Vinho do dia: Bossa Bellini

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Bossa Bellini (Imp. Decanter, R$ 45,80)

Bebida emblemática dos verões italianos ganha uma versão deliciosa feita no Brasil pela vinícola Hermann. Produzido 100% com espumante da uva Chardonnay e pequena quantidade de suco de pêssego natural, é ideal para happy hour, como aperitivo antes das refeições, na praia ou à beira da piscina. Adorei a novidade e tenho sempre em casa para receber os amigos.

O Bossa Bellini destaca-se pelos agradáveis aromas florais e de pêssego, sem perder a mineralidade característica. Na boca é fresco e leve graças à perfeita proporção entre espumante e o suco natural adicionado em quantidades pequenas para manter toda vivacidade necessária a um espumante! Seco, equilibrado e persistente.

A origem do Bellini

O Bellini foi criado no épico bar italiano, pelo bartender e fundador Giuseppe Cipriani, que homenageou o famoso pintor renascentista Giovanni Bellini. Considerado um renovador do estilo veneziano, utilizava uma paleta de cores nos tons alaranjados, que serviu de inspiração para a criação do famoso coquetel.

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Bartender do Harry´s Bar preparando uma fileira de Bellinis

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Peça pela uva: Pinot Noir

Pinot Noir Wine bottle label hand lettering design on watercolorA delicada Pinot Noir

Entre as uvas tintas mais populares, a Cabernet Sauvignon é a mais conhecida quando pensamos em vinhos encorpados, ricos e estruturados. Em sentido oposto, a Pinot Noir é sempre lembrada pela delicadeza, frescor e sutileza de aromas e sabores. Nascida na Borgonha, França, região sublime para a uva e responsável por alguns dos vinhos mais caros e cobiçados do mundo, adaptou-se também em outros países e hoje destaca-se com maestria em diversas regiões pelo globo. Uva considerada “temperamental”, prefere climas mais frios para apresentar todo o seu potencial, por isso conseguiu bons resultados na Nova Zelândia, em regiões como Oregon, na Califórnia, e também nos vales chilenos de Casablanca e San Antonio, assim como nas zonas mais altas do Vale de Uco, em Mendoza.

Como ela é? Em geral, a Pinot dá origem a vinhos delicados, com raras exceções. Se você prefere vinhos mais adstringentes e robustos, aqui não vai encontrar. Em versões mais simples, a Pinot tem um corpo leve e aromas frescos de framboesa, cereja fresca, ou apresenta caráter floral, com paladar de boa acidez e textura aveludada. Em alguns casos, no Chile, a Pinot Noir oferece estrutura e corpo, mas esta não é a regra. Na Argentina, existem poucos grandes expoentes de estilo clássico, elegantes, complexos e de alto preço. Mas recentemente desembarcaram vários rótulos acessíveis que respeitam a cor pálida e a textura sedosa, típica da variedade.

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Fonte: Winefolly.com

Com o que harmonizo? Ideal para acompanhar peixes gordos como o atum, a garoupa e o salmão. Vai bem também com carnes brancas, como o peru ou frango, sobretudo refogados ou assados. Ainda combina perfeitamente com saladas que incluem carne ou com massas e vegetais.

E a taça? Existe uma ideal? Se você tem sérias intenções com a Pinot Noir, é possível que esteja interessado em comprar a taça “certa” para aproveitar ao máximo as características desta uva. Não há regras específicas sobre qual comprar, mas em geral as taças com bojo mais amplo ajudam a perceber os aromas mais delicados da Pinot Noir.00

Curiosidades:

  • Pinot Noir é a 10ª uva mais plantada no mundo.
  • Pinot Noir é uma das uvas mais antigas, com 1.000 anos a mais do que a Cabernet Sauvignon.
  • A Alemanha é o 3º maior produtor de Pinot Noir, atrás somente da França e dos Estados Unidos. Conhecida como Spätburgunder, são muito característicos e disputados por consumidores de todo o mundo.
  • Onde tem Pinot Noir, tem Chardonnay. Há estudos que indicam que a Chardonnay é um cruzamento de Pinot Noir e Gouais Blanc, e por esta razão a Chardonnay e a Pinot Noir são muitas vezes cultivadas no mesmo terroir. (Ex:. Oregon, Bourgogne e Chile).

