Um brinde ao Dia das Mulheres!

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No dia 08 de março comemoramos as mulheres. Mais do que exaltar a beleza e feminilidade, trata-se de celebrar todas as nossas conquistas nas esferas sociais, políticas e econômicas. É um dia em que o mundo exalta o feminino – de mulheres que geram vida, que constroem, transformam e lutam.

Muito se diz sobre o vinho ideal para a mulher, ou vinho com perfil feminino. Besteira! A verdade é que vinho “de mulher” é o vinho que gostamos – seja seco ou doce, branco ou tinto, leve ou encorpado.

Sendo assim, minha seleção de dia das mulheres não refere-se a estilo, e sim a vinhos com nomes femininos – sem estereótipos – como uma pequena homenagem a esta data. Vamos comemorar a liberdade de escolha, de poder degustar nossa bebida do jeito que acharmos melhor, certo? Pois como definiu bem a wine.com, rótulo é para vinho, não para mulher. Saboreie seu momento, sem disfarce e sem frescura!

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Mariana Tinto (Imp. World Wine, R$ 75,90) – O nome deste vinho é uma homenagem à freira chamada Mariana Alcoforado, famosa pelas cartas apaixonadas que escrevia para seu amado, enquanto estava enclausurada no Castelo de Beja. Reza a lenda, que o grande amor citado nas cartas era um soldado espanhol que lutava na primavera de 1666, na guerra de Portugal contra a Espanha.

A Herdade do Rocim inspirou-se nessa linda história e na proximidade com o Castelo de Beja para criar um ótimo vinho de entrada da vinícola. Fácil de beber, sem passagem por madeira, é elaborado com as uvas típicas do Alentejo e um toque de variedade estrangeira. Destaca-se pelos aromas levemente frutados, com toques de especiarias. Corpo médio, macio, é muito gastronômico e agradável.

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Emilia Malbec/Bonarda (Imigrantes Bebidas, R$53,99): Um dos mais recentes lançamentos da vinícola Nieto Senetiner, chegou ao mercado com a proposta de agradar pelo estilo mais leve, delicado e pronto para consumo – resumindo, aquele vinho fácil de tomar.  Destaca-se pelos aromas doces de frutas maduras, com bastante intensidade de cor e baixa graduação alcoólica, perfeito para degustar mais refrescado.

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Carlota Joaquina Tinto (Winefor, R$45,00) – Batizado com o nome de uma das mais irreverentes figuras de Portugal e do Brasil – a infanta espanhola Carlota Joaquina (princesa do brasil e rainha de Portugal) -, este tinto é a combinação de Castelão, Aragonez e Tricadeira, algumas das uvas mais representativas de Portugal . A Castelão dá a base: frutas vermelhas muito vivas; A Aragonez é o nome da Tempranillo em Portugal e, como tal, é responsável pela estrutura e pelos taninos marcantes; A Trincadeira, por fim, inclui especiarias e mais personalidade.

Finca La Daniela

Finca La Daniela Torrontés (Wine.com.br, R$ 58,00) Leve, fresco e com toque cítrico, esse branco traz aroma de frutas frescas como pera e pêssego, com notas florais. Elaborado com a Torrontés, a uva branca mais emblemática da Argentina, esse vinho é jovem e fácil de beber. Essa variedade tem como uma de suas principais características a intensidade aromática, que destaca rosas e jasmins. Versátil, vai bem com espetinho de camarão, penne à carbonara, risoto de frango, salada de atum, legumes assados, sardinha frita.

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Doña Paula Estate Malbec-Cabernet (wine.com.br, R$ 89,00) Tinto feito com Malbec (60%) e Cabernet Sauvignon (40%), amadurece 12 meses em barricas de carvalho francês Destaca-se pelos  aromas de fruta vermelha madura e especiarias doces, de paladar equilibrado e macio. Essa linha tem como foco principal o vinhedo, de forma a expressar no vinho as características do terroir e da variedade de uva. Fica perfeito com Bife de chorizo com batata suflê, filé ao molho madeira, assado de legumes, queijos como do reino, edam, emmental ou gouda, por exemplo.

