Vinho 365 | #316 – Miolo Gamay 2015

27-miolo

  • Miolo Gamay 2015, Brasil (Sup. Sonda, R$ 38,99)

Boa opção de vinho tinto leve, fácil de beber e disponível nos principais supermercados do país. Lançados pela Miolo Wine Group desde 2001, os rótulos dos vinhos Miolo Gamay são uma atração à parte: característica da linha, os produtos trazem obras de arte – até então de artistas brasileiros – que retratam a alegria, a festividade e a brasilidade. Foi assim com o ‘Abaporu’ de Tarsila do Amaral, quadro considerado símbolo do Movimento Modernista Brasileiro que estampou o rótulo do Miolo Gamay 2014.

Para a safra 2015 a Miolo conquistou a concessão para estampar uma obra do consagrado Vincent Van Gogh, pintor holandês considerado o maior representante do movimento Impressionista. O vinho segue o conceito francês ‘beaujolais nouveau’, que marca na França e em mais de 200 países a chegada da nova safra.

Elaborado na região da Campanha, Rio Grande do Sul, pelo processo tradicional de maceração carbônica, onde a grosso modo as uvas são fermentadas inteiras (nos próprios cachos) dentro dos tanques. É um tinto alegre, que deve ser degustado gelado. O Miolo Gamay tem estrutura leve, com características para ser consumido jovem, de preferência no mesmo ano da elaboração, ou seja, corre que ainda dá tempo! 😉

 

Anúncios

Tintos leves para dias quentes

Illustration: Jenny Bowman

Verdade seja dita: com este calorão, dificilmente a primeira opção de bebida que vêm à mente é vinho. A cerveja e a caipirinha são opções incontestáveis em dias quentes – mesmo com tantas opções de brancos, rosés e espumantes leves e refrescantes. Curiosamente, o vinho tinto continua sendo o campeão da preferência nacional, independentemente da estação. O nosso paladar – orientado para uma culinária quente, rica em aromas e sabores, para o doce e encorpado – ajuda a explicar a popularidade dos tintos. Vale lembrar que Recife é atualmente um dos maiores mercados consumidores de uísque, mesmo com uma temperatura nada convidativa para este estilo de bebida. Assim, os tintos acabam sendo a escolha automática e a opção mais segura para acertar o paladar.
 Não dá para ignorar a preferência nacional pelos tintos. Mas vale deixar algumas dicas sobre como escolher as opções mais leves e refrescantes, indicadas para a gastronomia mais leve do verão. Estou falando de vinhos menos alcoólicos, mais frutados, ligeiros, com boa acidez e sem ou com breve passagem por madeira. 
 Para encontrar vinhos com essas características – que infelizmente não estão escritas no rótulo – o primeiro passo é identificar a uva e a região de produção. O Beaujolais, francês elaborado coma uva gamay, é uma boa pedida. É uma bebida leve, com boa acidez, poucos taninos no paladar e bastante aroma de frutas frescas.
 Também é possível encontrar vinhos tintos nacionais com a mesma uva, bem corretos e agradáveis.Os italianos feitos na Toscana com a clássica Sangiovese são conhecidos pela boa acidez e pelos aromas frutados, com um toque floral, bem delicados. Os tintos elaborados com a uva Pinot Noir também são escolhas seguras. Eles têm coloração mais clara e taninos sutis, mas que podem variar de estilo dependendo da região.
Os Pinot Noirs do Vale de Casablanca (Chile), os da Patagônia (Argentina) e os da Nova Zelândia não desapontam.Deixe de lado os tintos potentes, alcoólicos e amadeirados para experimentar opções mais leves, jovens e refrescantes. Abaixo vão algumas opções para você conhecer neste verão – e quem sabe continuar no resto do ano?

Beaujolais

  • Beaujolais Villages Château de Montmelas (Casa Santa Luzia, R$ 43,00): Boa opção para conhecer a uva Gamay, típica de Beaujolais. Aromas de frutas vermelhas frescas, boa acidez e delicado no paladar. Para ser servido bem fresco, entre 10-12°C.

Miolo

  • Miolo Gamay (Pão de Açúcar, R$ 36,27): Versão nacional dos Gamays de Beaujolais, segue o estilo de leveza e frescor. O preço é bem amigo.

La Vieille Ferme

  • La Vieille Ferme Rouge (World Wine, R$ 53,80): Tinto elaborado na região do Rhône (França), com as uvas Grenache Noir, Syrah, Carignan e Cinsault. Com breve passagem por madeira, tem aromas de frutas mais maduras e é bem macio no paladar.

Yealands

  • Yealands Way Pinot Noir (Extra, R$ 57,65): A Nova Zelândia destaca-se pelos seus tintos feitos com a uva Pinot Noir. Um rótulo que representa fielmente o estilo de vinhos do país.

Novas

  • Novas Gran Reserva Pinot Noir (Extra, R$ 58,70): É produzido pela vinícola Emiliana (Chile), no Valle de Casablanca, uma das melhores regiões para o cultivo da Pinot Noir. Tem aromas de cereja, framboesa e morango, com toques adocicados de cacau.

Vinho, pizza e oi oi oi!

Um dos pratos mais simples e saborosos da gastronomia ficam ainda melhores se acompanhados com uma boa taça de vinho.  Melhor ainda se for na sexta-feira, assistindo o último capítulo da novela Avenida Brasil!  Foco total no suspense: deixe tudo devidamente preparado para devorar sua pizza favorita em largas mordidas e longos goles de tinto, enquanto finalmente descobre quem matou o Max!  Vamos às opções?

Marguerita: Sem dúvidas, umas das mais pedidas nas pizzarias de SP. De média estrutura, com sabores intensos do queijo e a boa acidez do molho de tomate, vai bem com vinhos brancos com boa acidez ou tintos mais leves, com pouca passagem por madeira. Entre os brancos, escolha os elaborados com as uvas Sauvignon Blanc ou Pinot Grigio e, caso prefira os tintos, opte pelos  italianos Bardolino e Chianti simples ou merlots do novo mundo.

Vinhos para acompanhar:

Calabresa: Pizza levemente picante e com bastante sabor, pede tintos mais encorpados. Aqui cabem os elaborados com as uvas Carmenére e Syrah, os portugueses do Alentejo ou os italianos de Montepulcianos d’Abruzzo, por exemplo.

Vinhos para acompanhar: