Para fazer em casa: Papardelle + Carménère

A harmonização entre vinho e comida é uma das tarefas mais gostosas dentro do universo da gastronomia. Reunir a família e os amigos para beber e cozinhar é uma constante, porém a escolha do vinho ideal para acompanhar o momento nem sempre é fácil: a variedade de pratos costuma ser grande, assim como a preferência dos convidados.

Algumas regrinhas facilitam a decisão, mas a verdade é que só aprendemos a harmonizar na prática, testando os mais diversos ingredientes em um momento lúdido e de descontração. Pensando nisso, selecionei uma receita fácil e gostosa com uma sugestão de vinho para você preparar no final de semana e fazer bonito com os convidados!

Papardelle com alho poró, tomilho e pecorino:                                                      * receita fornecida pela La Pastina

  • Ingredientes:

– 320g de massa tipo pappardelle (sugestão: Divella)
– 3 alhos-porós
– 4 colheres (sopa) de azeite de oliva extra virgem
– 4 fatias de bacon cortado em tiras finas
– 2 dentes de alho amassados
– 3 colheres (sopa) de folhas de manjericão
– Sal e pimenta do reino a gosto
– 100 gm de queijo pecorino ralado
– alguns ramos de tomilho para decorar

  • Modo de preparo:

Leve ao fogo uma panela com 4 litros de água. Quando ferver, adicione 1 ½ colher (sopa) de sal e espere ferver novamente antes de colocar a massa para cozinhar. Corte em tiras finas o alho-poró. Numa frigideira, coloque o azeite e refogue rapidamente o alho e o bacon. Tempere com sal e pimenta e adicione o manjericão. Coloque a massa para cozinhar quando a água salgada estiver fervendo novamente. Assim que estiver cozida, escorra e misture ao molho. Decore com pecorino e ramos de tomilho. Sirva em seguida. (Serve 4 porções)

Por que este vinho?

O rótulo escolhido para acompanhar esta receita é o Castillo de Molina Carménère, vinho chileno do tradicional produtor Viña San Pedro. A massa, saborosa, destaca-se pelos aromas intensos de ervas e temperos, que casam perfeitamente com este tinto de médio corpo e taninos macios. No nariz é expressivo, com aromas de amoras, especiarias doces e notas herbáceas, típicas da Carménère

Onde comprar: Imigrantes bebidas, R$ 38,99

Vinho do fim do mundo

A vocação da Argentina para produzir vinhos de qualidade percorre quase toda a extensão do país. Mendoza ainda é o grande pólo produtor, mas há grandes vinícolas em regiões como Salta, San Juan e Patagônia. Esta última, localizada no extremo sul da argentina, é lembrada sempre por Bariloche e suas estações de esqui, mas vêm se destacando também pelos seus elegantes e saborosos vinhos, principalmente com as uvas Malbec e Pinot Noir.

Há quem diga que, devido à sua  localização, a Patagônia seja “o fim do mundo”. Se for assim, podemos considerar que reservaram o melhor para o final. A região, com baixas temperaturas e a Cordilheira dos Andes ao seu redor, tem como destaque o rio Negro e a província de Neuquén, de onde saem vinhos muito interessantes, que vale a pena conhecer:

Ventus

A Bodega del Fin del Mundo foi a primeira vinícola da província de Neuquén. Este tinto é elaborado com as uvas Merlot, Malbec e Cabernet Sauvignon. Muito equilibrado, macio, com agradáveis aromas de frutas negras, como amoras e framboesas,  é ideal para o dia-a-dia, acompanhando refeições simples, carnes leves, massas e pizzas.

Caitec Pinot Noir

A bodega Caitec é um dos mais modernos e recentes projetos vinícolas da Argentina. O clima frio da Patagônia, a seleção cuidadosa das uvas e a colheita manual nos vinhedos garantem condições ideais para que a Pinot Noir revele sua tipicidade. Este vinho é uma excelente opção para os amantes desta elegante uva e que, com razão, reclamam da ausência de Pinots honestos no mercado. Com aromas de frutas vermelhas e toques de  especiarias, acompanha bem massas com molhos à base de funghi, carnes assadas,  carnes de caça, como perdiz e codorna e queijos de média maturação.

ONDE COMPRAR:

Worldwine, Imigrantes Bebidas, Wine.com e principais supermercados