Dicas para o pai (e para o filho também!)

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photo credit: Milton Worldley

O dia dos pais está chegando, já escolheu o que comprar para o seu? Uma garrafa de vinho é sempre uma ótima pedida, agrada desde os mais exigentes até aqueles que escolhem a bebida somente em ocasiões especiais (como esta!).

E entre tantas opções, de tantas origens e estilos diferentes, como escolher aquela que vai acertar em cheio o gosto dele? Pensando nisto, fugi um pouco das opções mais tradicionais e pincelei acessórios versáteis e vinhos com apelo mais divertido, mas não menos interessantes.

Agora basta escolher com carinho, escrever um belo cartão, e pronto! Tenho certeza que vai adorar o presente!

 

  • Caderno notas de vinho (imaginarium, R$ 14,90): Presente legal para iniciantes e iniciados. As páginas são feitas especialmente para você anotar o nome do vinho, o ano da safra, o tipo de uva, produtor, preço, país/região, entre outras informações relevantes para consultas futuras. Com este caderno de vinho, toda garrafa vazia vai entrar para a história!

 

images.livrariasaraiva.com.br

  • Atlas Mundial do Vinho – 7ª Ed. 2014 (Saraiva, de R$99,90 por R$ 69,30): Super oportunidade de presentear com um belo livro a um peço especial. Publicado pela primeira vez em 1971, O “Atlas Mundial do Vinho” se tornou um livro de referência por apresentar um panorama completo sobre os territórios de cultivo, características das uvas e métodos de produção da bebida ao redor do mundo. O livro chega à sua 7ª edição com novos mapas exclusivos e textos inéditos, obra dos mestres Hugh Johnson e Jancis Robinson, que mais uma vez uniram forças para criar um livro completo, que nenhum apreciador de vinho pode deixar de ter!
  • vinho_portugues_bigode_1Vinho Bigode (Empório Viseu, R$ 32,90): Para o bigodão que você respeita, um tinto português bom, barato e fácil de agradar. Feito pela DFJ vinhos, é elaborado com as uvas típicas de lá, como Tinta Roriz, Alicante Bouschet, Castelão e Touriga Nacional. Boa fruta tanto nos aromas quanto no paladar, tem taninos macios e boa acidez, ideal para petiscos em família.

 

Quer investir um pouco mais?01_Macho Man Monastrell

  • Macho Man Monastrell (Mundo Vino Brasil, R$ 139,00) – Tinto espanhol feito com a uva Monastrell, em Jumilla, em uma proposta super irreverente. No nariz é fresco, com destaque para frutas vermelhas  e notas tostadas. Na boca tem certa estrutura, mas com taninos macios e final redondo. Boa persistência no paladar.

 

 

Tintos para aquecer o final de semana

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Vinho é bom em qualquer ocasião e vai tão bem tanto à beira da piscina quanto em frente à lareira. Mas o fato é que determinados vinhos ficam melhores quando cai a temperatura, enquanto outros parecem feitos sob medida para os dias quentes.

Não é preciso se limitar aos tintos: é possível encontrar brancos, rosés, fortificados – e até espumantes – que combinam com o clima frio. Porém é preciso buscar elementos em comum: geralmente são opções mais encorpadas, alcoólicas, aromáticas e complexas.

Por outro lado, nosso paladar parece ficar mais voraz, ávido por alimentos mais calóricos, que ajudem nosso corpo a manter a temperatura, como cozidos, assados e molhos encorpados. Sopas cremosas, risotos, massas gratinadas, fondues, queijos e embutidos… Os pratos de inverno parecem feitos para acompanhar uma garrafa de vinho!

Pensando em todas estas delícias típicas da estação, e levando em consideração que os tintos são os vinhos mais procurados nesta temporada, selecionei opções deliciosas para acertar em cheio as harmonizações nestes dias de clima frio. Além destas opções, uma boa dica é procurar tintos feitos de Cabernet Sauvignon, Shiraz da Austrália,  Garnacha da Espanha, a Malbec na Argentina e a Tannat do Brasil e do Uruguai. Eles costumam ser encorpados e robustos. Confira a seleção a seguir:

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  • Cono Sur Bicicleta Carménère (Chile, Ville Du Vin) – R$ 55,00 – Elaborado pela excelente Cono Sur, destaca-se pelos aroma de frutas vermelhas e notas herbáceas, típicas da uva Carménère. Amadurece 9 meses em barricas de carvalho, o que confere mais corpo e estrutura. Vai bem com cozidos e guisados de carne.

 

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  • Aves Del Sur Cabernet Sauvignon Reserva (Chile, Pão de Açúcar) – R$ 39,90 – A interessante linha Aves del Sur é feita pela Carta Vieja, no Chile, e distribuída com exclusividade pelo Pão de Açúcar. Um belo achado de supermercado, com destaque para o Cabernet Sauvignon, com aromas de fruta vermelha madura e notas de café e chocolate. Uma boa pedida para os pratos mais intensos de inverno.

 

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  • Callia Alta Shiraz Bonarda (Argentina, Baccos´s) – R$ 57,60 – Feito com 70% Shiraz e 30% Bonarda, este tinto está sempre na lista dos bons e baratos do mercado. No nariz, tem aromas intensos de frutas vermelhas maduras, especiarias e toques defumados. Combina bem com carnes grelhadas, massas e queijos de pasta mole

 

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  • Clos de Torribas Crianza (Espanha, Pão de Açúcar) – R$ 44,90 – Mais um achado das grandes redes, este corte de Tempranillo e Cabernet Sauvignon tem acidez na medida, taninos suaves e bom final de boca. Fica perfeito com tábua de queijos e embutidos.

 

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  • Aurora Tannat Reserva (Brasil, Pão de Açúcar) – R$ 40,25 – A Tannat é uma uva bastante tânica e rende vinhos bem estruturados. Típica do Uruguai, ela também se destaca por aqui, e este exemplar é uma boa opção para conhecer esta famosa uva. Amadurece 10 meses em barrica de carvalho, o que confere taninos mais macios ao vinho. Os aromas remetem à frutas negras maduras, especiarias e grãos de café tostados. Acompanha bem costelas bovinas e queijos maturados.

Vinho do dia| Amalia Garnacha

A Espanha está surpreendendo no que se refere a vinhos de bom custo-benefício, principalmente os elaborados nas regiões menos conhecidas, e que não são poucas já que as referências ainda são Ribeira del Duero e Rioja. Este aqui é uma grata surpresa de Zaragoza, ao norte do país. Feito com a uva Garnacha, típica desta região, destaca-se pelo equilíbrio e pela maciez no paladar, que abre o apetite e pede sempre o próximo gole.

Vinho de coloração intensa, tem aromas de frutas vermelhas maduras, amora, violeta e ligeiro balsâmico. Médio de corpo, fresco, taninos macios, um tinto de fácil apreciação, de valor excepcional. Fica ainda melhor com rosbife, steak tartare e pratos mais informais do dia-a-dia, como antepastos variados, bruschettas, pizzas e massas ao sugo. Perfeito para receber os amigos.

Vinho do dia | PradoRey Verdejo Sauvignon Blanc

O Real Sitio de Ventosilla pertenceu à família real espanhola por muitos anos, quando acolhia os reis ibéricos para a caça ou simples repouso. Com 3.000 hectares totais e 520 de vinhedos na mais nobre região vinícola do país, a Ribera del Duero, dá vida aos soberbos vinhos PradoRey.

As características climáticas continentais da área, aliadas aos pobres solos calcários, conferem às uvas um incrível equilíbrio de fruta-frescor-tanicidade e uma concentração de sabores fabulosa. A vinícola realmente se empenha em entregar vinhos surpreendentes e característicos, em todas as faixas de preço.