Boas compras de Pinot Noir:

 

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  • Cono Sur Bicicleta Pinot Noir (Ville du Vin, R$58,00) – Destaca-se pelos aromas de frutas silvestres e cereja combinadas com algo de tostado. No paladar é redondo, com leve doçura, e taninos finos que lhe conferem uma rica estrutura. Equilibrado e com estilo próprio do Novo Mundo, é um vinho puro e simples, um Pinot Noir jovem e refrescante.

 

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  • Aurora Varietal (Pão de Açúcar, R$ 28,25) – Uma das opções mais acessíveis do mercado, destaca-se por ser elaborado pelo processo de maceração carbônica, mais sutil, e que confere aromas bastante frescos e frutados e um paladar delicado. Vinho bastante jovem e muito agradável. Como mencionado por críticos, a Pinot noir é uma uva difícil, classuda e sempre associada a grandes rótulos. Mas pode ser também uma bebida muito leve, fresca e descomplicada, como este exemplar nacional.

 

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  • Emiliana Adobe Pinot Noir (Vino Mundi, R$ 54,90) – Na minha opinião, uma das melhores opções de bom custo x benefício do mercado, nunca decepciona. Destaca-se pelos aromas de frutas vermelhas frescas, como amoras, notas florais e toques de especiarias, como canela. No paladar, o vinho é equilibrado, com taninos sutis e macios e boa acidez. Seu final de boca é longo e persistente.
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  • Root: 1 Pinot Noir (Wine.com, R$ 46,00) – Boa opção encontrada no site da wine.com, é fresco, com corpo entre leve e médio e taninos discretos. No nariz, tem aroma de morango, cereja, framboesa, notas de especiarias e baunilha. Elaborado pela moderna vinícola Ventisquero, esse rótulo, cujo nome faz referência à primeira raiz da videira, que posteriormente se transforma na raiz mãe, é indicado para os mais diversos momentos e harmonizações, devido ao seu estilo jovem e fácil de agradar. 25% do vinho amadurece por 10 meses em barricas de carvalho, o que confere estas notas mais adocicadas no nariz. Vai bem com iscas de filé acebolado, batata recheada com carne seca, arroz carreteiro, atum grelhado com purê de mandioquinha, espaguete à bolonhesa e queijos semiduros.
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  • Turning Leaf Pinot Noir (Wine.com, R$ 46,00) – Outro achado da wine.com, é uma boa opção para conhecer os Pinots simples da California. Destaca-se pelos aromas de frutas vermelhas e nuances de especiarias. É leve e macio em boca, com toque de doçura e agradável frescor. Breve estágio em barricas de carvalho francês e americano. Combina com atum grelhado com legumes salteados, mix de cogumelos na manteiga, quiche royale, ravióli de abóbora com carne seca, galeto assado, pizza marguerita.

 

Tintos para aquecer o final de semana

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Vinho é bom em qualquer ocasião e vai tão bem tanto à beira da piscina quanto em frente à lareira. Mas o fato é que determinados vinhos ficam melhores quando cai a temperatura, enquanto outros parecem feitos sob medida para os dias quentes.

Não é preciso se limitar aos tintos: é possível encontrar brancos, rosés, fortificados – e até espumantes – que combinam com o clima frio. Porém é preciso buscar elementos em comum: geralmente são opções mais encorpadas, alcoólicas, aromáticas e complexas.

Por outro lado, nosso paladar parece ficar mais voraz, ávido por alimentos mais calóricos, que ajudem nosso corpo a manter a temperatura, como cozidos, assados e molhos encorpados. Sopas cremosas, risotos, massas gratinadas, fondues, queijos e embutidos… Os pratos de inverno parecem feitos para acompanhar uma garrafa de vinho!

Pensando em todas estas delícias típicas da estação, e levando em consideração que os tintos são os vinhos mais procurados nesta temporada, selecionei opções deliciosas para acertar em cheio as harmonizações nestes dias de clima frio. Além destas opções, uma boa dica é procurar tintos feitos de Cabernet Sauvignon, Shiraz da Austrália,  Garnacha da Espanha, a Malbec na Argentina e a Tannat do Brasil e do Uruguai. Eles costumam ser encorpados e robustos. Confira a seleção a seguir:

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  • Cono Sur Bicicleta Carménère (Chile, Ville Du Vin) – R$ 55,00 – Elaborado pela excelente Cono Sur, destaca-se pelos aroma de frutas vermelhas e notas herbáceas, típicas da uva Carménère. Amadurece 9 meses em barricas de carvalho, o que confere mais corpo e estrutura. Vai bem com cozidos e guisados de carne.

 

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  • Aves Del Sur Cabernet Sauvignon Reserva (Chile, Pão de Açúcar) – R$ 39,90 – A interessante linha Aves del Sur é feita pela Carta Vieja, no Chile, e distribuída com exclusividade pelo Pão de Açúcar. Um belo achado de supermercado, com destaque para o Cabernet Sauvignon, com aromas de fruta vermelha madura e notas de café e chocolate. Uma boa pedida para os pratos mais intensos de inverno.

 

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  • Callia Alta Shiraz Bonarda (Argentina, Baccos´s) – R$ 57,60 – Feito com 70% Shiraz e 30% Bonarda, este tinto está sempre na lista dos bons e baratos do mercado. No nariz, tem aromas intensos de frutas vermelhas maduras, especiarias e toques defumados. Combina bem com carnes grelhadas, massas e queijos de pasta mole

 

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  • Clos de Torribas Crianza (Espanha, Pão de Açúcar) – R$ 44,90 – Mais um achado das grandes redes, este corte de Tempranillo e Cabernet Sauvignon tem acidez na medida, taninos suaves e bom final de boca. Fica perfeito com tábua de queijos e embutidos.

 

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  • Aurora Tannat Reserva (Brasil, Pão de Açúcar) – R$ 40,25 – A Tannat é uma uva bastante tânica e rende vinhos bem estruturados. Típica do Uruguai, ela também se destaca por aqui, e este exemplar é uma boa opção para conhecer esta famosa uva. Amadurece 10 meses em barrica de carvalho, o que confere taninos mais macios ao vinho. Os aromas remetem à frutas negras maduras, especiarias e grãos de café tostados. Acompanha bem costelas bovinas e queijos maturados.

Fausto, os vinhos descontraídos da Pizzato

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Tive a oportunidade de participar recentemente da 20ª edição da ExpoVinis Brasil, evento de grande relevância para o mercado de vinhos, e fiquei muito feliz em perceber o destaque de nossos vinhos brasileiros.

Um dos produtores que me chamaram atenção foi a Pizzato, particularmente os da linha Fausto, vinhos de entrada da vinícola. Com rótulos modernos e simplificados, bem condizente com os novos consumidores, apresentam vinhos frutados e fáceis de beber.

A vinícola fica localizada no Vale dos Vinhedos e dispõe de 42 hectares de vinhedos em Bento Gonçalves, e em Dr. Fausto de Castro, em dois Lajeados – o nome da linha refere-se ao local de origem de suas uvas. Confira os vinhos degustados e onde encontrar cada um deles:

 

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  • Fausto Pizzato Chardonnay (Costi Bebidas, R$ 42,60) – Elaborado com a uva Chardonnay das melhores parcelas do vinhedo Dr. Fausto, sem passagem por madeira. No nariz, destaca-se pelos aromas de maçãs verdes, abacaxi e algo floral, sem aquela baunilha enjoativa que os Chardonnays no novo mundo costumam apresentar. Na boca, é considerado médio corpo, bem fresco e equilibrado. Boa persistência no paladar. Vai bem com pratos leves a base de peixes e frutos do mar, não muito condimentados; pastas com molhos brancos e/ou leves; saladas frias, frutos do mar em geral e legumes.

 

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  • Fausto Pizzato Merlot (Imigrantes Bebidas, R$ 39,99) – A Merlot é a uva com a qual a Pizzato se projetou no mercado, desde o primeiro vinho elaborado pela vinícola. O Fausto Merlot combina toda a fruta típica da uva com ótima acidez, o que faz do vinho uma excelente opção para a gastronomia simples e diversificada do dia a dia. No nariz, destaca-se pelos aromas de ameixas e notas terrosas e de couro, provenientes da breve passagem por madeira. Paladar macio, com taninos na medida. Você também encontra a sua versão mini, em garrafinhas de 187ml.

 

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  • Fausto Pizzato Tannat (Cia do Whisky, R$ 43,80) – A vinícola foi pioneira no plantio de Tannat na Serra Gaucha e hoje é um dos destaques da Pizzato. No nariz, destaca-se pelos aromas de amoras e notas de couro e especiarias. A Tannat é uva uva bastante tânica, mas este apresenta taninos finos, sendo bem fresco e equilibrado no paladar. Combina com pratos mais estruturados, como feijoadas, cassoulet, carnes gordas e queijos fortes em geral.

