundi, R$ 45,90) – Este vinho é uma mistura interessante das uvas Furmint, Welschriesling e um toque de Chardonnay. Destaca-se pela acidez “crocante”, muito suculento, perfeito para acompanhar frutos do mar, carnes brancas e saladas.

3. Vinhos Premium do Chile e da Argentina

Os vinhos do Chile e da Argentina sempre foram associados como bons e baratos por aqui. Atualmente ainda vale a máxima de que é possível encontrar rótulos com de boa qualidade a preços bem abaixo da média. Mas o destaque deste ano vai para os vinhos de alta gama da América do Sul, com enorme potencial em nosso mercado. Vinícolas chilenas e argentinas apostam cada vez mais em qualidade, conseguindo avaliações muito positivas em guias de pontuação internacionais com seus rótulos mais icônicos. O Vivino, maior aplicativo de vinhos do mundo, confirma esta tendência para o ano: de acordo com seu ranking anual Wine Style Awards, que destaca as preferências de seus 26 milhões de usuários mundo afora,  o melhor vinho do ano foi o Viña Cobos Volturno 2010, disponível no Brasil por R$ 1.799,00! Mas não é preciso investir esta pequena fortuna para saber do que estamos falando. Marcelo Retamal, enólogo chileno considerado um dos 30 mais influentes do mundo, lançou seu projeto pessoal Viñedos de Alcohuaz com vinhos que simbolizam esta nova fase do Chile. Experimente o VIÑEDOS DE ALCOHUAZ GRUS 2014, um interessante blend de Syrah, Garnacha,  Malbec e Petit Syrah, que recebeu 95 Pontos no guia DESCORCHADOS –  além de ter sido eleita Vinícola Revelação do Ano!

03_Grus.Viñedos de Alcohuaz Grus (Decanter, R$ 232,10)

4. Os drinks feitos com vinho vieram para ficar

Como já bem pontuou o blog da Grand Cru, “Se a coquetelaria reviveu os seus momentos de glória nos últimos anos, os vinhos aproveitaram a carona e ganharam espaço de destaque do outro lado do bar.” Indo na onda do sucesso do Aperol Spritz, os drinks feitos com espumantes decolaram, assim como a Sangria, o Clericot e o Porto Tonic, todos com vinho como ingrediente principal. Tudo indica que a tendência permanece neste ano e que os consumidores se preocupam cada vez mais com a qualidade do vinho utilizado na coquetelaria.

Encontre no blog da Grand Cru um guia completo com 9 receitas de drinks com vinho ou compre uma garrafa de Bossa Bellini, já prontinho para abrir!

4_Bossa Bellini.Bossa Nº6 Bellini (Decanter, R$ 49,90)

5. Embalagens alternativas e lugares inusitados 

Uma das situações que mais me empolgam nesta jornada é observar o vinho tirando o paletó e se apresentando em trajes cada vez mais informais ao mercado. Se antes abrir uma garrafa de vinho estava reservado a momentos especiais, como um jantar romântico ou brinde de comemoração, agora chegou a vez de brindar também os momentos mais triviais – uma taça em casa quando chega do trabalho, acompanhando uma refeição simples do dia a dia ou um despretensioso piquenique no parque, por exemplo. Para companhar esta tendência, é possível encontrar com mais frequência vinhos em embalagens práticas, como Bag-In-Box, e a consolidação da vedação de rosca para vinhos do dia-a-dia, que facilitam e muito o serviço. Fora do Brasil é possível observar esta tendência com o aumento de boas opções de vinho em lata, em embalagem Tetra Pack e até em Barris, como destacou o Washinton Post em seu artigo sobre tendências para o ano.

05_Arbo.ARBO Merlot 3 Litros (Pão de Açúcar, R$ 79,90) Tinto elaborado pela Vinícola Perini em farroupilha, Rio Grande do Sul, é daqueles vinhos para ter sempre em casa. Feito com a uva Merlot, é frutado, leve e tem pouco álcool, o que facilita o consumo diário (aquela tacinha do final do dia). 3 litros equivalem a 4 garrafas de 750ml, fica menos de 20,00 a unidade. Compensa, não?

6. A revolução do vinho orgânico e natural continuará em 2018

Outra tendência que parece seguir forte neste ano é o aumento no consumo de vinhos orgânicos, naturais e biodinâmicos. O já citado Concours Mondial de Bruxelles menciona que Os consumidores estão mais experientes e curiosos quanto ao que se passa no vinho que consomem. Assim como os foodies se concentram no que está nos seus pratos, os amantes do vinho procuram vinhos feitos com atenção aos detalhes”. Ao longo dos últimos 3 anos o famoso concurso observou um notável crescimento de quase 80% nas inscrições de vinhos orgânicos e biodinâmicos, resultado do forte interesse dos consumidores em ambas as categorias. Esta tendência está super alinhada com a preocupação cada vez maior por uma alimentação saudável, pela procura por ingredientes frescos e sazonais, pelo crescimento de restaurantes e empórios dedicados exclusivamente a insumos orgânicos e pela busca de produtores com fortes vínculos regionais.

06_Adobe Emiliana.Emiliana Adobe Reserva Cabernet Sauvignon (Vino Mundi, R$ 48,90)

7. Você vai comprar mais vinho online

Diversos artigos mencionam a força do online também para o universo do vinho e por aqui não parece ser diferente. A Wine.com e a Evino são destaques neste segmento e estão investindo cada vez mais para conversar com este consumidor, muitos deles iniciantes no vinho. A Wine.com, que tem como acionista o empresário Abilio Dinis, abriu recentemente o Vinho Fácil, site com descontos agressivos em vinhos bem interessantes, de uma seleção enxuta mas atualizada com frequência. Fique atento também aos clubes de assinatura, que são uma excelente oportunidade para conhecer novos rótulos, garimpados por especialistas e entregues mensalmente no conforto de casa.  A Wine.com foi pioneira no formato e hoje já está disponível em diversas importadoras e supermercados, como o Pão de Açúcar por exemplo.

07_Toro LocoToro Loco Crianza (wine.com, de R$ 61,07 por R$ 51,91) – Um dos rótulos de maior sucesso da importadora. Feito na Espanha com as uvas Tempranillo (90%) e Cabernet Sauvignon (10%), tem médio corpo, taninos macios e acidez na medida, com final bem agradável.

8. Vamos consumir mais vinhos portugueses

A invasão de rótulos portugueses de bom custo benefício nas prateleiras dos supermercados não pode ser ignorada. A Viniportugal, Associação do setor encarregada de promover a imagem do país, tem feito um trabalho muito consistente por aqui através de palestras, cursos e degustações com os profissionais e consumidores. Isto significa mais informação sobre uvas e estilos característicos e únicos de Portugal e consequentemente vinhos mais interessantes disponíveis no mercado – muito além dos já conhecidos Casal Garcia Vinho Verde e Periquita, que abriram o mercado.

08_Atlantico.Atlântico tinto (Mambo, R$ 39,90) – Tinto português que representa bem a nova cara de Portugal: rótulos modernos, informações mais claras e preço convidativo. Este aqui é feito com as uvas Alicante Bouschet, Aragonês e Trincadeira, com breve estágio em madeira. Simples, despretensioso e fácil de beber.

9. Maior procura por vinhos de sobremesa

De acordo com o Vivino, surpreende o fato do melhor vinho do ano, eleito pelo público,  ter sido um vinho de sobremesa: tudo bem que estamos falando do icônico Chateau d’Yquem’s 1976 Sauternes, mas o resultado é considerado animador para valorização deste estilo de vinho. Este resultado é positivo em diversos aspectos: estimula os clientes mais reticentes a provar uma taça, ajuda a promover a bebida como opção também para pratos salgados e desmistifica que vinho de sobremesa é somente para quem não gosta de vinho, coisa de “mulherzinha” ou de quem não conhece ou aprecia vinho de verdade. Vamos tomar vinho de sobremesa sim! Este aqui é brasileiro e nunca decepciona:

09_Aurora late harvestAurora Colheita Tardia Branco 500 ml (imigrantes bebidas, R$ 21,99)

10 – Jerez conquista o seu espaço

O site Drink Business, entre outras fontes, destaca novamente a ascensão do Jerez em 2018. Longe de ser novidade, o gosto pelo Jerez permaneceu durante muito tempo restrito a um seleto grupo de aficionados. Antes relacionada como bebida favorita da vovó, agora é vista com frequência nas mãos da geração mais nova. Este sucesso pode ser atribuído em partes pelo renascimento da coquetelaria, que vem utilizando Jerez e outros vinhos fortificados em diversas receitas de drinks – fenômeno também observado com vinho do Porto branco, em refrescantes preparos de Portonic.

10_Jerez La InaJerez Fino La Ina 375ml (Vinci, R$ 82,26) Nunca experimentou Jerez? Comece pelas opções de meia garrafa. Este aqui é bem “expressivo, rico, complexo e equilibrado”, segundo o respeitado guia de vinhos espanhol Guía Peñin.

 11. O movimento “zero açúcar” continua a despertar interesse

No caminho oposto ao dos vinhos doces, destaca-se também os espumantes sem adição de açúcar. Conhecidos como Brut Nature, Sauvage ou Zero Dosage, indicam que quase todo o açúcar do vinho foi fermentado e não há a adição do licor de expedição – uma mistura de vinho adocicado que determina a doçura e estilo do espumante (Brut, Demi Sec, Sec entre outros). Este estilo sempre existiu, mas ganhou notoriedade nos últimos anos e parece se consolidar em 2018. Prova disso é o sucesso no mercado do Lirica Crua, espumante nacional eleito como o melhor do Brasil por diversos especialistas:

11_Lirica CruaLirica Crua (Decanter, R$ 76,40) – Feito com 80% Chardonnay, 10% Gouveio e 10% Pinot Noir, tem na taça certa turbidez devido à presença das leveduras, com bolhas muito finas e persistentes. Na boca tem ótima cremosidade e frescor, além de loooonga persistência.

12. Destaque para a ascensão da Tannat:

O Vivino, já mencionado anteriormente, aponta também o crescimento da uva Tannat no cenário global. Para nós, brasileiros, isto não parece bem uma novidade, mas a previsão é válida e é possível encontrar grande variedade de rótulos com esta uva típica do Uruguai. A escritora de vinhos e especialista Amanda Barnes, diz: “Não subestime a Tannat. Atualmente há uma enorme variedade de rótulos com Tannat do Uruguai – está em todas as regiões vitivinícolas do país e é possível encontrá-la em um vinho tinto concentrado e rico, em um vinho tinto magro e mineral, em um rosé picante e até mesmo em espumantes. Tannat pode ter sido apenas uma vértebra na espinha de Bordeaux, mas é a espinha dorsal do Uruguai “.

12_Brisas del EsteBrisas Del Este Tannat (Wine.com, de R$ R$53,82 por R$ 45,75) – Elaborado pela moderna Bodega Brisas com a uva Tannat, introduzida no Uruguai pelos colonos bascos e cultivada desde então com crescente entusiasmo e expertise. 

Fontes:

  • Blog Grand Cru – “Tendências do mundo do vinho em 2018”
  • Bloomberg – “seven ways the wine world will change in 2018”
  • Forbes – “expert predictions for the wine trends that will shape 2018”
  • Vivino – “wine trends what we learned in 2017 and predictions for 2018”
  • Washington Post – “wine trends for 2018”
  • The Drink Business – “top wine trends for 2018”

Vinho do dia | Cisplatino Torrontés

O Uruguai tem despontado na produção de vinhos de qualidade nos últimos anos. A uva mais característica é a Tannat, que embora bastante tânica, quando trabalhada por um bom produtor dá vinhos bastante saborosos e macios, concentrados e de boa estrutura. A Tannat talvez tenha sido a responsável por projetar o Uruguai como país com bom potencial para elaboração de vinhos finos, mas certamente hoje vai além disso.

Este rótulo é um bom exemplo do que o Uruguai é capaz de oferecer além da Tannat. Ótimo lançamento da Pisano, este é o esperado Cisplatino branco, com excelente relação qualidade x preço. Elaborado com a interessante uva Torrontés, muito encontrada no Uruguai e na Argentina, é leve, refrescante e aromático.