Exemplo disso é o Pradorey Verdejo-Sauvignon Blanc da linha de entrada, a Classic. Elaborado na região de Rueda com 50% Verdejo e 50% Sauvignon Blanc, tem coloração dourada delicada e cristalina. No nariz destaca-se pelos aromas de fruta cítrica e tropical, anis e ervas frescas. No paladar é equilibrado, com a acidez a trazer graça e agradável persistência. Perfeito para aperitivar com mariscos, arroz com polvo, tapas diversas e peixes brancos assados com ervas. Uma delícia!

Vinho do dia | Legado Muñoz Garnacha

Difícil não se surpreender com este tinto espanhol. Degustei este vinho sem saber o seu preço e foi uma surpresa daquelas descobrir o seu valor, muito inferior ao que ele entrega na taça. Aliás, a Espanha é atualmente um dos melhores destinos de quem busca vinhos de bom custo benefício, para o dia-a-dia, sem compromisso.

Este produtor maneja atualmente 380 hectares na denominación de origen La Mancha, um planalto entre as províncias de Toledo, Albacete, Ciudad Real e Cuenca, região produtora considerada a mais extensa da Espanha (e do mundo!). Muñoz é a grande descoberta da região, e a sua linha Artero, a marca de vinho espanhol de maior sucesso no Brasil.

Elaborado com 100% de Garnacha, estagia por 3 meses em barricas novas de carvalho americano. No nariz tem aromas agradáveis de frutas negras, como groselhas confitadas, além de toques de baunilha, coco tostado e especiarias. Ampla expressão em boca, taninos polidos e equilibrado frescor. Acompanha bem carne de porco assada e grelhada; Presunto cru ibérico. Delícia!

 

Vinho do dia | Marqués de Aldaz Blanco

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  • Marqués de Aldaz Blanco, Espanha (Imp. Vinci, R$ 37,04)

Vinho elaborado com 85% de Viura, 10% Chardonnay e 5% Moscatel pela respeitada bodega Vega Del Castillo que mostra porque a região de Navarra, vizinha de Rioja, é famosa por originar algumas das maiores pechinchas da Espanha. Vinho branco moderno, elaborado em um estilo limpo e fresco, com delicados aromas de flores e frutas. Um vinho de impressionante relação qualidade/preço, é uma ótima escolha como aperitivo ou mesmo para acompanhar peixes mais leves.

Para entender os vinhos pontuados

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Há quem diga que o melhor vinho é aquele que a gente gosta e, sejamos sinceros, desfrutar da bebida de Baco envolve muito mais elementos do que aqueles percebidos no balanço de pouco mais de 100 ml de líquido na taça. Um bom prato e companhia agradável fazem toda a diferença, tornam a experiência muito mais prazerosa e certamente contribuem para uma ótima lembrança daquele momento específico.

A despeito de todos os esforços aplicados em fazer da degustação um momento mágico, contar com uma boa indicação nunca é demais. Foi partindo desse princípio que, em 1959 surgiu a Wine Spectator, a maior e mais importante publicação de vinhos do mundo. Ao logo de quase 40 anos de história a revista acumula mais de 500 edições dedicadas em avaliar vinhos de diferentes regiões do planeta. Algo em torno de 300 mil rótulos!

No mesmo sentido surgiu a “The Wine Advocate”, periódico americano que leva a assinatura de Robert Parker, ex-advogado que há mais de 30 anos faz da análise de vinhos o seu meio de sustento. Valendo-se de dois dígitos “Mister RP” é capaz desde alavancar vendas de determinado rótulo até influenciar em preços de vinhos antes mesmo de saírem da vinícola. Atualmente a escala de 100 pontos desenvolvida por Parker é amplamente utilizada e até hoje serve como referência para a avaliação de vinhos pelo mundo.

