Vinho do dia: Bossa Bellini

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Bossa Bellini (Imp. Decanter, R$ 45,80)

Bebida emblemática dos verões italianos ganha uma versão deliciosa feita no Brasil pela vinícola Hermann. Produzido 100% com espumante da uva Chardonnay e pequena quantidade de suco de pêssego natural, é ideal para happy hour, como aperitivo antes das refeições, na praia ou à beira da piscina. Adorei a novidade e tenho sempre em casa para receber os amigos.

O Bossa Bellini destaca-se pelos agradáveis aromas florais e de pêssego, sem perder a mineralidade característica. Na boca é fresco e leve graças à perfeita proporção entre espumante e o suco natural adicionado em quantidades pequenas para manter toda vivacidade necessária a um espumante! Seco, equilibrado e persistente.

A origem do Bellini

O Bellini foi criado no épico bar italiano, pelo bartender e fundador Giuseppe Cipriani, que homenageou o famoso pintor renascentista Giovanni Bellini. Considerado um renovador do estilo veneziano, utilizava uma paleta de cores nos tons alaranjados, que serviu de inspiração para a criação do famoso coquetel.

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Bartender do Harry´s Bar preparando uma fileira de Bellinis

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Vinho 365 | #38 – Villa Cardeto Pinot Grigio IGP

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  • Villa Cardeto Pinot Grigio IGP, Itália (Vino Mundi, R$ 51,10)

Cardeto é um produtor italiano que consegue a difícil missão de aliar os baixos preços à alta qualidade, e por isso é um êxito total em todos os mercados em que é exportado. Cultiva atualmente 820 hectares, sobretudo na zona clássica de Orvieto, onde a interação solo-clima permite o cultivo não só das tradicionais castas brancas, mas de castas tintas com resultados surpreendentes. “Vinhedos, gente e sabores” é o lema da vinícola em busca da verdadeira expressão de seu território.

A uva Pinot Grigio, abundante na Itália, dá origem a vinhos muito versáteis quando bem feitos. Aromas delicados, acidez na medida e leve no paladar, vai bem um uma infinidade de pratos e momentos. Este aqui tem coloração palha brilhante, com aromas muito típicos de pêra fresca, amêndoas e algumas notas minerais. No paladar é bem equilibrado, com acidez na medida certa. Final delicado.

Vale a pena servir bem refrescado, sozinho ou com salada caprese, peixe como linguado grelhado ao molho de alcaparras, quiche de alho poró ou com um spaghetti rápido com frango e salvia… de dar água na boca!

Vinho 365 | #36 – Bottega Il Vino dei Poeti Millesimato Brut

  • FotoEspumante Bottega Il Vino dei Poeti Millesimato Brut, Itália (Imp. Grand Cru, R$ 52,00)

Conheço este espumante já a bastante tempo e considero uma compra bastante segura para espumante italiano, com qualidade constante. Faz parte da seleção de vinhos Bottega “Vino dei poeti”, literalmente “vinho dos poetas”, e ganhou este nome devido a um festival anual de poetas realizado nas colinas onde nascem as uvas deste Prosecco. Evoca a alegria com que poetas, artistas e homens de cultura brindam a vida.

Nascida em 1920, a Bottega tem histórias de três gerações lidando com vinho, grappa e licores. Localizada ao norte da bela Veneza, a vinícola elabora  este espumante feito com a uva Glera, também conhecida como prosecco, que destaca-se pelos aromas de flores brancas, frutas cítricas e maçã verde. Na taça tem um bonito perlage, com borbulhas finas e persistentes. No paladar é fresco e equilibrado, com boa cremosidade e persistência, sem aquele amargor característico de Proseccos de qualidade duvidosa que ainda persistem no mercado.

Vinho 365 | #8 – Baglio di Luna Nero d’Avola

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  • Baglio di Luna Nero d’Avola, Itália (Imp. Decanter, R$ 49,00)

Grata surpresa degustada no ano passado, um dos italianos de melhor custo benefício provados recentemente. Elaborado pelo produtor Curatolo Arini, vinícola familiar de várias gerações, cuja tradição remonta a 1875 na ensolarada Sicília. Considerado o mais antigo produtor familiar de Marsala, desde a década de 70 também brancos e tintos não fortificados.

O vinho é feito com a uva Nero d’Avola, típica da região, e responsável por vinhos com bastante fruta e taninos redondos no paladar. Por ser uma região quente há a tendência por vinhos mais estruturados e alcoólicos, mas o produtor se preocupou em cuidar com afinco da colheita e vinificação para que seus vinhos de entrada sejam frescos, saborosos e gastronômicos.

Destaca-se pela cor rubi com intensos reflexos violáceos. Aromas de fruta vermelha madura (cereja em particular), também ameixa e floral. Sedoso e suculento na boca, bem balanceado. Acompanha massas variadas com legumes, ao sugo, ou molhos cremosos leves, pizzas, bruschettas e carnes magras grelhadas.

E se ainda não ficou convencido, deixe-se levar pelas imagens lindas deste lugar que é um dos meus preferidos da Itália!

Sis_page_Slide3Imagem da vinícola Curatolo Arini, Sicília

Sis_page_Slide2Imagem da vinícola Curatolo Arini, Sicília

rangeStory_slide1Foto linda da família Curatolo Arini, Sicília

Vinhos que valem por dois

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As festas de final de ano estão se aproximando e está na hora de escolher os vinhos que vão acompanhar as comemorações. Mesa farta, família reunida e muita gente para servir, os vinhos em garrafa magnum são perfeitos para a ocasião. Equivalente a duas garrafas de 750ml, as garrafas magnuns ficam super charmosas na mesa e valorizam o serviço do vinho. Escolha uma destas opções e surpreenda seus convidados!

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  • Chandon Reserve Brut magnum, Brasil (Vino Mundi, R$ 119,00): A espuma abundante e persistente e o perlage de borbulhas finas, ativas e numerosas, caracterizam esse clássico blend das uvas Chardonnay, Pinot Noir e Riesling Itálico. Aromas agradáveis de maçã verde, cítricos e frutas secas, tem acidez equilibrada e ótimo frescor. Opção curinga de espumante nacional.

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  • Il Vino dei Poeti Prosecco Treviso DOC Brut Magnum, Itália (Imp. Grand Cru, R$ 114,40): Espumante italiano elaborado com a aromática Glera, antiga Prosecco, tem paladar fresco, delicado e bem equilibrado. Este vinho faz parte da seleção de vinhos Bottega “Vino dei poeti”, literalmente “vinho dos poetas”. Ganhou este nome por causa de um festival anual de poetas realizado nas colinas onde nascem essas uvas deste Prosecco. Evoca a alegria com que poetas, artistas e homens de cultura brinde à vida.

 

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  • Amalaya Malbec Magnum, Argentina (Imp. Decanter, R$ 110,30): Delicioso Malbec argentino, tem aromas quentes e maduros de ameixa e cereja, com intensa nota floral de violeta. Exuberante e envolvente, de prazer imediato e intenso.

 

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  • Cisplatino 2009 magnum, Uruguai (Mistral, R$ 90,58):  Elaborado com Tannat e um pouco de Merlot, que amacia a firme estrutura tânica da Tannat. A fruta está muito presente, sendo um vinho potente na boca e com amplos aromas. Um verdadeiro achado, fica ainda melhor acompanhando carnes assadas e massas com molhos mais gordurosos

 

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  • Cambas Rouge magnum, Grécia (Imp. Vinci, R$ 93,21): Este saboroso tinto grego é elaborado com a emblemática casta Agiorgitiko. Vinho gastronômico, combina um toque aveludado no paladar, notas de frutas maduras e de canela. Uma ótima escolha para descobrir os tintos da Grécia.

 

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  •  Montepulciano d’Abruzzo DOC 2010 magnum, Itália (Via Vini, R$ 75,00): Elaborado pela Vini Farnese com a uva Montepulciano, tem corpo médio, com taninos redondos e macios. Apresenta um ótimo equilíbrio e final persistente. Acompanha bem uma enorme variedade de pratos em uma mesa farta e descontraída.

 

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  • Principato Cabernet/Merlot Delle Venezie magnum, Itália (Imp. Vinci, R$ 87,23): Este saboroso corte italiano de Cabernet Sauvignon e Merlot da região do Alto Adige é macio e gastronômico. A garrafa Magnum é o sufiente para toda a família e também uma ótima opção de presente.

 

Bruschettas + vinho

A parceria bruschetta e vinho é certeza de sucesso! Este típico antepasto italiano feito com pão levemente tostado, azeite, alho e cobertura variada é versátil e perfeito para receber os amigos. Encontrei novamente no site vamos receber três receitas de bruschettas deliciosas: de tomate com manjericão, de shitake com queijo brie e de abobrinha com queijo de cabra e mel. Aproveite para preparar estas receitas super fáceis no final de semana, harmonizadas com uma das sugestões indicadas por aqui! 😉

Bruschetta de Tomate com manjericão

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Modo de Preparo (1 tomate para cada fatia de pão):

1. Corte o pão italiano em fatias. Mais ou menos na grossura de um dedo.

2. Corte os tomates em 4 partes.

3. Com o dedo, retire a semente.

4. Corte os tomates em cubos.

5. Pique os tomates

6. Em uma panela, aqueça o azeite levemente. Refogue o alho e depois os tomates, por aproximadamente 2 minutos. Não pode deixar o tomate virar molho. Esse passo evita que o tomate caia do pão no momento de servir.

7. Coloque um pouco de azeite no pão.

8. Adicione o tomate, o manjericão e um pouco de sal. Leve ao forno pré-aquecido a 10 minutos a 180 graus e deixe por 5 minutos (tempo do pão dourar).

 

Bruschetta de Shitake com Queijo Brie

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 Modo de Preparo (a quantidade sugerida serve 4 pessoas): 

1. Corte o pão italiano em fatias. Mais ou menos na grossura de um dedo.

2. Retire o talo do Shitake.

3. Em uma frigideira, aqueça levemente o azeite.

4. Adicione o Shitake e doure-o dos dois lados.

5. Coloque um pouco de azeite no pão.

6. Adicione o shitake e, depois, o queijo brie. Leve ao forno pré-aquecido a 10 minutos a 180 graus e deixe por 5 minutos (tempo de derreter o queijo e o pão dourar).

 

Bruschetta de Abobrinha com queijo de cabra

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Modo de Preparo  (a quantidade sugerida serve 4 pessoas): : 

1. Corte o pão italiano em fatias. Mais ou menos na grossura de um dedo.

2. Corte a abobrinha em fatias.

3. Em uma frigideira, aqueça levemente o azeite.

4. Adicione a abobrinha e doure-a dos dois lados.

5. Coloque um pouco de azeite no pão.

6. Adicione a abobrinha.

7. Amasse levemente o queijo de cabra e coloque-o no pão.

8. Adicione o mel. Leve ao forno pré-aquecido a 10 minutos a 180 graus e deixe por 5 minutos (tempo de derreter o queijo e o pão dourar).

 

Gostou? Escolha então um destes vinhos fáceis para acompanhar:

  • MontadoMontado Branco, Portugal (Sup. Extra, R$ 30,35): Elaborado pelo produtor José Maria da Fonseca com as curiosas uvas Alva, Tamarez, Rabo de ovelha na região do Alentejo, é bem leve e com boa acidez, um coringa para acompanhar comidinhas variadas.