Ótimo como aperitivo e na companhia de pratos leves .

Vinho | Cepas Nobles Tannat

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  • Cepas Nobles Tannat, Uruguai (Imp. Zahil, R$ 44,00)

Conheço este vinho já a bastante tempo e considero um belo exemplar para quem gosta de Tannat ou quer conhecer as características desta uva. Produzido com esta cepa tão característica do Uruguai, este é um vinho que surpreende pela delicadeza inesperada que os Carrau conseguem com uma variedade normalmente tão tânica. Com vinificação bem cuidadosa, passa 12 meses em barricas de carvalho, que não pesam no resultado final.  Bem aromático, destaca-se pelor aromas de frutas maduras e notas de especiarias, como cravo e pimenta. Paladar com taninos finos e boa persistência, com final agradável.

A história da vinícola tem início em 1752, na Catalunha, Espanha. Com todo esse tempo de experiência, a família Carrau elabora vinhos no Uruguai desde 1930 com cuidado e muito investimento em pesquisa e é também importante para a produção de vinhos brasileira, com iniciativa e desenvolvimento de regiões vinícolas do Rio Grande do Sul. Desde 1976, os Carrau passaram a investir numa região até então pouco explorada do Uruguai: Rivera, quase na fronteira com o Brasil, possui solos mais pobres e uma maior amplitude térmica que as áreas de maior extensão de cultivos mais ao sul, possibilitando-lhes desenvolver um trabalho de alta qualidade com seus vinhos. Uma bela vinícola com vinhos interessantes abaixo dos R$ 50,00. Vale conhecer

Vinhos que valem por dois

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As festas de final de ano estão se aproximando e está na hora de escolher os vinhos que vão acompanhar as comemorações. Mesa farta, família reunida e muita gente para servir, os vinhos em garrafa magnum são perfeitos para a ocasião. Equivalente a duas garrafas de 750ml, as garrafas magnuns ficam super charmosas na mesa e valorizam o serviço do vinho. Escolha uma destas opções e surpreenda seus convidados!

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  • Chandon Reserve Brut magnum, Brasil (Vino Mundi, R$ 119,00): A espuma abundante e persistente e o perlage de borbulhas finas, ativas e numerosas, caracterizam esse clássico blend das uvas Chardonnay, Pinot Noir e Riesling Itálico. Aromas agradáveis de maçã verde, cítricos e frutas secas, tem acidez equilibrada e ótimo frescor. Opção curinga de espumante nacional.

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  • Il Vino dei Poeti Prosecco Treviso DOC Brut Magnum, Itália (Imp. Grand Cru, R$ 114,40): Espumante italiano elaborado com a aromática Glera, antiga Prosecco, tem paladar fresco, delicado e bem equilibrado. Este vinho faz parte da seleção de vinhos Bottega “Vino dei poeti”, literalmente “vinho dos poetas”. Ganhou este nome por causa de um festival anual de poetas realizado nas colinas onde nascem essas uvas deste Prosecco. Evoca a alegria com que poetas, artistas e homens de cultura brinde à vida.

 

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  • Amalaya Malbec Magnum, Argentina (Imp. Decanter, R$ 110,30): Delicioso Malbec argentino, tem aromas quentes e maduros de ameixa e cereja, com intensa nota floral de violeta. Exuberante e envolvente, de prazer imediato e intenso.

 

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  • Cisplatino 2009 magnum, Uruguai (Mistral, R$ 90,58):  Elaborado com Tannat e um pouco de Merlot, que amacia a firme estrutura tânica da Tannat. A fruta está muito presente, sendo um vinho potente na boca e com amplos aromas. Um verdadeiro achado, fica ainda melhor acompanhando carnes assadas e massas com molhos mais gordurosos

 

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  • Cambas Rouge magnum, Grécia (Imp. Vinci, R$ 93,21): Este saboroso tinto grego é elaborado com a emblemática casta Agiorgitiko. Vinho gastronômico, combina um toque aveludado no paladar, notas de frutas maduras e de canela. Uma ótima escolha para descobrir os tintos da Grécia.

