As otimistas projeções do vinho para 2021

O ano de 2020 foi atípico em todos os sentidos. No mundo do vinho não foi diferente, e ao contrário de outros segmentos que sofreram com a pandemia, assistimos de perto um aumento considerável do consumo dentro do lar. O vinho foi definitivamente a bebida da quarentena – resta agora acompanhar se os novos hábitos de consumo vieram para ficar.

Neste sentido, quais serão os destaques nas prateleiras no ano que se inicia? Pesquisando diversas fontes do setor, listei aqui o que aparece como tendência de consumo para o ano e onde encontrar opções interessantes e acessíveis para experimentar:

O site Neofeed aponta dez tendências do mundo do vinho, em conversa com diversos especialistas do setor. A Susana Barelli, jornalista especializada no segmento e colunista da publicação (conhece muito do mercado, aliás), conduziu a matéria na qual destaco as seguintes tendências (você confere a matéria completa aqui!

Vinho Nacional – De acordo com eles (e eu concordo), o preconceito com o vinho brasileiro deve diminuir. O dólar alto levou os consumidores a comprarem os brancos e tintos nacionais. Ao provarem a bebida, foram surpreendidos pela boa qualidade. “Existe uma abertura maior do consumidor para o vinho nacional. Ele pode chegar ao nacional pelo preço, mas gosta do que prova”, diz Felipe Galtaroça, da Ideal Consulting, uma das fontes consultadas para a matéria.

Para conhecer este ano: Miolo Seleção Chardonnay & Viognier, Brasil – Armazém Nacional, R$ 29,90

Vinhos baratos da Argentina – Crescerá a importação dos vinhos baratos da Argentina. Ao contrário do Chile, com os seus vinhos básicos, a Argentina sempre priorizou a sua exportação para os vinhos de valor acima dos US$ 20 a caixa de 9 litros para o Brasil. No segundo semestre de 2020, houve uma mudança deste foco. Em 2019, os vinhos com preço FOB (sem os impostos) de até US$ 19,90 a caixa de 9 litros representavam 29% das exportações do país para o Brasil. No entanto, até outubro de 2020, essas exportações representam 43% do total, de acordo com os dados da Ideal.

Para conhecer este ano: Viña De Los Andes Malbec 2020, Argentina – Evino, R$ 34,90

Embalagens alternativas – As embalagens de formato alternativo, como as latas e o bag in box, ganham espaço. No Brasil, a bag in box ainda depende da volta de funcionamento dos restaurantes, porque seu consumo é maior com o vinho em taça nesses estabelecimentos. Na Europa e nos Estados Unidos, esse consumo cresce até por uma preocupação com uma embalagem mais sustentável. “As latas, que fazem sucesso principalmente nos Estados Unidos, encontraram fidelidade nos jovens consumidores e vêm ganhando força por aqui”, diz Rico Azeredo, da ProWine.

Para conhecer este ano: Becas Sparkling Fun Rosé 297ml, Brasil – Meu Vinho, R$ 13,90

Comunicação direta com as vinícolas – As vinícolas vão criar relacionamentos diretos mais duradouros com suas bases de clientes. Com a pandemia, essas empresas foram obrigadas a investir nos seus canais online e estão descobrindo que não precisam de intermediários para ter acesso aos consumidores. Devem explorar esse canal não apenas com promoções de venda, mas para engajar seus consumidores.

Para conhecer este ano: 22 Pinot Noir Rosé, Brasil – Vinho 22, R$ 65,00 – Projeto da Lidio Carraro com foco em público jovem – venda direta ao consumidor, sem intermediários

Degustações Virtuais – O jornal A Gazeta também fez suas previsões aqui, das quais destaco a permanência de degustações virtuais, que se mostraram muito eficientes na aproximação entre enófilos, sommeliers e produtores do mundo todo. Estes encontros foram bem aceitos e se mostraram uma excelente opção para quem está fora dos grandes centros urbanos e com pouco acesso a degustações e eventos presenciais.