 

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  • Fausto Pizzato Cabernet Sauvignon (Imigrantes Bebidas, R$ 39,99) – De acordo com o produtor, o vinhedo Dr. Fausto vem gerando, colheita a colheita, frutas melhores para a uva Cabernet Sauvignon, permitindo a elaboração de vinhos de corpo médio, bastante frutados e de ótima aceitação. No nariz, destaca-se pelos aromas de amoras, cerejas e ameixa preta, além de algo de baunilha e leve mentolado. Na boca, tem corpo médio para encorpado, frutado, de boa persistência, acidez agradável, com taninos leves e marcantes.Combina com carnes vermelhas, risotos, massas fortes e queijos maduros.Também disponível em garrafas de 375 ml e 187 ml.

Vinho do dia| Espumante Salton Evidence

As borbulhas anunciam a chegada de um ano novo, feliz 2015! Que o ano seja repleto de luz, amor, saúde, prosperidade e ainda mais vinhos para abrir e brindar com as pessoas queridas. Assim, sem grandes motivos. Todo dia é dia de celebrar e é isto o que eu desejo à você neste ano que se inicia!

E para provar que isto é possível, vou começar o ano tirando do papel uma ideia antiga: selecionar todo dia, até o final do ano, um vinho de bom custo benefício para você descobrir, degustar e conhecer. O vinho fácil, descomplicado, acessível e… diário!

#01 | Espumante Salton Evidence

Não me canso de repetir que o espumante nacional é uma das grandes descobertas deste vasto universo. Os produtores estão investindo cada vez mais neste segmento e os espumantes de entrada são fáceis de agradar, geralmente com bastante fruta no nariz e uma acidez que limpa e refresca o paladar. Este Salton Evidence é um corte de 70% Chardonnay e 30% Pinot Noir, teve parte de seu mosto fermentado e mantido com suas leveduras em barricas de carvalho francês por um período de 6 meses, o que agrega certa cremosidade na boca. Cor amarelo palha com reflexos dourados. No nariz, tem aromas de pão torrado, frutas cítricas, maçãs, notas florais e de baunilha. Tudo bem delicado. Paladar fresco, porém mais persistente do que muitas opções na mesma faixa de preço. Recomendo para abrir uma refeição ou bebericar a longos goles com os amigos.

Um brinde ao ano que se inicia! Cheers!

Novas cores de Chandon Colors Collection

Já estão no mercado as novas taças de Chandon Colors Collection, sempre um sucesso de vendas nesta época do ano.  O pack de Chandon Colors Collection Brut vem com duas novas combinações de cor: laranja com azul escuro e rosa com azul turquesa. Para quem prefere Chandon Rosé, o pack de Chandon Colors Collection Rosé vem com duas taças, uma lilás e outra rosa claro.

Os kits já estão disponíveis nas principais delicatessens, empórios e supermercados de todo o Brasil, como estes listados aqui:

 

Bossa de primavera

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O espumante brasileiro já é motivo de orgulho nacional e vem conquistando o paladar dos consumidores adeptos das borbulhas leves e refrescantes, sem grandes pretensões. Para quem ainda não descobriu as virtudes dos espumantes nacionais, pode provar sem medo, já que há muitas opções interessantes disponíveis no mercado. Um belo exemplo degustado recentemente e que surpreendeu pelo equilíbrio foram os espumantes da linha Bossa, da vinícola Hermann.

A família Hermann trouxe todo o seu know-how de profundos conhecedores de diversas regiões vinícolas do mundo para a esfera da produção de vinhos, apostando no potencial dos melhores terroirs da região sul do Brasil. Compraram em 2009 um vinhedo de grande vocação em Pinheiro Machado, na serra do Sudeste no Rio Grande do Sul, e desde então estão apostando em vinhos tintos e espumantes de excelente qualidade.

A linha Bossa é uma referência aos ritmos da Bossa Nova, que revelou a música brasileira para o mundo, com sua cadência ritmica tropical, sensual e única. No universo do vinho, a vocação de expressar a tipicidade e qualidade do terroir brasileiro. Além de frescos e equilibrados, a linha destaca-se também pelo conceito e pelo ótimo custo-benefício. Impossível não agradar naquele fim de tarde colorido, típico da primavera que se aproxima. Conheça as opções disponíveis no mercado:

  • Bossa nº 1Bossa Nº 1 Brut (Imp. Decanter, R$ 35,60): Elaborado com a uva Chardonnay pelo método Charmat, destaca-se pelos aromas de frutas cítricas, florais e leves notas de pão. Na boca é fresco, equilibrado e persistente. Perfeito com canapés diversos, sushis e sashimis, saladas com frutos do mar e aperitivos em geral.

