Vinhos verdes, a cara do verão

Leve, fresco, jovem e deliciosamente aromático, o Vinho Verde adequa-se a todos os tipos de ocasião.

E se o nosso mundo fosse mais fresco? Menos sério, menos calculista, mais leve, mais espontâneo. Este é o desafio lançado pelo Vinho Verde: transformar o nosso mundo num lugar mais refrescante onde a leveza e a alegria existem em abundância.

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Sucesso na década de 70 e até hoje considerado sinônimo de vinho português, o Vinho Verde evoluiu, ganhou força mas permanece como uma excelente opção para acompanhar dias quentes e refeições leves.

Localizada ao Noroeste de Portugal, a Região dos Vinhos Verdes é considerada uma das maiores e mais antigas regiões vitivinícolas do mundo. Movimenta milhares de produtores, produzindo vinhos sob a denominação de origem Vinho Verde, considerados únicos no mundo.

O termo “Vinho Verde” remete às características naturais da região que o produz, densamente verdejante, mas também para o próprio perfil do vinho, que pelo seu frescor e leveza se diz verde em alusão à sua juventude e por oposição a outros vinhos mais complexos e encorpados. Portanto, há opções de vinhos verdes brancos, rosés, tintos e até espumantes.

Certamente o Vinho Verde de hoje não é o mesmo de uma década atrás, em resultado do investimento da Região dos Vinhos Verdes em novas vinhas, uma nova geração de enólogos e a profissionalização de toda a cadeia produtiva. Frescos e exuberantes, os vinhos verdes costumam ser muito equilibrados e alguns, como o Vinho Verde Alvarinho, mostram um notável potencial de envelhecimento.

Os sabores que são loucos por vinhos verdes:

 O Vinho Verde é uma bebida naturalmente leve e refrescante. Medianamente alcoólico, de baixas calorias, é ideal para quem procura momentos descontraídos e um estilo de vida saudável. Os Vinhos Verdes Brancos são aromáticos e ideias para acompanhar saladas, mariscos, peixes, carnes de aves e gastronomia oriental. São o casamento perfeito para mexilhões gratinados, Salada de Cogumelos Frescos, Salmão defumado, Dourado Grelhada, Robalo ao Forno, Polvo Assado, Peito de Pato e Sushi, entre outros pratos orientais. Perfeito também como aperitivo.

Boas opções disponíveis no mercado:03 - Artefacto

  • Artefacto Vinho Verde 2014 (com, R$ 49,00): Um branco que representa perfeitamente o estilo dos vinhos verdes, com seu frescor marcante, paladar leve e aromas de frutas cítricas.

 

04 - Solar das Bouças

  • Solar das Bouças Loureiro Vinho Verde 2013 (com, R$ 50,00): Levemente frisante, Solar das Bouças Loureiro é elaborado por uma das principais vinícolas da região de Vinho Verde, que detém uma das áreas vitivinícolas mais antigas de Portugal. Destaca-se pelos aromas de maçã verde e limão, bem leve e refrescante.

 05 - Eira dos Mouros

  • Eira dos Mouros (Pão de Açúcar, R$ 29,90): Destaca-se de imediato pelos aromas intensos de frutas cítricas. Leve frisante no paladar, bem fresco e delicado.

 

07 - Anselmo Mendes Muros Antigos

  • Anselmo Mendes Muros Antigos Escolha 2014 (Decanter,  R$ 86,80): Elaborado com as uvas Loureiro, Avesso e Alvarinho, tem aromas muito puros de frutas cítricas, notas herbáceas e minerais. Ótima textura na boca, fresco e muito persistente. Perfeito com queijo Saint-maure ou Chabichou.