Para conhecer este ano: Curso Online: Bordeaux (Certificado Eno) – Eno Cultura, R$ 120,00

Já entre as publicações internacionais, a inglesa Drink Business elaborou uma lista de 10 tendências para observarmos em 2021 – entre as também citadas projeções de vinhos em lata e bag in box, destaco o rosé novamente em evidência, ganhando espaço com as parcerias entre celebridades e produtores de vinhos:

Rosés de celebridades – Os rosés continuam a aproveitar seu momento ao sol e celebridades experientes estão se agarrando a seu poder de atração, cientes da capacidade do rosé de vender um estilo de vida ambicioso de forma semelhante à fragrância. Com Brad Pitt e Angelina Jolie lançando a tendência do “celebrity rosé” em 2011, quando compraram o Château Miraval em Côtes de Provence, diversas celebridades seguiram o mesmo caminho. A lista vai longe e inclui atrizes e cantoras como Sarah Jessica Parker, Kylie Minogue, passando também pela ala masculina com Jon Bon Jovi e seu vinho Hampton Water, e mais recentemente, o rapper americano Post Malone e seu Maison No. 9, que se tornou um sucesso instantâneo de vendas nos Estados Unidos.

Para conhecer este ano: Hampton Water, vinho do Jon Bon Jovi – Get Wine, R$ 259,50 – O preço foge da proposta, mas vale para conhecer. Além deste, está disponível também no Brasil o Château Miraval da Angelina Jolie e Brad Pitt (RIP casal lindo), que custa R$ 382,00 na World Wine.

Vinhos laranjas no Instagram – A Forbes também fez suas projeções aqui citando, entre outras que já foram mencionadas neste post, o crescimento dos vinhos laranjas, impulsionados principalmente por influencers no Instagram. Os vinhos laranjas tem uma longa trajetória, tendo sido feitos na Geórgia nos últimos 2.000 anos, conforme relatado no The Guardian. Em geral são feitos com uvas brancas, porém adquirem um acoloração mais alaranjada devido a um período maior de maceração com a casca – quanto maior o tempo de contato, mais intensa é a cor. Ajuda em sua popularidade o fato de ser altamente instagramável, mas o estilo é realmente muito interessante – trata-se de vinhos para servir em temperaturas mais altas do que as dos brancos simples, em alguns casos ficam ainda melhores após decantação e acompanham bem carnes vermelhas, especialmente cordeiro.

Para conhecer este ano: Macerao Laranja, Chile – Sup. Marche, R$ 69,90. Um dos achados para descobrir a categoria – simples e gostoso, bem interessante para conhecer o estilo

O que esperar nas prateleiras em 2018?

Tendências 2018 (4)

Fique atento às principais tendências de consumo no mundo do vinho, que certamente vão refletir em boas oportunidades de compra por aqui. São dicas valiosas, apontadas por diversos sites e publicações de vários países que dão um norte do que esperar para este ano que promete ser intenso em novidades no mercado:

1. As garrafas magnum 

Diversos sites apontam esta como uma das principais tendências para o ano. De acordo com a importadora Grand Cru, as garrafas magnum, com capacidade para 1,5 litros, são uma ótima opção para grandes eventos, como festas de casamento. Além de chamarem atenção pelo tamanho, oferecem um bom custo-benefício, pois às vezes, têm preço mais baixo do que duas garrafas de 750 ml.

01_Club Carmenére 1500ml            Club des Sommeliers Carménère 1500ml (Pão de Açúcar, R$ 46,25)

2. Vinhos do leste europeu no centro das atenções

Especialistas acreditam que neste ano as variedades menos comerciais, provenientes de países desconhecidos no mundo dos vinhos, vão atrair a atenção dos consumidores. Neste cenário, os vinhos do leste europeu vão chamar a atenção e prometem ocupar um espaço maior nas gôndolas do mercado. Para ilustrar esta tendência, o Concours Mondial de Bruxelles, tradicional concurso que avalia e elege os melhores vinhos do mundo em diversos países, divulgou que entre 2015 e 2017, as inscrições de vinhos da Europa Oriental aumentaram 42,9%. Em 2017, dois países da Europa Oriental – Bulgária e República Checa – entraram na lista dos que conquistaram medalhas. Além dos tradicionais vinhos da Hungria, que já estão bem consolidados no mercado, há boas opções da Eslovênia já disponíveis por aqui:

02_Puklavec Delicious.Puklavec Delicious Branco (Vino Mundi, R$ 45,90) – Este vinho é uma mistura interessante das uvas Furmint, Welschriesling e um toque de Chardonnay. Destaca-se pela acidez “crocante”, muito suculento, perfeito para acompanhar frutos do mar, carnes brancas e saladas.