Vinho do dia | Pacha-Mama Torrontés

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    Las Moras Pacha-Mama Torrontés, Argentina (Imp. Decanter, R$ 48,60)

Não é a primeira vez que menciono a vinícola argentina Las Moras aqui no Blog, mas vale sempre mencionar o potencial deste produtor. Selecionei mais um rótulo dele para ilustrar este projeto, desta vez falo do Pacha-Mama Torrontés, vinho branco que considero perfeito para os dias quentes, além de super gastronômico.

Relembrando, Las moras foi a primeira vinícola a elaborar grandes vinhos na atualmente prestigiada região de San Juan e trabalha dentro do conceito de “harmonia viva”, respeitando com práticas sustentáveis e orgânicas o meio ambiente e as pessoas. A linha Las Moras é um sucesso em todo o mundo, quer pela explosão de fruta que apresenta, quer pela acurada expressão varietal, apenas sublinhada pela tipicidade de San Juan e por um inteligente toque de madeira, quando necessário.

Como curiosidade, Pacha-Mama é a deidade máxima dos povos indígenas andinos, a “Terra Mãe” em quíchua, símbolo da fertilidade, da criação e da colheita. Os vinhos Pacha-Mama são elaborados com uvas 100% orgânicas, respeitando a terra para dela extrair os melhores frutos.

No nariz, é a elegante definição do varietal Torrontés, com aromas típicos de lichia, frutas tropicais e notas florais. Paladar mais intenso e estruturado, com longo e perfumado final. Ideal com pratos com pegada mais asiática, rico em temperos e sabores. Tempura de camarões e legumes servido com caldo oriental, gyosa com carne de porco e gengibre, excelente com curry de frutos do mar, servido com arroz jasmim.

Vinho do dia | Cisplatino Torrontés

O Uruguai tem despontado na produção de vinhos de qualidade nos últimos anos. A uva mais característica é a Tannat, que embora bastante tânica, quando trabalhada por um bom produtor dá vinhos bastante saborosos e macios, concentrados e de boa estrutura. A Tannat talvez tenha sido a responsável por projetar o Uruguai como país com bom potencial para elaboração de vinhos finos, mas certamente hoje vai além disso.

Este rótulo é um bom exemplo do que o Uruguai é capaz de oferecer além da Tannat. Ótimo lançamento da Pisano, este é o esperado Cisplatino branco, com excelente relação qualidade x preço. Elaborado com a interessante uva Torrontés, muito encontrada no Uruguai e na Argentina, é leve, refrescante e aromático.

Ótimo como aperitivo e na companhia de pratos leves .

Vinho | Amalaya Blanco

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Para os apreciadores de vinho branco, este aqui é um achado da argentina! Onde outros viram um deserto, Donald Hess vislumbrou grandes vinhos. Assim surgiu Amalaya, “esperança por um milagre” na lingua indígena local. Projeto da Hess Family Estates, que possui outros grandes projetos como Colomé, Hess Collection, Glen Carlou e Peter Lehmann, é responsável por vinhos incríveis e originais na região desértica de Cafayate, no noroeste de Salta. Assim como a vinícola irmã Colomé, os vinhedos próprios estão entre os mais altos do mundo e são cultivados segundo a filosofia biodinâmica de produção (ainda escrevo sobre isso).

Inusitado corte de Torrontés (85%) e Riesling (15%), tem aromas intensos de maçã, lichia, especiarias doces e toques florais, típicos da Torrontés. Deliciosamente refrescante e mineral em boca, de notável equilíbrio e ótima persistência. Delícia abaixo dos R$ 50,00. Excelente com cozinha indiana e tailandesa de pescados, pratos à base de camarões e frutos do mar. Nada mal também sozinho, bem refrescante.

 

Para não errar nos queijos e vinhos

cheesewine_01A relação entre queijos e vinhos é uma das mais saborosas na gastronomia e é por isso que combiná-los é sempre um momento especial. Os dois elementos variam de acordo com o terroir onde são produzidos, o que abre um universo de possibilidades de harmonizações. Mas por onde começar?

O primeiro passo é agrupar os queijos por afinidade de sabor, o que facilita bastante a escolha dos vinhos. Os queijos mais comuns são os tipos frescos (derivados do leite de cabra), os queijos de casca branca (como Brie e Camembert), os queijos duros (Parmesão e Grana Padano) e os deliciosos queijos azuis, de sabor acentuado (Gorgonzola e Roquefort).