Por aqui temos como principal representante o Guia Descorchados. Patricio Tapia é o jornalista chileno que está à frente da publicação, hoje considerada a mais respeitada da América Latina, e avalia vinhos do Chile, Argentina, Uruguai e Brasil.

É importante dizer que o método de avaliação por pontuação não indica quão delicioso é um vinho, já que esta análise é subjetiva e depende de gosto e preferência pessoal. Em vez disso, os vinhos são pontuados com base na qualidade de produção e tipicidade, ou seja, se atende as expectativas esperadas de determinada uva ou região.

Em geral a escala de pontuação tem os seguintes critérios:

  • 50-59: vinhos falhos, quase intragáveis (geralmente não entram na lista)
  • 60-69: vinhos falhos, não recomendáveis porém bebíveis (geralmente não entram na lista)
  • 70-79 vinhos falhos mas aceitáveis
  • 80-84 vinhos considerados “acima da média” a bons
  • 85-90 vinhos considerados “bons” a “muito bons”
  • 90-94 vinhos considerados “superiores” a “excepcionais”
  • 95-100 vinhos “referência” ou “clássicos”

Mas e o gosto dele, combina com o meu? 

Os sistemas de pontuação ainda são confiáveis e servem como referência sim, apenas cuidado para não virar refém de vinhos acima de 90 pontos. A discussão sobre vinho e gastronomia está bem democrática e muitas vezes a opinião sobre o seu grupo de amigos e pessoas próximas tem mais valor do que a avaliação de um crítico que está a milhas de distância, avaliando vinhos que muitas vezes nem estão disponíveis em nosso mercado.Isto explica o sucesso dos blogs de gastronomia, já que aquilo que os especialistas buscam no vinho não é necessariamente o que o consumidor procura. Muitas vezes o que se quer é apenas a indicação de um vinho bom e barato para comer com a pizza, disponível no supermercado mais próximo. E só.

Para começar a se familiarizar com estas – ainda confiáveis – siglas selecionei vinhos bem agradáveis para você se divertir sendo o avaliador:

Flor Denglora

  • Flor D’Englora Rouge 2009 | ∗ 90 pontos Robert Parker (Imp. Grand Cru, R$ 51,75): Vinho tinto espanhol feito com 60% Garnacha, 35% Cariñena 2% Syrah e 1% Tempranillo, tem aromas de frutas negras e toque tostado proporcionado pelo estágio em barricas de carvalho. Médio corpo, tem final de boca longo e persistente (Robert Parker – 90 pontos)

Tarima

  • Tarima Orgânico 2012 | ∗ 90 pontos Robert Parker  (Imp. Grand Cru, R$ 49,00): Também Espanhol, este tinto é feito com a uva Monastrell na região de Alicante, ainda pouco conhecida por aqui. Aromas intensos e agradáveis de morango e framboesa, tem corpo médio para encorpado e um final de boca persistente, ideal para acompanhar pratos mais intensos e saborosos. As uvas utilizadas na produção são de cultivo orgânico, ou seja, sem o uso de agrotóxicos e fertilizantes químicos.

Zorzal

  • Zorzal Terroir Único Malbec 2013  | ∗ 92 pontos Robert Parker (Imp. Grand Cru, R$ 55,00): Tinto elaborado com a uva Malbec pela Zorzal, vinícola em ascensão na Argentina. Aroma de frutas vermelhas com notas florais, tem excelente frescor e final de boca com agradável persistência. Ideal para acompanhar carne vermelha ao ponto, massas leves com carne e molho vermelho fresco, temperado com ervas finas.

Urban Uco

  • Urban Cabernet Sauvignon 2010 | ∗ 90 pontos Robert Parker (Imp. Vinci, R$ 52,44): Vinho chileno elaborados no Chile pelo grande O Fournier. Produzido no ótimo Vale de Maule, é um vinho de excepcional relação qualidade/preço. Segundo a crítica de vinhos Jancis Robinson, ele é “muito muito muito mais complexo e sutil do que a maioria dos vinhos [chilenos]. Este 100% Cabernet Sauvignon Permanece 03 meses em barricas de carvalho francês.Excelente achado.