 

  • Bossa nº 2Bossa N°2 Demi-Sec (Imp. Decanter, R$ 35,60): Também 100% Chardonnay, com aromas de frutas cítricas doces, aromas florais e um toque de mel. Na boca é fresco, levemente adocicado, de acidez equilibrada. Ideal para petiscos, canapés, torradas leves, podendo acompanhar frutas.

 

  • Bossa nº 3Bossa N°3 Brut Rosé (Imp. Decanter, R$ 35,60): Espumante rosé elaborado com as uvas Pinotage, Cabernet Franc e Merlot, tem aromas frutados de frutas frescas, como morango e cereja, notas de pão e flores. Paladar fresco, macio, de moderada persistência. Gostoso com antepastos, frios, sushis e sashimis de atum.

 

  • Bossa nº 4Bossa N°4 Moscatel (Imp. Decanter, R$ 35,60): Feito com as uvas Moscato Bianco, Moscato Giallo e Malvasia, tem aromas agradáveis de frutas tropicais como abacaxi, mel e flores brancas. Ótima acidez, frescor e equilíbrio. Ideal para acompanhar sobremesas à base de frutas, cheesecake com calda de frutas vermelhas. Perfeito com o panettone do final de ano ou no happy-hour.

 

 

Faces, o barato da Copa

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A Lídio Carraro, vinícola boutique do Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha, ficou à frente de fortes concorrentes na escolha da Fifa e ganhou o direito de colocar no rótulo a indicação de vinho oficial da Copa do Mundo, que levou em consideração a qualidade e o preço como fatores chaves para a escolha do produtor.

O vinho Faces Fifa World Cup 2014 , nas versões branco, rosé e tinto, foram criados pela talentosa enóloga Mônica Rosetti, que se inspirou no futebol e na diversidade de uvas disponíveis no Brasil para a elaboração dos vinhos e do conceito da marca. Tive a oportunidade de degustar os três rótulos na Expovinis e fiquei muito surpresa com a qualidade dos vinhos. Confira aqui o estilo de cada um e conheça na taça o resultado deste projeto:

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Faces Branco 2012: Elaborado com Chardonnay, Moscato e Riesling Itálico, um corte inspirado nas 3 uvas brancas mais representativas do Rio Grande do Sul, símbolo da vitivinicultura do país. Aromas bem agradáveis de frutas cítricas e tropicais, como melão e abacaxi e notas florais. Fresco e equilibrado no paladar, combina com saladas de atum, quiches de frango e queijos leves.

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Faces Rosé 2013: Inspirado na vitalidade e juventude dos brasileiros, este rosé é o resultado do corte de Pinot Noir, Merlot e Tempranillo. Destaque para os aromas de frutas frescas, como cerejas e framboesas. Leve, seco, com ótima acidez, que abrem o apetite e chamam um próximo gole.

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Faces Tinto 2012: No Faces tinto, a inspiração foi o futebol. A enóloga escalou 11 uvas, que evocam os jogadores que defendem o Brasil em campo e a diversidade nacional. Merlot, Cabernet Sauvignon, Tannat, Teroldego, Touriga Nacional, Nebbiolo, Alicante, Ancellota, Tempranillo, Malbec e Pinot Noir compõem o blend, e dá origem a um vinho leve, com taninos macios e ótimo frescor. Combina com pizza de calabresa, tábua de frios e queijos.

Onde encontrar: 