 

06 - Aveleda

  • Quinta da Aveleda( Extra, R$ 60,90): Elaborado pela Aveleda, empresa familiar que há mais de três séculos se dedica à cultura do vinho na região dos vinhos verdes. Um dos meus preferidos do painel, tem aromas frescos, evidenciando a presença de frutos cítricos e ligeiras notas florais.
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Vinho 365 | #9 – Anselmo Mendes Muros Antigos Escolha

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  • Anselmo Mendes Muros Antigos Escolha, Portugal (Imp. Decanter, R$ 59,80)

Hoje é dia de branco, e o escolhido para saciar a sede é o delicioso Muros Antigos do Anselmo Mendes, considerado um dos mais talentosos enólogos de Portugal e que tem sob sua responsabilidade alguns dos melhores e mais afamados vinhos da região do Douro e do Vinho Verde. A sua ligação sentimental com a casta Alvarinho fez com que adquirisse uma pequena vinha colinar na zona de Monção, onde está a dignificar a casta do coração a níveis inimagináveis.

Este aqui é elaborado com as uvas Alvarinho e Loureiro e tem aromas bem cítricos, também de pêssegos e um delicado toque floral. No paladar tem uma acidez que limpa o paladar e um final bem mineral, delicioso. Acompanha bem sardinhas na brasa, frutos do mar e queijos como Saint-maure ou Chabichou.

 

Sabores portugueses

sabores-portugueses-resPoucos sabem mas 2013 é o Ano Brasil Portugal, um evento que dá sequência a uma série de celebrações do Brasil com países diretamente ligados à sua história, seja como colonizador, no caso do irmão lusitano, ou como imigrantes que aqui se instalaram e criaram raízes definitivas.

E, quando o assunto é Portugal, é inevitável abordar sua deliciosa e rica gama de vinhos. Portugal é um dos mais tradicionais produtores de vinhos, e embora tenha sofrido as mesmas influências que França e Itália, demorou a apresentar qualidade comparável a seus vizinhos. Lembrado pelos seus incríveis vinhos do Porto, o país também é reconhecido pela incomparável variedade de uvas autóctones.

De nomes muitas vezes curiosos, como Tinta Cão, Bastardo e Amor-Não-Me-Deixes, grande parte dessas uvas são usadas em pequenas parcelas, para conferir aos vinhos sabores e sensações diferenciadas. E é justamente aí que Portugal tem sua particularidade. Ao implementar tecnologia de ponta para produção de vinhos, o país conseguiu explorar o melhor potencial de suas uvas autóctones, criando vinhos de caráter único.

Em um período que o estilo de vinho está cada vez mais uniforme, é sempre bom ter à taça a autenticidade e diversidade do vinho português. Em homenagem a esta bela parceria, confira as 10 grandes castas portuguesas e em quais vinhos encontrá-las:

Brancas:

  • Fernão Pires (Maria Gomes): A uva branca mais plantada em Portugal, também conhecida por Maria Gomes. Destaque na Bairrada e no Tejo, onde dá origem a vinhos muito aromáticos, principalmente de frutas cítricas e notas florais.
  • Encruzado: Uva branca encontrada no Dão, tem ótimo equilíbrio entre acidez e doçura e boa capacidade de envelhecimento.
  • Alvarinho: Referência de vinho branco português, é a uva predominante dos Vinhos Verdes. Destaque para aromas de frutas brancas, como pêssego e maçã, frutas tropicais, como maracujá, e notas de jasmim e flor de laranjeira
  • Arinto (Pedernã): Destaque na região de Bucelas, diferencia-se pela acidez marcante e pela possibilidade de se adaptar a diferentes terroirs. Aromas de limão, maçã verde e nuances minerais.