 

  • De Martino ChardonnayDe Martino Chardonnay Estate Reserva (Imp. Decanter, R$ 45,10): Para os apreciadores de Chardonnay, este da De Martino é bem equilibrado, com aromas agradáveis de maçã e leve toque amanteigado. Ideal com aperitivos a base de queijos.

 

  • Las Moras Shiraz RoséLas Moras Shiraz Rosé (Imp. Decanter, R$ 33,10): Rosé elaborado na argentina com a uva Shiraz, tem aromas delicados de morangos frescos, floral e de especiarias. De bom corpo, vibrante e equilibrado. Sempre uma boa opção para abrir em dias mais quentes e com aperitivos leves.

 

  • Santa CristinaSanta Cristina Toscana IGT, Itália (Sup. Extra, R$ 48,20): Tinto elaborado na Toscana com 60% Sangiovese e 40% entre Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah, passa por um breve amadurecimento em barricas de carvalho para conferir um pouco mais de estrutura. Um dos italianos mais vendidos por aqui.

 

  • Arrogant FrogArrogant Frog Tutti Frutti Rouge, França (Imp. Decanter, R$ 51,90): Tinto francês de grande aceitação no mercado brasileiro, vai na contramão do que se imagina de vinho francês: fácil, frutado e acessível, é elaborado com as uvas Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Grenache, Merlot, Mourvèdre e Syrah. Ufa! A miscelânea funciona bem e também é sucesso para acompanhar finger foods.

 

 

 

 

 

Para não errar nos queijos e vinhos

cheesewine_01A relação entre queijos e vinhos é uma das mais saborosas na gastronomia e é por isso que combiná-los é sempre um momento especial. Os dois elementos variam de acordo com o terroir onde são produzidos, o que abre um universo de possibilidades de harmonizações. Mas por onde começar?

O primeiro passo é agrupar os queijos por afinidade de sabor, o que facilita bastante a escolha dos vinhos. Os queijos mais comuns são os tipos frescos (derivados do leite de cabra), os queijos de casca branca (como Brie e Camembert), os queijos duros (Parmesão e Grana Padano) e os deliciosos queijos azuis, de sabor acentuado (Gorgonzola e Roquefort).

Para facilitar, confira aqui três combinações saborosas de queijos e vinhos para escolher e preparar no próximo encontro entre amigos nestes dias frios de inverno:

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Queijos Frescos

Os queijos frescos se caracterizam pela suavidade e grande concentração de acidez. Neste grupo estão, por exemplo, os queijos de cabra, a ricota e o feta, queijos leves e ideais para acompanhar os frescos brancos feitos com a Sauvignon Blanc, como este interessante Sophenia 2 Torrontés/Sauvignon Blanc. Elaborado na Argentina pela Finca Sophenia, tem também a aromática uva Torrontés em sua composição. Fresco e equilibrado, fica perfeito com queijos leves em dias mais quentes:

  • Sophenia 2 Torrontes Sauvignon Blanc (Via Vini, R$ 50,00)

 

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Queijos Duros

Os queijos curados, típicos da gastronomia italiana, são companheiros inseparáveis das nossas deliciosas macarronadas de domingo. De maturação mais acentuada e textura granulada, como o Parmesão e o Grana Padano, ficam ainda melhores com tintos mais encorpados. O Vivi Primitivo é um tinto italiano de médio corpo, com aromas e sabores frutados e breve passagem por barricas, o que confere um certo toque tostado ao vinho.

 

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Queijos Azuis

De produção mais elaborada, os queijos azuis têm textura úmida, um leve sabor amargo e alto teor de sal – características que podem conflitar com os taninos dos tintos. A clássica parceria com queijos azuis, entre eles o Roquefort e o Gorgonzola, é contrapor o salgado com vinhos doces, como os de colheita tardia. O delicioso Tabalí Late Harvest 2011 (375ml) tem agradáveis aromas de mel e frutas brancas maduras e sua doçura intensa faz o contraste ideal de sabores.

  • Tabalí Late Harvest Muscat 2011 (375ml) (World Wine, R$ 35,00)