Tintos leves para dias quentes

Illustration: Jenny Bowman

Verdade seja dita: com este calorão, dificilmente a primeira opção de bebida que vêm à mente é vinho. A cerveja e a caipirinha são opções incontestáveis em dias quentes – mesmo com tantas opções de brancos, rosés e espumantes leves e refrescantes. Curiosamente, o vinho tinto continua sendo o campeão da preferência nacional, independentemente da estação. O nosso paladar – orientado para uma culinária quente, rica em aromas e sabores, para o doce e encorpado – ajuda a explicar a popularidade dos tintos. Vale lembrar que Recife é atualmente um dos maiores mercados consumidores de uísque, mesmo com uma temperatura nada convidativa para este estilo de bebida. Assim, os tintos acabam sendo a escolha automática e a opção mais segura para acertar o paladar.
 Não dá para ignorar a preferência nacional pelos tintos. Mas vale deixar algumas dicas sobre como escolher as opções mais leves e refrescantes, indicadas para a gastronomia mais leve do verão. Estou falando de vinhos menos alcoólicos, mais frutados, ligeiros, com boa acidez e sem ou com breve passagem por madeira. 
 Para encontrar vinhos com essas características – que infelizmente não estão escritas no rótulo – o primeiro passo é identificar a uva e a região de produção. O Beaujolais, francês elaborado coma uva gamay, é uma boa pedida. É uma bebida leve, com boa acidez, poucos taninos no paladar e bastante aroma de frutas frescas.
 Também é possível encontrar vinhos tintos nacionais com a mesma uva, bem corretos e agradáveis.Os italianos feitos na Toscana com a clássica Sangiovese são conhecidos pela boa acidez e pelos aromas frutados, com um toque floral, bem delicados. Os tintos elaborados com a uva Pinot Noir também são escolhas seguras. Eles têm coloração mais clara e taninos sutis, mas que podem variar de estilo dependendo da região.
Os Pinot Noirs do Vale de Casablanca (Chile), os da Patagônia (Argentina) e os da Nova Zelândia não desapontam.Deixe de lado os tintos potentes, alcoólicos e amadeirados para experimentar opções mais leves, jovens e refrescantes. Abaixo vão algumas opções para você conhecer neste verão – e quem sabe continuar no resto do ano?

Beaujolais

  • Beaujolais Villages Château de Montmelas (Casa Santa Luzia, R$ 43,00): Boa opção para conhecer a uva Gamay, típica de Beaujolais. Aromas de frutas vermelhas frescas, boa acidez e delicado no paladar. Para ser servido bem fresco, entre 10-12°C.

Miolo

  • Miolo Gamay (Pão de Açúcar, R$ 36,27): Versão nacional dos Gamays de Beaujolais, segue o estilo de leveza e frescor. O preço é bem amigo.

La Vieille Ferme

  • La Vieille Ferme Rouge (World Wine, R$ 53,80): Tinto elaborado na região do Rhône (França), com as uvas Grenache Noir, Syrah, Carignan e Cinsault. Com breve passagem por madeira, tem aromas de frutas mais maduras e é bem macio no paladar.

Yealands

  • Yealands Way Pinot Noir (Extra, R$ 57,65): A Nova Zelândia destaca-se pelos seus tintos feitos com a uva Pinot Noir. Um rótulo que representa fielmente o estilo de vinhos do país.

Novas

  • Novas Gran Reserva Pinot Noir (Extra, R$ 58,70): É produzido pela vinícola Emiliana (Chile), no Valle de Casablanca, uma das melhores regiões para o cultivo da Pinot Noir. Tem aromas de cereja, framboesa e morango, com toques adocicados de cacau.

Garrafas que valem por um presente

O Dia das Mães se aproxima e vinho é sempre uma boa pedida para presentar aquelas que merecem todos os mimos nesta data especial. Confira uma seleção de rótulos que além de deliciosos, vem em garrafas pra lá de charmosas para presentear!

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L.A Jovem Sauvignon Blanc, Brasil (Luiz Argenta, R$ 53,00)  Elaborado pela vinícola brasileira Luiz Argenta na bela região de Flores da Cunha, este Sauvignon Blanc é fresco e elegante, com aromas de frutas tropicais, como o maracujá. Acompanha bem carpaccio, queijos de cabra, peixes com molhos cítricos e culinária japonesa.

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L.A. Jovem Shiraz, Brasil (Luiz Argenta, R$ 53,00) Também feito pelo produtor boutique Luiz Argenta, este tinto é elaborado com a uva Shiraz e se destaca pelo equilíbrio, com acidez e taninos bem balanceados e aromas que remetem a cereja madura e especiarias. Fica ainda melhor com risotos leves e pratos pouco condimentados.

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Villa Francioni Rosé, Brasil (Top Wine Brasil, R$ 52,90) Vinho rosé elaborado pela Villa Francioni, na fria São Joaquim, em Santa Catarina. A vinícola foi idealizada em 2000 com o intuito de produzir vinhos de alta qualidade, em uma região ainda pouco explorada. Este delicado rosé é um dos destaques do produtor, resultado do inusitado corte das uvas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Sangiovese, Syrah, Petit Verdot, Pinot Noir, Merlot e Malbec. Aroma agradável de frutas e flores, lembrando romãs, e leve toque cítrico. Na boca é leve e delicado, com acidez que traz frescor e prepara o paladar.