3. Vinhos Premium do Chile e da Argentina

Os vinhos do Chile e da Argentina sempre foram associados como bons e baratos por aqui. Atualmente ainda vale a máxima de que é possível encontrar rótulos com de boa qualidade a preços bem abaixo da média. Mas o destaque deste ano vai para os vinhos de alta gama da América do Sul, com enorme potencial em nosso mercado. Vinícolas chilenas e argentinas apostam cada vez mais em qualidade, conseguindo avaliações muito positivas em guias de pontuação internacionais com seus rótulos mais icônicos. O Vivino, maior aplicativo de vinhos do mundo, confirma esta tendência para o ano: de acordo com seu ranking anual Wine Style Awards, que destaca as preferências de seus 26 milhões de usuários mundo afora,  o melhor vinho do ano foi o Viña Cobos Volturno 2010, disponível no Brasil por R$ 1.799,00! Mas não é preciso investir esta pequena fortuna para saber do que estamos falando. Marcelo Retamal, enólogo chileno considerado um dos 30 mais influentes do mundo, lançou seu projeto pessoal Viñedos de Alcohuaz com vinhos que simbolizam esta nova fase do Chile. Experimente o VIÑEDOS DE ALCOHUAZ GRUS 2014, um interessante blend de Syrah, Garnacha,  Malbec e Petit Syrah, que recebeu 95 Pontos no guia DESCORCHADOS –  além de ter sido eleita Vinícola Revelação do Ano!

03_Grus.Viñedos de Alcohuaz Grus (Decanter, R$ 232,10)

4. Os drinks feitos com vinho vieram para ficar

Como já bem pontuou o blog da Grand Cru, “Se a coquetelaria reviveu os seus momentos de glória nos últimos anos, os vinhos aproveitaram a carona e ganharam espaço de destaque do outro lado do bar.” Indo na onda do sucesso do Aperol Spritz, os drinks feitos com espumantes decolaram, assim como a Sangria, o Clericot e o Porto Tonic, todos com vinho como ingrediente principal. Tudo indica que a tendência permanece neste ano e que os consumidores se preocupam cada vez mais com a qualidade do vinho utilizado na coquetelaria.

Encontre no blog da Grand Cru um guia completo com 9 receitas de drinks com vinho ou compre uma garrafa de Bossa Bellini, já prontinho para abrir!

4_Bossa Bellini.Bossa Nº6 Bellini (Decanter, R$ 49,90)

5. Embalagens alternativas e lugares inusitados 

Uma das situações que mais me empolgam nesta jornada é observar o vinho tirando o paletó e se apresentando em trajes cada vez mais informais ao mercado. Se antes abrir uma garrafa de vinho estava reservado a momentos especiais, como um jantar romântico ou brinde de comemoração, agora chegou a vez de brindar também os momentos mais triviais – uma taça em casa quando chega do trabalho, acompanhando uma refeição simples do dia a dia ou um despretensioso piquenique no parque, por exemplo. Para companhar esta tendência, é possível encontrar com mais frequência vinhos em embalagens práticas, como Bag-In-Box, e a consolidação da vedação de rosca para vinhos do dia-a-dia, que facilitam e muito o serviço. Fora do Brasil é possível observar esta tendência com o aumento de boas opções de vinho em lata, em embalagem Tetra Pack e até em Barris, como destacou o Washinton Post em seu artigo sobre tendências para o ano.

05_Arbo.ARBO Merlot 3 Litros (Pão de Açúcar, R$ 79,90) Tinto elaborado pela Vinícola Perini em farroupilha, Rio Grande do Sul, é daqueles vinhos para ter sempre em casa. Feito com a uva Merlot, é frutado, leve e tem pouco álcool, o que facilita o consumo diário (aquela tacinha do final do dia). 3 litros equivalem a 4 garrafas de 750ml, fica menos de 20,00 a unidade. Compensa, não?

