Yellow Tail, a marca mais poderosa do Mundo (mais uma vez!)

A Wine Intelligence Global divulga anualmente um importante estudo sobre as marcas mais poderosas no mundo do vinho – em sua quarta edição, publicada nas últimas semanas, a australiana Yellow Tail recebeu o título de World’s Most Powerful Wine Brands, seguida da chilena Casillero del Diablo.

O ranking de 2021 considerou a opinião de mais de 25mil pessoas em 25 países diferentes com perguntas relacionadas a reconhecimento de marca, intenção de compra, consideração, afinidade e recomendação, agrupadas em três categorias: conhecimento, compra e conexão.

Além da Yellow Tail levar o primeiro lugar mais uma vez, a Wine Intelligence destaca também que as principais movimentações deste ano incluem a chilena Santa Carolina, que subiu três posições para ocupar um lugar entre os 10 primeiros no Índice Global pela primeira vez; A vinícola espanhola Torres, que saltou cinco lugares para a 10ª posição e o espanhol Campo Viejo, que entrou no top 15 pela primeira vez.

A CEO da Wine Intelligence, Lulie Halstead, comenta que, devido ao período marcado pela ruptura e lockdown, foi um ano bastante desafiador para as marcas de vinho:

“À medida que sairmos do lockdown para – esperamos – um ambiente mais estável de compra e consumo, o principal desafio para as marcas de vinho será restaurar as conexões pessoais, fundamentais para impulsionar suas marcas a um sucesso tão amplo no cenário mundial.”

Você confere o artigo completo da Wine Intelligence aqui e abaixo o ranking com todas as marcas que se destacaram na premiação:

Yellow Tail, um case de sucesso mundial

Campanha de divulgação Yellow Tail, alinhada ao consumidor mais jovem

Alguém já imaginou uma marca australiana relativamente nova conquistar o disputado mercado de vinhos americano e se tornar tão grande a ponto de atender também Japão e Reino Unido? Pois bem, esta é a história de sucesso da Yellow Tail!

A marca foi fundada pela família Casella da Sicília, que emigrou para New South Wales, Austrália, em 1957. Yellow Tail foi lançado somente em 2001, com um posicionamento bastante inovador para o segmento. A marca optou por não competir diretamente com os vinhos da Itália e da França, muito mais consolidados em relação a qualidade, complexidade e prestígio no imaginário do consumidor. Em vez disso, apresentaram uma marca divertida, casual e acessível direcionada a outro perfil de público, acertando em cheio o consumidor americano.

O sucesso deve-se principalmente ao estilo do vinho, com taninos e acidez pouco perceptíveis, adequados a um paladar menos acostumado ao perfil tradicional da bebida. O rótulo com informações fáceis de entender, direcionados à uva e com poucos jargões do vinho, aliados a cores vibrantes e a um mascote simpático e divertido foram fatores decisivos para que a marca se destacasse nas prateleiras e ganhasse o coração dos consumidores jovens e ávidos por novidades.

Onde comprar?

  • Yellow Tail Shiraz (Viva Vinho, de R$ 89,90 por R$ 66,90) – Destaque da vinícola, é elaborado com a uva Shiraz, uma das mais importantes da Austrália. Destaca-se pelos aromas de frutas vermelhas e negras maduras com um toque de caramelo, desenvolvido pela breve passagem por carvalho francês e americano . Taninos bem macios no paladar, fácil de beber.

  • Yellow Tail Cabernet Sauvignon (Pão de Açúcar, R$ 69,99) – Elaborado com Cabernet Sauvignon, tem aromas de frutas maduras e notas de especiarias, graças aos 4 meses em barricas de carvalho francês e americano. Paladar com boa concentração, taninos macios e agradáveis.
  • Yellow Tail Chardonnay (Vinho BR, R$ 69,90) – Feito com a uva Chardonnay, muito presente na Austrália, destaca-se pelos aromas de frutas tropicais, com toque cítrico. Fácil de beber, tem corpo médio com acidez presente e um toque final cítrico de abacaxi.
  • Yellow Tail Moscato (Vinho BR, R$ 69,90) – Branco elaborado com a uva Moscatel, tem aromas de frutas tropicais com um agradável toque cítrico. Paladar de médio corpo com acidez bem integrada, vai bem com pratos leves e aperitivos.
  • Yellow Tail Pink Moscato Rosé (Viva Vinho, R$ 74,90) – Elaborado com a uva Moscatel, tem baixa graduação alcoólica, aromas adocicados que remetem a rosas e paladar refrescante, leve e equilibrado.
Mulled White Wine

Confira também as opções de drinks sugeridos com os rótulos Yellow Tail.

Receitas clicando no site da vinícola aqui.