TINTAS:

  • Baga: Símbolo da Bairrada, origina vinhos de cor profunda e bastante longevos. Aromas de frutas silvestres, ameixa preta, notas tostadas e defumadas.
  • Castelão: Uva base do mais antigo vinho português, o Periquita. Origina vinhos versáteis, encorpados e longevos. Aromas de frutas vermelhas e notas florais.
  • Touriga Franca: Uva que dá origem a vinhos estruturados, elegantes e concentrados. Estrela entre vinhos do Douro e do Porto, permite o envelhecimento. Aromas de frutas silvestres e notas florais.
  • Touriga Nacional: Casta tinta e rainha dos vinhos portugueses, muito presente em vinhos varietais. Aromas florais, ameixas, amora, mirtilos e notas cítricas.
  • Trincadeira (Tinta Amarela): Muito usada nos tintos do Alentejo, ajuda a conferir estrutura e longevidade aos vinhos, sem perder a elegância. Aromas iniciais herbáceos que evoluem para compotas e especiarias.
  • Tinta Roriz (Aragonês): Plantada há séculos no Alentejo, indispensável nos vinhos do Porto e estrelas em famosos blends, como o Barca Velha. Assume ainda a designação Tinta Roriz. Aromas de flores e especiarias.

Agora que você já sabe sobre as uvas típicas da terrinha, confira uma seleção de vinhos para  entender de perto cada uma delas:

Varanda do Conde, Minho (Imigrantes Bebidas, R$ 36,99):

Vinho verde bem conhecido no mercado, tem aromas sutis de frutas tropicais, bastante delicado. Fresco e equilibrado, resultado da excelente combinação das castas Alvarinho e Trajadura.

Rapariga da Quinta, Alentejo (wine.com, R$ 35,00)

Tinto produzido no Alentejo pelo excelente produtor Luis Duarte com as uvas Aragones, Trincadeira e Touriga Nacional. Destaque para os aromas de frutas vermelhas maduras, leves notas de especiarias e um toque de baunilha. Vinho moderno, com corpo médio, taninos elegantes e macios.

Caza da Lua, Douro (Pão de Açúcar, R$ 29,23)

Vinho elaborado pela Quinta Sá de Baixo com as variedades Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca, é macio e bem estruturado no paladar. Pode ser servido com pratos de carne em geral, massas e risotos com molhos mais intensos.

A cor que deu nome ao vinho

Sucesso na década de 70 e até hoje considerado sinônimo de vinho português, o Vinho Verde evoluiu, ganhou força e continua sendo uma ótima opção para dias quentes e refeições leves.

 E você sabe por que este vinho branco recebe o nome de Vinho verde? Duas são as versões mais conhecidas. A primeira teoria é relacionada com as uvas da região, que possuem elevada acidez mesmo quando estão maduras, conferindo ao vinho aquela sensação de “agulhada”, característica de uvas colhidas antes do tempo. A outra explicação diz respeito à bela paisagem da região do Minho, onde o vinho verde é elaborado, e que caracteriza-se pelos campos verdes das vastas terras cultivadas, ou seja, “vinho de uma região verde”.

Independentemente da nomenclatura, a verdade é que região dos Vinhos Verdes, além de lindas paisagens, é conhecida por produzir ótimos vinhos brancos, caracterizados pela leveza e frescor. Aromáticos, tradicionalmente harmonizam com saladas, peixes, mariscos, carnes de aves e pratos da culinária oriental, além de ser ótima opção de aperitivo.Confira abaixo duas dicas imperdíveis de degustação:

Gazela

Produzido na adega da Quinta de Azevedo, propriedade pertencente à Sogrape, gigante do setor em Portugal. Com uma proposta mais moderna, é elaborado com as castas Loureiro, Pedernã, Trajadura e Azal. Aromático e cativante, tem aromas de frutas cítricas e tropicais e uma acidez viva e estimulante. O resultado é um vinho simples, versátil e muito atraente, para ser consumido rapidamente e de preferência acompanhando saladas, mariscos, ou como aperitivo.

Quinta da Aveleda

Elaborado pelo produtor de mesmo nome, que também assina o famoso e igualmente interessante Casal Garcia. Feito a partir das uvas Alvarinho (casta mais nobre para a elaboração de vinhos verdes) seguida de Loureiro e Trajadura, apresenta aromas frescos e delicados. Indicado para acompanhar peixes grelhados com legumes e saladas mais condimentadas.

ONDE COMPRAR:

 Imigrantes Bebidas, Wine.com, Pão de Açúcar e principais supermercados