6. A revolução do vinho orgânico e natural continuará em 2018

Outra tendência que parece seguir forte neste ano é o aumento no consumo de vinhos orgânicos, naturais e biodinâmicos. O já citado Concours Mondial de Bruxelles menciona que Os consumidores estão mais experientes e curiosos quanto ao que se passa no vinho que consomem. Assim como os foodies se concentram no que está nos seus pratos, os amantes do vinho procuram vinhos feitos com atenção aos detalhes”. Ao longo dos últimos 3 anos o famoso concurso observou um notável crescimento de quase 80% nas inscrições de vinhos orgânicos e biodinâmicos, resultado do forte interesse dos consumidores em ambas as categorias. Esta tendência está super alinhada com a preocupação cada vez maior por uma alimentação saudável, pela procura por ingredientes frescos e sazonais, pelo crescimento de restaurantes e empórios dedicados exclusivamente a insumos orgânicos e pela busca de produtores com fortes vínculos regionais.

06_Adobe Emiliana.Emiliana Adobe Reserva Cabernet Sauvignon (Vino Mundi, R$ 48,90)

7. Você vai comprar mais vinho online

Diversos artigos mencionam a força do online também para o universo do vinho e por aqui não parece ser diferente. A Wine.com e a Evino são destaques neste segmento e estão investindo cada vez mais para conversar com este consumidor, muitos deles iniciantes no vinho. A Wine.com, que tem como acionista o empresário Abilio Dinis, abriu recentemente o Vinho Fácil, site com descontos agressivos em vinhos bem interessantes, de uma seleção enxuta mas atualizada com frequência. Fique atento também aos clubes de assinatura, que são uma excelente oportunidade para conhecer novos rótulos, garimpados por especialistas e entregues mensalmente no conforto de casa.  A Wine.com foi pioneira no formato e hoje já está disponível em diversas importadoras e supermercados, como o Pão de Açúcar por exemplo.

07_Toro LocoToro Loco Crianza (wine.com, de R$ 61,07 por R$ 51,91) – Um dos rótulos de maior sucesso da importadora. Feito na Espanha com as uvas Tempranillo (90%) e Cabernet Sauvignon (10%), tem médio corpo, taninos macios e acidez na medida, com final bem agradável.

8. Vamos consumir mais vinhos portugueses

A invasão de rótulos portugueses de bom custo benefício nas prateleiras dos supermercados não pode ser ignorada. A Viniportugal, Associação do setor encarregada de promover a imagem do país, tem feito um trabalho muito consistente por aqui através de palestras, cursos e degustações com os profissionais e consumidores. Isto significa mais informação sobre uvas e estilos característicos e únicos de Portugal e consequentemente vinhos mais interessantes disponíveis no mercado – muito além dos já conhecidos Casal Garcia Vinho Verde e Periquita, que abriram o mercado.

08_Atlantico.Atlântico tinto (Mambo, R$ 39,90) – Tinto português que representa bem a nova cara de Portugal: rótulos modernos, informações mais claras e preço convidativo. Este aqui é feito com as uvas Alicante Bouschet, Aragonês e Trincadeira, com breve estágio em madeira. Simples, despretensioso e fácil de beber.

9. Maior procura por vinhos de sobremesa

De acordo com o Vivino, surpreende o fato do melhor vinho do ano, eleito pelo público,  ter sido um vinho de sobremesa: tudo bem que estamos falando do icônico Chateau d’Yquem’s 1976 Sauternes, mas o resultado é considerado animador para valorização deste estilo de vinho. Este resultado é positivo em diversos aspectos: estimula os clientes mais reticentes a provar uma taça, ajuda a promover a bebida como opção também para pratos salgados e desmistifica que vinho de sobremesa é somente para quem não gosta de vinho, coisa de “mulherzinha” ou de quem não conhece ou aprecia vinho de verdade. Vamos tomar vinho de sobremesa sim! Este aqui é brasileiro e nunca decepciona:

09_Aurora late harvestAurora Colheita Tardia Branco 500 ml (imigrantes bebidas, R$ 21,99)

10 – Jerez conquista o seu espaço

O site Drink Business, entre outras fontes, destaca novamente a ascensão do Jerez em 2018. Longe de ser novidade, o gosto pelo Jerez permaneceu durante muito tempo restrito a um seleto grupo de aficionados. Antes relacionada como bebida favorita da vovó, agora é vista com frequência nas mãos da geração mais nova. Este sucesso pode ser atribuído em partes pelo renascimento da coquetelaria, que vem utilizando Jerez e outros vinhos fortificados em diversas receitas de drinks – fenômeno também observado com vinho do Porto branco, em refrescantes preparos de Portonic.

10_Jerez La InaJerez Fino La Ina 375ml (Vinci, R$ 82,26) Nunca experimentou Jerez? Comece pelas opções de meia garrafa. Este aqui é bem “expressivo, rico, complexo e equilibrado”, segundo o respeitado guia de vinhos espanhol Guía Peñin.

 11. O movimento “zero açúcar” continua a despertar interesse

No caminho oposto ao dos vinhos doces, destaca-se também os espumantes sem adição de açúcar. Conhecidos como Brut Nature, Sauvage ou Zero Dosage, indicam que quase todo o açúcar do vinho foi fermentado e não há a adição do licor de expedição – uma mistura de vinho adocicado que determina a doçura e estilo do espumante (Brut, Demi Sec, Sec entre outros). Este estilo sempre existiu, mas ganhou notoriedade nos últimos anos e parece se consolidar em 2018. Prova disso é o sucesso no mercado do Lirica Crua, espumante nacional eleito como o melhor do Brasil por diversos especialistas:

11_Lirica CruaLirica Crua (Decanter, R$ 76,40) – Feito com 80% Chardonnay, 10% Gouveio e 10% Pinot Noir, tem na taça certa turbidez devido à presença das leveduras, com bolhas muito finas e persistentes. Na boca tem ótima cremosidade e frescor, além de loooonga persistência.

12. Destaque para a ascensão da Tannat:

O Vivino, já mencionado anteriormente, aponta também o crescimento da uva Tannat no cenário global. Para nós, brasileiros, isto não parece bem uma novidade, mas a previsão é válida e é possível encontrar grande variedade de rótulos com esta uva típica do Uruguai. A escritora de vinhos e especialista Amanda Barnes, diz: “Não subestime a Tannat. Atualmente há uma enorme variedade de rótulos com Tannat do Uruguai – está em todas as regiões vitivinícolas do país e é possível encontrá-la em um vinho tinto concentrado e rico, em um vinho tinto magro e mineral, em um rosé picante e até mesmo em espumantes. Tannat pode ter sido apenas uma vértebra na espinha de Bordeaux, mas é a espinha dorsal do Uruguai “.

12_Brisas del EsteBrisas Del Este Tannat (Wine.com, de R$ R$53,82 por R$ 45,75) – Elaborado pela moderna Bodega Brisas com a uva Tannat, introduzida no Uruguai pelos colonos bascos e cultivada desde então com crescente entusiasmo e expertise. 

Fontes:

  • Blog Grand Cru – “Tendências do mundo do vinho em 2018”
  • Bloomberg – “seven ways the wine world will change in 2018”
  • Forbes – “expert predictions for the wine trends that will shape 2018”
  • Vivino – “wine trends what we learned in 2017 and predictions for 2018”
  • Washington Post – “wine trends for 2018”
  • The Drink Business – “top wine trends for 2018”

ClubeW One, o clube do vinho mais acessível da Wine.com

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O clube W One recebe curadoria exclusiva por um valor fixo de R$ 25 cada garrafa

A Wine.com é um dos maiores e-commerces de vinhos do mundo e o seu clube de assinatura já é considerado um case de sucesso. O ClubeW é hoje o maior clube de vinhos da América Latina, que agora apresenta uma opção mais acessível para quem quer começar: O ClubeW One traz vinhos versáteis e fáceis de beber, para brindar as mais diferentes ocasiões.

O clube é o mais acessível do mercado e oferece exemplares para o dia a dia, para receber amigos ou iniciar no mundo do vinho sem complicação. As seleções para os assinantes são pautadas por vinhos leves, ideais para quem quer começar a degustar a bebida.

Os sócios do ClubeW One recebem mensalmente uma WineBox com duas, quatro ou seis garrafas de vinhos selecionados, têm 15% de desconto, entrega gratuita em todas as compras na loja virtual, além de receber a revista Wine.com.br que recentemente foi reformulada e agora conta com a qualidade editorial da Trip Editora. 

A primeira seleção de vinhos, do mês de fevereiro, será de vinhos chilenos: o Santa Helena Reserva Cabernet Sauvignon e o Santa Helena Reserva Carménère. A seleção me pareceu um pouco preguiçosa, mas resolvi dar uma chance ao clube e já fiz minha assinatura. 

Fiquei feliz com mais esta iniciativa rumo à popularização do vinho. Em breve vou dividir minhas impressões sobre este clube que tem tudo para ser um sucesso!

As principais tendências de consumo em 2014

2014

O novo ano já começou, e com ele temos novamente a oportunidade de fazer um balanço do que ficou para trás e renovar as energias e os planos para o que vem pela frente. Aproveitei o inicio desta semana para atualizar a leitura e entre um site e outro buscando informações sobre tendências de mercado, encontrei um compilado de previsões bem interessantes no marketing de vinhos. Compartilho a seguir as 7 tendências mais relevantes que acredito que vamos observar também por aqui. E que venha 2014 com mais e melhores vinhos!

1. Autenticidade

Para a Food & Drink Towers, a Innova Market Insights e a Bloomberg, a busca por “autenticidade”, “origem” e “produção local” é uma tendência em franca expansão (movida em parte pela procura de sustentabilidade e pelos receios do consumidor perante os recentes escândalos alimentares) E os pequenos produtores, mais rápidos e ágeis, levam vantagem face a grandes marcas. Quer seja para investir num produto sazonal, em produções limitadas ou adaptar-se ao gosto do cliente. Nesta tendência inclui-se também o fato de que hoje “todos querem um exclusivo”, integrado no esforço geral das lojas para distinguir-se da concorrência.

2. Vinhos on-line

Os suportes digitais – internet, smartphones – têm sido um grande motor da comunicação e venda de vinhos em todo o mundo. Dia a dia, crescem ferramentas como o Vivino, Wine Searcher. Até a gigante Amazon se lançou na venda de vinhos online. As redes sociais como o Facebook permitem chegar a nichos de clientes e criar comunidades: com um clique no mouse até os pequenos produtores podem facilmente comunicar a sua marca em todo o mundo.

3. Chegada dos millennials

Os CEOS da indústria do vinho mundial reconheceram na Wine Vision uma tendência massiva na indústria global: a chegada dos “millennials”, o público mais jovem que quer aprender e provar novos vinhos. Mas comunicar com eles é um desafio. São independentes nas decisões e a única influência é a de seus pares. Comunicam principalmente em plataformas digitais. Uma maneira de alimentar esta conversa é torná-la social, partilhando informações nas redes sociais da sua marca.

4. Compra racional

Bem informado e pressionado pela austeridade, o consumidor procura fazer uma compra racional. Mensagens claras e relevantes, packaging reciclável que evite o desperdício serão imperativos em 2014. Junta-se um crescente interesse na saúde, auto-suficiência e poupança: os descontos na distribuição e os Bag-in-Box têm o futuro pela frente.

5. Espírito de comunidade

Para a Food & Drink Towers o espírito de comunidade é uma tendência em 2014. Este revela-se em eventos que trazem a diversão e o lado social de volta para as refeições. Isto inclui feiras, festivais e mercados locais, clubes de comida, de vinhos e de degustação. Esta pode ser uma oportunidade para associações de produtores e parcerias com outros produtos.

6. Luxos que compensam

A Innova Market Insights destaca que, apesar das dificuldades econômicas, mantem-se o interesse por produtos premium e gourmet. “Em vez de roupa e viagens caras, as pessoas estão optando por pequenos prazeres gourmet, como cervejas artesanais, sabores caseiros, muitas vezes mais caros. A comida é um luxo relativamente acessível”. 

7. EUA e India crescem

O mercado de vinho teve um forte crescimento nos EUA nos últimos anos. A procura tem sido impulsionada por consumidores jovens, que optam por vinhos com preços mais baixos. A Índia tem um enorme potencial,  dado o baixo consumo per capita e grande população . Deverá crescer impulsionada pelos hábitos de vida ocidentais, aumento do rendimento disponível, expansão de consumidores do sexo feminino, festivais e enoturismo.

10 tendências de consumo para 2013

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Feliz ano novo! Agora que as festividades já passaram e as taças voltaram para as prateleiras, chegou a hora de avaliar o ano que terminou e pensar em planos para o que se inicia.  Pesquisando informações sobre tendências para o mercado de vinho em 2013, encontrei nos sites Wine Searcher  e Market Watch uma lista interessante e que provavelmente vamos observar também por aqui:

1) Crescimento de consumo:

Vinho é hot, vinho é o novo preto! Enquanto os Baby Boomers optam por vinhos tradicionais, os consumidores mais jovens – os millenials – tem um forte interesse por vinhos e uma curiosidade para julgá-los a partir de diferentes regiões e uvas.