 

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  •  Montepulciano d’Abruzzo DOC 2010 magnum, Itália (Via Vini, R$ 75,00): Elaborado pela Vini Farnese com a uva Montepulciano, tem corpo médio, com taninos redondos e macios. Apresenta um ótimo equilíbrio e final persistente. Acompanha bem uma enorme variedade de pratos em uma mesa farta e descontraída.

 

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  • Principato Cabernet/Merlot Delle Venezie magnum, Itália (Imp. Vinci, R$ 87,23): Este saboroso corte italiano de Cabernet Sauvignon e Merlot da região do Alto Adige é macio e gastronômico. A garrafa Magnum é o sufiente para toda a família e também uma ótima opção de presente.

 

Guia Glupt – Vinhos de cabem no seu bolso

Guia Glupt!

Imperdível o Guia Glupt – Vinhos de cabem no seu bolso, escrito por Luiz Horta, jornalista que domina o assunto e conhece como poucos os melhores achados das gondolas e prateleiras. Lido praticamente em uma sentada na poltrona e dois goles de vinho.

Longe de ser uma literatura extensa sobre a bebida, é um guia rápido, de fácil leitura, com dicas de bons vinhos de preço dentro do orçamento, para o di-a-dia.

De acordo com a sinopse, a ideia do guia é fornecer uma lista, cerca de 100 rótulos fáceis de achar e para ocasiões informais. O foco é no bom e barato, a maior parte das indicações é na faixa dos R$60 (no momento da publicação).

Há um capítulo para o vinho encontrado no supermercado e até harmonizações de domingo – aquilo que combina com o frango assado e a macarronada – passando por aqueles fundamentais no verão tropical, os brancos e espumantes para beber geladinhos.

São todos de importadoras que entregam em casa no Brasil, ou de lojas e supermercados, ou dos próprios produtores brasileiros, nada de nichos e coisas complicadas de conseguir. Mas o motivo principal deste guia é tirar a pompa do vinho, tratá-lo por “você” e não por “doutor”, algo que, infelizmente, ainda acontece muito no País.

Está disponível apenas online na Amazon por apenas R$ 9,90 e já é um dos mais procurados nesta categoria. Selecionei dois trechos para matar a curiosidade e aguçar a vontade de adquirir o seu:

Garzón Albarinho

Garzón Albariño (World Wine, R$ 52,80)

O Uruguai quase ninguém conhece. Quando conhece, pensa que é só Tannat. O solo calcário da região vinícola permite ótimos brancos. Um exemplo é este Albariño, uva que se adaptou bem por lá. A mesma vinícola produz um Albariño com estágio em madeira, mas este me pareceu mais gostoso, leve, refrescante, sem ser banal. Serve bebido puro, apenas frio ou como aperitivo.

Colonia las Liebres

 Colonia las Liebres (World Wine, R$ 42,70)

Um dos meus vinhos permanentes na geladeira, é um tinto muito frutado que fica delicioso gelado, para abrir em dias de calor em que se quer um tinto, fica ótimo com comida bem condimentada, chinesa por exemplo. Os taninos são muito macios e tem frescor e corpo. Vinho fácil para todo dia.

Garzón, a “pequena Toscana” do Uruguai

bodegas-resA viticultura faz parte da história do Uruguai, que há mais de 150 anos elabora e consome vinhos ricos e cheios e personalidade, além de destinar uma parte para exportação, onde conquista cada vez mais espaço e reconhecimento.

O Uruguai conta com vinhedos em 16 de seus 19 estados, que oferecem uma ampla  variedade de cepas em sua grande diversidade de terroirs. As tintas representam mais de 80% das plantações, porém as brancas se destacam no cenário atual e ganham espaço nas gôndolas.

O país também se destaca pelas belas paisagens, pelas construções antigas que já fazem parte do patrimônio histórico mundial e pelas charmosas vinícolas que elaboram vinhos baseados em uma variedade que se tornou símbolo e sinônimo do país, a Tannat. Rica em taninos, é uma das melhores opções para acompanhar a gastronomia local, baseada em grande quantidade de carnes vermelhas.

Em meio a este cenário, um projeto pioneiro se destaca. A Bodegas Garzón foi fundada em 2000, quando descobriram uma próspera região de produção em Punta del Este e começaram a sonhar com a “pequena Toscana”  no Uruguai. Localizada em Maldonado, na charmosa cidade de Garzón, a vinícola faz parte de um belíssimo complexo onde produz, além de vinho, azeite, mel e amêndoas.

Confira as opções para conhecer este projeto de perto, na taça:

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  • Garzón Pinot Grigio, Garzón – Uruguai (World Wine, R$ 48,00): Elaborado com a pouco usual Pinot Grigio, destaca-se pelos aromas de frutas brancas frescas, notas florais e toques herbáceos. Leve, combina bem com frutos do mar, saladas com molhos leves e carnes brancas.

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  • Garzón Albariño, Garzón – Uruguai (World Wine, R$ 48,00): Um dos destaques da vinícola, este branco elaborado com a uva Albariño revela-se uma agradável surpresa do Uruguai. Aromas frescos de frutas brancas e toques minerais, é longo e persistente no paladar e prepara o paladar para longas e agradáveis refeições!

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  • Garzón Pinot Noir Rosé, Garzón – Uruguai (World Wine, R$ 48,00): Os rosés são muito consumidos no Uruguai, que já descobriram todo o seu potencial para a gastronomia. Este aqui, elaborado com a uva Pinot Noir, é leve, com excelente frescor e taninos bem sutis no paladar. Ótima opção para acompanhar frutos do mar, crustáceos, carnes brancas e de aves.

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  • Garzón Tannat, Garzón – Uruguai (World Wine, R$ 48,00): Elaborado com a uva símbolo do país, este Tannat diferencia-se dos demais  e revela-se uma ótima opção nesta faixa de preço. Aromas intensos e agradáveis de frutas vermelhas maduras, notas defumadas e toques de café e cacau.  De médio corpo,tem taninos intensos e final de boca sedoso e equilibrado.

O vinho do peru

Um dos maiores desafios durante os preparativos da ceia de Natal é escolher os vinhos que harmonizem com o tradicional peru, entre todos os demais  pratos típicos desta data. Para facilitar este momento, confira algumas opções interessantes para acompanhar as principais delícias natalinas:

Para as entradas, como castanhas, nozes e saladas de maionese:

Para os aperitivos, como as castanhas, nozes, amêndoas e a famosa maionese de Natal, prefira os espumantes brut ou brancos leves com boa acidez, que ajudam a amenizar a sensação de gordura no paladar:

1) Gato Negro Sauvignon Blanc, Chile (Imigrantes Bebidas, R$16,99)

2) Freixenet Tournée Brut, Espanha (Imigrantes Bebidas, R$20,99)

3) Orvietto Docg Piccini, Itália (Imp. Vinci, R$30,25)

4) Andeluna Torrontés, Argentina (Imp. World Wine, R$36,00)

5) Mionetto Vivo Rosé, Itália (Imp. World Wine, R$48,00)

Para acompanhar os peixes e crustáceos:

Para este que é um dos pratos mais tradicionais na ceia de final de ano, os vinhos brancos são a companhia ideal, uma vez que os taninos do vinho tinto podem torná-lo metalizado quando combinados com o sabor marcante e o toque iodado dos pescados. Alguns tintos leves, por outro lado, podem acompanhar perfeitamente peixes com sabores mais intensos. Peixes mais gordurosos vão bem com um vinho com maior acidez, como os brancos elaborados com  Sauvignon Blanc:

1) Luis Felipe Edwards Chardonnay, Chile (Pão de Açúcar, R$19,15)

2) Robertson Chenin Blanc, África do Sul (Imp. Vinci, R$25,18)

3) Altas Cumbres Viognier, Argentina (Pão de Açúcar, R$29,00)

4) Urban Sauvignon Blanc, Argentina (Imp. Vinci, R$29,57)

5) Rio Bio Reserva Pinot Noir, Chile (Imp. Expand, R$39,80)

Para acompanhar pratos à base de bacalhau:

O bacalhau faz parte de diversas datas comemorativas, reflexo da herança cultural deixada pelos nossos amigos portugueses. Tradicionalmente assado em postas, desfiado com batatas ou somente preparado com azeite, pede vinhos brancos mais encorpados, tintos com boa acidez ou tintos mais envelhecidos, já com os taninos bem macios:

1) Grandjó Douro Branco, Portugal (Imigrantes Bebidas, R$24,99)

2) Aurora Reserva Chardonnay, Brasil (Imigrantes Bebidas, R$28,99)

3) Terrazas Alto Chardonnay, Chile (Imigrantes Bebidas, R$33,99)

4) Viña Borgia, Espanha (Imp. World Wine, R$35,00)

5) Rio de los Pájaros Pinot Noir, Uruguai (Imp. Mistral, R$39,71)

Para acompanhar Peru e Chester:

Peru e Chester são aves de carne macia e delicada, que pedem tintos de médio corpo ou brancos mais estruturados. Como esta época do ano é marcada pelas altas temperaturas, os vinhos rosés também são uma ótima alternativa para acompanhar estas delícias natalinas:

1) Petirrojo Merlot, Argentina (Imp. World Wine, R$28,00)

2) Crios Rosé Malbec, Argentina (Imigrantes Bebidas, R$29,99)

3) Duetto Casa Valduga Sangiovese/Barbera, Brasil (Imigrantes Bebidas, R$33,99)

4) Catamayor Viognier Reserva, Uruguai (Imp. World Wine, R$42,00)

5) Château Bel Air, França (Imp. Mistral, R$46,47)

Para acompanhar Tender:

O tender, presença obrigatória nas festas de fim de ano, é muito saboroso e caracteriza-se pelo toque defumado. Na maioria das vezes, o molho do tender é doce, combinando melhor com um tinto leve e cheio de fruta:

1) Tilia Merlot, Argentina (Imp. Vinci, R$26,87)

2) Altosur Merlot, Argentina (Imp. Word Wine, R$29,00)

3) Urban Uco Tempranillo, Argentina (Imp. Vinci, R$37,01)

4) La Vieille Ferme Rouge, França (Imp. World Wine, R$45,00)

5) Poggiotondo IGT Toscana Rosso, Itália (Imp. World Wine, R$48,00)

Para acompanhar Pernil e Leitão

Muito saborosas, os cortes suínos geralmente pedem vinhos tintos mais estruturados, rico em taninos e com boa acidez, para contrapor a gordura. A exceção fica com o lombo e as carnes mais claras, que combinam muito bem com diversas opções de brancos:

1) Tarapacá Cosecha Malbec, Argentina (Imigrantes Bebidas, R$17,99)

2) Postales Del Fin Del Mundo Malbec/Shiraz, Argentina (Imigrantes Bebidas, R$28,99)

3) Château Los Boldos Cabernet Tradition, Chile (Imp. World Wine, R$33,00)

4) Armador Carmenère, Chile (Imp. World Wine, R$39,00)

5) Cusumano Syrah, Itália (Imigrantes Bebidas, R$43,99)

Para acompanhar o doce Panettone, o bolo de reis e a rabanada:

O Panettone nasceu na Itália e é indispensável nas festas de fim de ano, em diversos  países do mundo. Trazido ao Brasil por imigrantes Italianos durante a Segunda Guerra Mundial, é tradicionalmente feito com frutas cristalizadas e uvas-passas, mas já é possível encontrar inúmeras variações, igualmente deliciosas. A melhor opção para acompanhar o Panettone (e os demais doces similares) são os vinhos delicados e levemente doces, como o Moscato d´Asti ou vinhos leves de colheita tardia. Já a rabanada, por ser bastante doce, pede vinhos de sobremesa bem ricos, com bastante açúcar residual, como os vinhos do Porto:

1) Espumante Salton Moscatel, Brasil (Imigrantes Bebidas, R$19,99)

2) Tarapacá Late Harvest, Chile (Imigrantes Bebidas, R$29,99)

3) Porto Messias Ruby, Portugal (Imigrantes Bebidas, R$37,99)

4) Valdouro Tawny, Portugal (Imigrantes Bebidas, R$41,99)

5) Batasiolo Moscato D’Asti (Imigrantes Bebidas, R$43,99)