Para facilitar, confira aqui três combinações saborosas de queijos e vinhos para escolher e preparar no próximo encontro entre amigos nestes dias frios de inverno:

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Queijos Frescos

Os queijos frescos se caracterizam pela suavidade e grande concentração de acidez. Neste grupo estão, por exemplo, os queijos de cabra, a ricota e o feta, queijos leves e ideais para acompanhar os frescos brancos feitos com a Sauvignon Blanc, como este interessante Sophenia 2 Torrontés/Sauvignon Blanc. Elaborado na Argentina pela Finca Sophenia, tem também a aromática uva Torrontés em sua composição. Fresco e equilibrado, fica perfeito com queijos leves em dias mais quentes:

  • Sophenia 2 Torrontes Sauvignon Blanc (Via Vini, R$ 50,00)

 

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Queijos Duros

Os queijos curados, típicos da gastronomia italiana, são companheiros inseparáveis das nossas deliciosas macarronadas de domingo. De maturação mais acentuada e textura granulada, como o Parmesão e o Grana Padano, ficam ainda melhores com tintos mais encorpados. O Vivi Primitivo é um tinto italiano de médio corpo, com aromas e sabores frutados e breve passagem por barricas, o que confere um certo toque tostado ao vinho.

 

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Queijos Azuis

De produção mais elaborada, os queijos azuis têm textura úmida, um leve sabor amargo e alto teor de sal – características que podem conflitar com os taninos dos tintos. A clássica parceria com queijos azuis, entre eles o Roquefort e o Gorgonzola, é contrapor o salgado com vinhos doces, como os de colheita tardia. O delicioso Tabalí Late Harvest 2011 (375ml) tem agradáveis aromas de mel e frutas brancas maduras e sua doçura intensa faz o contraste ideal de sabores.

  • Tabalí Late Harvest Muscat 2011 (375ml) (World Wine, R$ 35,00)

 

De mãe para filho

A linha Crios é um ótimo exemplo do talento da enóloga argentina Susana Balbo, proprietária da respeitável vinícola Domínio del Plata. Mas o que estes vinhos têm de tão especial? Tudo começa pelo conceito emocional da marca – uma homenagem de Susana aos seus dois filhos, representados pelo desenho de uma mão sobre outras duas pequenas no rótulo. Sobre os vinhos em si, eles se destacam pela harmonia e facilidade de beber, com sabores e aromas frutados, resultado da breve passagem por barricas de carvalho.

Destacar os rótulos mais interessantes desta família não é fácil. Mas alguns deles realmente merecem a nossa atenção. Entre os brancos, o Crios Torrontés é um dos mais conhecidos. Com aromas delicados de flores brancas, frutas cítricas e notas de pêssego, é um vinho fresco, equilibrado e de ótima estrutura, ideal para acompanhar queijos leves e frutos do mar, especialmente caranguejo.

No quesito tintos, vale a pena conhecer o delicioso Crios Syrah-Bonarda, um corte equilibrado de 50% Syrah e 50% Bonarda. Ótimo equilíbrio, boa acidez e aromas intensos de frutas vermelhas, como framboesas e cerejas maduras e um toque de baunilha. Ideal para pratos mais fortes, como carnes com molhos mais elaborados e queijos maduros.

ONDE COMPRAR:

Imigrantes Bebidas, Pão de Açúcar e principais supermercados

Vinho de lhama

Quara – que significa lhama em inca –  é o nome da linha de entrada da Félix Lavaque, uma grata surpresa da região de Salta, ao norte da Argentina. Com uvas cultivadas em vinhedos no Valle de Cafayate, nos declives das montanhas da Cordilheira dos Andes, a vinícola é conhecida por utilizar processos de vinificação estritamente controlados, resultando em vinhos bastante equilibrados, aromáticos e concentrados.

Entre as opções de brancos o Quara Torrontés é uma ótima opção. Elaborado com a uva de mesmo nome, de origem da Galícia, o vinho é marcado por características  frescas, leves e frutadas, com ótimo corpo e equilíbrio, além de aromas delicados de flores brancas e especiarias doces. Também vale a pena conferir o Quara Malbec Rosé, um rótulo delicado, equilibrado, com aromas de frutas vermelhas frescas, como cerejas, e ótimo frescor. Sirva como aperitivo em dias mais quentes ou acompanhando frutos do mar, saladas com frutas e queijos leves.

ONDE COMPRAR:

Imigrantes bebidas e principais supermercados