La Joya

  • La Joya Gran Reserva Syrah 2012 | 90 pontos Wine Spectator: (Imp. World Wine, R$ 54,00): Os vinhos da chilena Bisquertt são muito premiados e este Syrah destaca-se pelo perfeito equilíbrio no paladar. Aromas de frutas negras maduras, especiarias e notas de café, é macio na boca e acompanha bem carnes vermelhas defumadas e cortes de cordeiro, como costeletas, carré e paleta.

 

 

Sangrias refrescantes para a primavera

A famosa sangria, tão tradicional na Espanha, é a bebida ideal para acompanhar tardes agradáveis entre amigos. Feita geralmente com vinho tinto leve e fresco, frutas da época e um pouco de água com gás ou espumante, é fácil de fazer, fácil de beber e é perfeita para receber a estação mais colorida do ano. Além disso, para muitos consumidores serve como porta de entrada para o mundo do vinho, já que são atraídos pelos sabores frutados desta tradicional e deliciosa bebida. Selecionei aqui algumas receitas bem legais entre modernas e clássicas encontradas no site Wine Folly, sempre tão citado por aqui e que merece uma visita! 😉

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Sangria com pêssegos e cava

  • 750 ml de Cava ou Prosecco (de preferência vinho com boa acidez ou aromático, como Torrontés, Chenin Blanc, Riesling ou Pinot Grigio)
  • ¼ xícara de Brandy ou Triple Sec
  • 2 a 3 colheres de sopa de açúcar
  • 3 a 4 pêssegos
  • Suco de 1 limão
  • Gelo a gosto

Observação: Esta receita é super simples e DELICIOSA! Adicione o brandy e o suco de limão no fundo do jarro. Corte os pêssegos em cubos e adicione gelo. Cubra com Cava ou Prosecco e sirva imediatamente. Conforme descansa, o pêssego vai macerando na jarra e incorporando na bebida.

Sangria com vinho tinto e Grapefruit

  • 750 ml de vinho tinto (vinho frutado de médio corpo como Garnacha, Merlot ou Tempranillo)
  • 1 xícara de suco de grapefruit (toranja)
  • Suco de 2 limões
  • ¼ xícara de açúcar

Sangria com vinho branco

  • 750 ml de vinho branco (de preferência vinho com boa acidez ou aromático, como Torrontés, Chenin Blanc, Riesling ou Pinot Grigio)
  • 1/4 ou 1/2 xícara de açúcar
  • Suco de 1 limão
  • Frutas diversas para decoração (pêssegos, maçãs, cerejas, morangos ou frutas cítricas)

Observação: Você pode utilizar quase todo tipo de fruta para decorar uma sangria de vinho branco. Enquanto algumas receitas sugerem a adição de rum, brandy, vodka ou limoncello, eles optaram por adicionar cava, o que agrega mais acidez e frescor. Use apenas 1/4 de xúcara de açúcar caso prefira bebidas menos doces.

Sangria clássica

  • 750 ml de vinho tinto (vinho frutado de médio corpo como Garnacha, Merlot ou Tempranillo)
  • 1 xícara de soda, água com gás ou espumante para finalizar
  • ¼ a ½ xícara de açúcar
  • Suco de 1 laranja ou 1 limão ou 2 limas
  • Rodelas de limão para decorar

Observação: Na preaça central de Haro, na Espanha (Rioja), você pode encontrar Sangria feita de com um vinho tinto local simples (um blend de Tempranillo e Garnacha), açúcar granulado, água com gás e algumas fatias de frutas cítricas (laranjas, limões ou limas). As sangrias são feitas na hora e servidas em jarros com gelo e uma colher para mexer o líquido e as frutas. Este estilo é bem cítrico e refrescante, e o sabor do vinho fica em evidência. Use apenas 1/4 de xícara de açúcar caso prefira bebidas menos doces.