2) O inverno dos críticos de vinho:

Esta mesma geração diferencia-se da anterior no modo de obter recomendações de vinhos. Eles valorizam e confiam mais nas opiniões de amigos (online e offline) e consultores de loja do que nas sugestões dos críticos de vinho que guiaram os consumidores durante as últimas três décadas. Estes críticos foram os responsáveis pela base do conhecimento, porém os consumidores mais esclarecidos estão buscando outras fontes de consulta.

3) A ascensão da cerveja artesanal:

Consumidores mais jovens, tradicionais bebedores de cerveja, estão sendo atraídos por marcas que se diferenciam pelo sabor, corpo e estrutura ao invés dos que apenas matam a sede de verão. Com beer-sommeliers surgindo com força nos empórios e restaurantes, e com a percepção de bebida de bom custo-benefício, não surpreende que as artesanais conquistem mais espaço nas prateleiras.

4) Que cem flores desabrochem:

O universo do vinho tem uma infinidade de uvas adequadas para a elaboração de rótulos de ótima qualidade, porém estamos habituados a consumir poucas dezenas de variedades. Espera-se que os produtores, em especial os da Califórnia, experimentem novas variedades em terroirs distintos. Produtores novos e bastante jovens estão dispostos a arriscar seus negócios em busca de novidades, que tenha mais significado e que não seja vendido apenas com pontuações.

5) “Menos é mais” nas cartas de vinhos:

“Quanto mais, melhor” tem sido uma sabedoria predominante em diversas áreas, inclusive na de vinhos. No entanto, sommeliers de diversos restaurantes  estão reduzindo o número de rótulos em estoque, evidentemente por razões econômicas, mas também com o intuito de manter a carta mais opinativa e amigável. Esta readequação pode proporcionar mais foco e diversão durante a escolha e incentivar os clientes a experimentar vinhos de regiões e estilos menos conhecidos.

6) Falsificação:

Com o constante aumento da falsificação de vinhos observado nos últimos anos, fica a pergunta: esta ingrata tendência vai se manter em 2013? Especialistas indicam que sim. Enquanto  houver pessoas dispostas a pagar milhões por raros Bordeaux e Bourgogne, o problema da falsificação permanecerá ativo. A recomendação é atenção redobrada ao negociar safras antigas destas duas regiões, especialmente garrafas de grandes formatos. Na dúvida, fique longe.

7) Leilões de vinhos:

A desaceleração econômica na China e uma mudança no gosto dos consumidores da Ásia mudaram as dimensões do mercado de leilões no ano passado. Jamie Ritchie, CEO da Sotheby, acrescenta que o mercado dos EUA é ressurgente, com uma forte demanda dos compradores latino-americanos, principalmente do Brasil e do México.

8) De Bordeaux para Bourgogne:

Com os vinhos da Bourgogne recebendo maior atenção nos leilões e restaurantes mundo afora, não é de se surpreender que esta tendência tenha chegado também às prateleiras. Há um crescente interesse por vinhos desta região, que apresenta uma grande diversidade de preço e estilo. Esta tendência também se confirma para champagnes menos comerciais.

9) O retorno do vinho de mesa europeu 

Apesar de todo o barulho feito ao redor dos vinhos do Novo Mundo, o fato é que geralmente eles são alcoólicos, adocicados e excessivamente frutados, ideais para beber antes ou depois da refeição. No entanto, os vinhos europeus, que são tipicamente mais adequados para acompanhar comida , tendem a ser muito caros para refeições do dia a dia. Acredita-se que neste ano vamos observar uma procura maior por vinhos europeus acessíveis, bem elaborados e com tipicidade, para consumo imediato e em momentos despretensiosos.

10) Moscato e tintos doces:

Ninguém sabe ao certo como ressurgiu o interesse pelos Moscatos. A impressão que se tem é que reapareceu do nada há 3 anos e as vendas mantém-se firmes. Tudo indica que esta bebida é a primeira escolha dos iniciantes do vinho, pelo seu caráter mais leve e adocicado. De forma semelhante, as vendas de vinhos tintos doces também estão crescendo. No entanto, o consumidor-alvo deste estilo continua sendo um mistério.