10 tendências de consumo para 2013

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Feliz ano novo! Agora que as festividades já passaram e as taças voltaram para as prateleiras, chegou a hora de avaliar o ano que terminou e pensar em planos para o que se inicia.  Pesquisando informações sobre tendências para o mercado de vinho em 2013, encontrei nos sites Wine Searcher  e Market Watch uma lista interessante e que provavelmente vamos observar também por aqui:

1) Crescimento de consumo:

Vinho é hot, vinho é o novo preto! Enquanto os Baby Boomers optam por vinhos tradicionais, os consumidores mais jovens – os millenials – tem um forte interesse por vinhos e uma curiosidade para julgá-los a partir de diferentes regiões e uvas.

2) O inverno dos críticos de vinho:

Esta mesma geração diferencia-se da anterior no modo de obter recomendações de vinhos. Eles valorizam e confiam mais nas opiniões de amigos (online e offline) e consultores de loja do que nas sugestões dos críticos de vinho que guiaram os consumidores durante as últimas três décadas. Estes críticos foram os responsáveis pela base do conhecimento, porém os consumidores mais esclarecidos estão buscando outras fontes de consulta.

3) A ascensão da cerveja artesanal:

Consumidores mais jovens, tradicionais bebedores de cerveja, estão sendo atraídos por marcas que se diferenciam pelo sabor, corpo e estrutura ao invés dos que apenas matam a sede de verão. Com beer-sommeliers surgindo com força nos empórios e restaurantes, e com a percepção de bebida de bom custo-benefício, não surpreende que as artesanais conquistem mais espaço nas prateleiras.

4) Que cem flores desabrochem:

O universo do vinho tem uma infinidade de uvas adequadas para a elaboração de rótulos de ótima qualidade, porém estamos habituados a consumir poucas dezenas de variedades. Espera-se que os produtores, em especial os da Califórnia, experimentem novas variedades em terroirs distintos. Produtores novos e bastante jovens estão dispostos a arriscar seus negócios em busca de novidades, que tenha mais significado e que não seja vendido apenas com pontuações.

5) “Menos é mais” nas cartas de vinhos:

“Quanto mais, melhor” tem sido uma sabedoria predominante em diversas áreas, inclusive na de vinhos. No entanto, sommeliers de diversos restaurantes  estão reduzindo o número de rótulos em estoque, evidentemente por razões econômicas, mas também com o intuito de manter a carta mais opinativa e amigável. Esta readequação pode proporcionar mais foco e diversão durante a escolha e incentivar os clientes a experimentar vinhos de regiões e estilos menos conhecidos.

6) Falsificação:

Com o constante aumento da falsificação de vinhos observado nos últimos anos, fica a pergunta: esta ingrata tendência vai se manter em 2013? Especialistas indicam que sim. Enquanto  houver pessoas dispostas a pagar milhões por raros Bordeaux e Bourgogne, o problema da falsificação permanecerá ativo. A recomendação é atenção redobrada ao negociar safras antigas destas duas regiões, especialmente garrafas de grandes formatos. Na dúvida, fique longe.

7) Leilões de vinhos:

A desaceleração econômica na China e uma mudança no gosto dos consumidores da Ásia mudaram as dimensões do mercado de leilões no ano passado. Jamie Ritchie, CEO da Sotheby, acrescenta que o mercado dos EUA é ressurgente, com uma forte demanda dos compradores latino-americanos, principalmente do Brasil e do México.

8) De Bordeaux para Bourgogne:

Com os vinhos da Bourgogne recebendo maior atenção nos leilões e restaurantes mundo afora, não é de se surpreender que esta tendência tenha chegado também às prateleiras. Há um crescente interesse por vinhos desta região, que apresenta uma grande diversidade de preço e estilo. Esta tendência também se confirma para champagnes menos comerciais.

9) O retorno do vinho de mesa europeu 

Apesar de todo o barulho feito ao redor dos vinhos do Novo Mundo, o fato é que geralmente eles são alcoólicos, adocicados e excessivamente frutados, ideais para beber antes ou depois da refeição. No entanto, os vinhos europeus, que são tipicamente mais adequados para acompanhar comida , tendem a ser muito caros para refeições do dia a dia. Acredita-se que neste ano vamos observar uma procura maior por vinhos europeus acessíveis, bem elaborados e com tipicidade, para consumo imediato e em momentos despretensiosos.

10) Moscato e tintos doces:

Ninguém sabe ao certo como ressurgiu o interesse pelos Moscatos. A impressão que se tem é que reapareceu do nada há 3 anos e as vendas mantém-se firmes. Tudo indica que esta bebida é a primeira escolha dos iniciantes do vinho, pelo seu caráter mais leve e adocicado. De forma semelhante, as vendas de vinhos tintos doces também estão crescendo. No entanto, o consumidor-alvo deste estilo continua sendo um mistério.