 

Rosés cheios de charme

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…Traz à memória os perfumes de flores, em especial, a rosa. É delicado, com toques suaves e sedutores. Companhia perfeita para as tardes de verão… Tais palavras, que parecem um poema, descrevem perfeitamente o vinho rosé. Jovem, leve, fresco, alegre e descomplicado, ele vem reconquistando a fama que já teve no passado.

Os rosés encontram seu auge na Europa, principalmente na região do Mediterrâneo, mas ainda são pouco consumidos no Brasil. Puro preconceito. A bebida já conquistou espaço na mesa dos pareciadores de vinho, e casa perfeitamente com nosso clima e estilo descomplicado de levar a vida.

Elaborado principalmente por meio da maceração de uvas tintas que permanecem menos tempo em contato com as cascas, tem como berço de produção a região da Provence, na França, que encanta o mundo com seus coloridos campos de lavanda. Mas não é só na Provence que esses vinhos têm espaço; países como Itália, Portugal e Espanha tem surpreendentes rosés, que casam perfeitamente com a gastronomia local, como o bouillabaisse e a paella valenciana.

Para quem prefere um vinho com mais concentração de cor e sabor, vai encontrar nos vinhos elaborados no Chile e Argentina ótimos exemplares feitos a base de Cabernet Sauvignon e Malbec. Normalmente, esses vinhos são de cor e corpo mais intensos se compararmos aos delicados vinhos da França.

O importante é ter consciencia de que o rosé pode ser sim uma boa alternativa para brancos e tintos. Fácil de gostar, é descomplicado até no preço e devem ser tomados bem jovens, em safras recentes. Ficou com vontade de experimentar? Conheça boas opções disponíveis no mercado:

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  • Altosur Malbec Rosé (Via Vini, R$ 42,00): Elaborado pela argentina Finca Sophenia com a uva Malbec, tem aromas intensos, com destaque cereja e amora, e agradáveis notas cítricas. Leve e redondo, confirma as sensações olfativas de frutas com final de boca bastante fresco.

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  • Borsao Selección Rosé (World Wine, R$ 52,80): Rosé feito pela Borsao, vinícola queridinha da mídia especializada por conseguir elaborar vinhos de ótimo custo-benefício. Fresco, destaca-se pelos aromas de groselha e notas florais.

Gran Feudo

  • Gran Feudo Rosado ( Vino Mundi, R$ 55,37):  Um dos mais famosos rosés da Espanha, é  elaborado por Julián Chivite em Navarra. Fresco com a uva Garnacha, consegue ser delicado, com aromas bem agradáveis e boa presençano paladar. Boa pedida para acompanhar aperitivos ou paella.

    Poggiotondo

  •  Poggiotondo Rosato: (Vinno, R$ 56,00): Elaborado pela vinícola Poggiotondo, propriedade familiar de Alberto Antonini, um dos enólogos mais respeitados da Itália. Feito com as uvas Sangiovese, Merlot e Shiraz, tem aromas bem agradáveis de cereja e boa estrutura no paladar. Vai bem com saladas e massas com molhos leves.

 

 

Vinhos que cabem no bolso

menu_178_outubro-235x300Boas matérias merecem ser compartilhadas, principalmente quando o tema refere-se a dicas de boas compras. Melhor ainda se estes achados forem vinhos até R$ 60,00, indicados por quem entende do assunto.  Folheando a revista Menu de Outubro li, reli e concordei com as observações da matéria “Vinhos que cabem no bolso”, escrito pela Suzana Barelli e Manuel Luz.

Como o artigo tem tudo a ver com o tema deste blog, recomendo sem medo a leitura. Destaco aqui alguns trechos e 5 rótulos (de uma seleção de 19) com preço máximo de R$ 65, todos provados às cegas pela equipe de sommeliers convidados da revista:

“A valorização do dólar frente ao real e o reajuste da ST, imposto que muda a incidência do ICMS no vinho, caíram como uma bomba em nosso mercado em setembro. O reajuste médio de 10% só não foi maior porque as vendas não andam nada boas.

Para responder a esta indagação, a Menu colocou um teto de R$ 65 e foi atrás de rótulos que, teoricamente, têm qualidade nessa faixa de preço. Vasculhamos nossos cadernos de degustação e perguntamos para as importadoras quais tintos, em seu portfólio, poderiam ser considerados bons custos-benefícios dentro desse valor estabelecido. A maioria das respostas indicava vinhos chilenos, argentinos ou portugueses, não por acaso os mais procurados pelos consumidores quando o assunto é preço, mas também uma bebida bem-feita, com qualidade”:

 

De Martino

Syrah Reserva 347 Vineyards 2011 – Maipo, Chile (Decanter, R$ 55,60): Uvas da região do Maipo dão origem a este tinto de cor rubi violácea da De Martino. No nariz, aromas de frutas vermelhas maduras na medida certa, um toque de goiaba, que revela sua origem, e especiarias. De corpo leve para mediano, tem taninos redondos, bem moldados, com leve toque de álcool a mais. Tem 13,5% de álcool.

 

Ilógico

Ilógico 2009 – Alentejo, Portugal (Viníssimo, R$ 40,37): O enólogo Antônio Saramago elabora este tinto com aragonês e syrah, com rápida passagem em barricas de carvalho (três meses). Tem cor rubi clara, de boa transparência. Seus aromas, mais maduros, trazem notas de envelhecimento, com pouca fruta, e chocolate amargo. Agradável no paladar, com taninos bem mesclados com seu corpo de média intensidade, e um toque mineral. Tem 13,5% de álcool.

 

gsm

GSM J.V.Fleury 2011 – Rhône, França (Ravin, R$ 65,00): Tinto da Vidal Fleury, considerada a vinícola mais antiga em atividade em Côte-Rôtie, desde 1781, é elaborado com 50% de garnacha, 30% de syrah e 20% de mourvèdre. Tem cor rubi de média intensidade, com aromas de frutas vermelhas, baunilha e algo herbáceo. No paladar, é marcado por seus taninos intensos, que encobrem sua acidez. Tem 13,5% de álcool.

 

Borsao

Borsao Selección 2012 – Campo de Borja, Espanha (World Wine, R$ 52,90): Antiga cooperativa transformada em vinícola em 2001, a Borsao elabora este tinto que já foi definido como bom exemplo de custo-benefício pelo crítico Robert Parker. Sua base é garnacha mesclada com tempranillo e cabernet sauvignon. Tem cor rubi violácea, com aromas de frutas escuras, como ameixas e amoras, e algo herbáceo. Tem corpo médio para encorpado, com taninos marcados e baixa acidez. Tem 14,5% de álcool.

 

haras

Haras de Pirque Carmenére Reserva 2011 – Maipo, Chile (Winebrands, R$ 51,00): De cor rubi violácea, tem um improvável aroma de vinho branco, com notas de goiaba branca, erva doce e especiarias. No paladar, corpo de média intensidade, com tanino secante, boa persistência e leve amargor final. Tem 14% de álcool.

 

Balance

Balance Pinotage Winemakers Selection 2011 – Western Cape, África do Sul (Qual Vinho, R$ 55,00): De cor rubi de média intensidade, o representante da África do Sul é elaborado apenas com a pinotage. Tem aromas frutados, com notas de cereja, e algo de ervas de provence. Leve e redondo no paladar, com taninos macios, baixa acidez e uma sensação de demi-sec na boca. Tem 14% de álcool.