Rosés cheios de charme

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…Traz à memória os perfumes de flores, em especial, a rosa. É delicado, com toques suaves e sedutores. Companhia perfeita para as tardes de verão… Tais palavras, que parecem um poema, descrevem perfeitamente o vinho rosé. Jovem, leve, fresco, alegre e descomplicado, ele vem reconquistando a fama que já teve no passado.

Os rosés encontram seu auge na Europa, principalmente na região do Mediterrâneo, mas ainda são pouco consumidos no Brasil. Puro preconceito. A bebida já conquistou espaço na mesa dos pareciadores de vinho, e casa perfeitamente com nosso clima e estilo descomplicado de levar a vida.

Elaborado principalmente por meio da maceração de uvas tintas que permanecem menos tempo em contato com as cascas, tem como berço de produção a região da Provence, na França, que encanta o mundo com seus coloridos campos de lavanda. Mas não é só na Provence que esses vinhos têm espaço; países como Itália, Portugal e Espanha tem surpreendentes rosés, que casam perfeitamente com a gastronomia local, como o bouillabaisse e a paella valenciana.

Para quem prefere um vinho com mais concentração de cor e sabor, vai encontrar nos vinhos elaborados no Chile e Argentina ótimos exemplares feitos a base de Cabernet Sauvignon e Malbec. Normalmente, esses vinhos são de cor e corpo mais intensos se compararmos aos delicados vinhos da França.

O importante é ter consciencia de que o rosé pode ser sim uma boa alternativa para brancos e tintos. Fácil de gostar, é descomplicado até no preço e devem ser tomados bem jovens, em safras recentes. Ficou com vontade de experimentar? Conheça boas opções disponíveis no mercado:

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  • Altosur Malbec Rosé (Via Vini, R$ 42,00): Elaborado pela argentina Finca Sophenia com a uva Malbec, tem aromas intensos, com destaque cereja e amora, e agradáveis notas cítricas. Leve e redondo, confirma as sensações olfativas de frutas com final de boca bastante fresco.

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  • Borsao Selección Rosé (World Wine, R$ 52,80): Rosé feito pela Borsao, vinícola queridinha da mídia especializada por conseguir elaborar vinhos de ótimo custo-benefício. Fresco, destaca-se pelos aromas de groselha e notas florais.

Gran Feudo

  • Gran Feudo Rosado ( Vino Mundi, R$ 55,37):  Um dos mais famosos rosés da Espanha, é  elaborado por Julián Chivite em Navarra. Fresco com a uva Garnacha, consegue ser delicado, com aromas bem agradáveis e boa presençano paladar. Boa pedida para acompanhar aperitivos ou paella.

    Poggiotondo

  •  Poggiotondo Rosato: (Vinno, R$ 56,00): Elaborado pela vinícola Poggiotondo, propriedade familiar de Alberto Antonini, um dos enólogos mais respeitados da Itália. Feito com as uvas Sangiovese, Merlot e Shiraz, tem aromas bem agradáveis de cereja e boa estrutura no paladar. Vai bem com saladas e massas com molhos leves.

 

 

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Vinhos que cabem no bolso

menu_178_outubro-235x300Boas matérias merecem ser compartilhadas, principalmente quando o tema refere-se a dicas de boas compras. Melhor ainda se estes achados forem vinhos até R$ 60,00, indicados por quem entende do assunto.  Folheando a revista Menu de Outubro li, reli e concordei com as observações da matéria “Vinhos que cabem no bolso”, escrito pela Suzana Barelli e Manuel Luz.

Como o artigo tem tudo a ver com o tema deste blog, recomendo sem medo a leitura. Destaco aqui alguns trechos e 5 rótulos (de uma seleção de 19) com preço máximo de R$ 65, todos provados às cegas pela equipe de sommeliers convidados da revista:

“A valorização do dólar frente ao real e o reajuste da ST, imposto que muda a incidência do ICMS no vinho, caíram como uma bomba em nosso mercado em setembro. O reajuste médio de 10% só não foi maior porque as vendas não andam nada boas.

Para responder a esta indagação, a Menu colocou um teto de R$ 65 e foi atrás de rótulos que, teoricamente, têm qualidade nessa faixa de preço. Vasculhamos nossos cadernos de degustação e perguntamos para as importadoras quais tintos, em seu portfólio, poderiam ser considerados bons custos-benefícios dentro desse valor estabelecido. A maioria das respostas indicava vinhos chilenos, argentinos ou portugueses, não por acaso os mais procurados pelos consumidores quando o assunto é preço, mas também uma bebida bem-feita, com qualidade”:

 

De Martino

Syrah Reserva 347 Vineyards 2011 – Maipo, Chile (Decanter, R$ 55,60): Uvas da região do Maipo dão origem a este tinto de cor rubi violácea da De Martino. No nariz, aromas de frutas vermelhas maduras na medida certa, um toque de goiaba, que revela sua origem, e especiarias. De corpo leve para mediano, tem taninos redondos, bem moldados, com leve toque de álcool a mais. Tem 13,5% de álcool.

 

Ilógico

Ilógico 2009 – Alentejo, Portugal (Viníssimo, R$ 40,37): O enólogo Antônio Saramago elabora este tinto com aragonês e syrah, com rápida passagem em barricas de carvalho (três meses). Tem cor rubi clara, de boa transparência. Seus aromas, mais maduros, trazem notas de envelhecimento, com pouca fruta, e chocolate amargo. Agradável no paladar, com taninos bem mesclados com seu corpo de média intensidade, e um toque mineral. Tem 13,5% de álcool.

 

gsm

GSM J.V.Fleury 2011 – Rhône, França (Ravin, R$ 65,00): Tinto da Vidal Fleury, considerada a vinícola mais antiga em atividade em Côte-Rôtie, desde 1781, é elaborado com 50% de garnacha, 30% de syrah e 20% de mourvèdre. Tem cor rubi de média intensidade, com aromas de frutas vermelhas, baunilha e algo herbáceo. No paladar, é marcado por seus taninos intensos, que encobrem sua acidez. Tem 13,5% de álcool.

 

Borsao

Borsao Selección 2012 – Campo de Borja, Espanha (World Wine, R$ 52,90): Antiga cooperativa transformada em vinícola em 2001, a Borsao elabora este tinto que já foi definido como bom exemplo de custo-benefício pelo crítico Robert Parker. Sua base é garnacha mesclada com tempranillo e cabernet sauvignon. Tem cor rubi violácea, com aromas de frutas escuras, como ameixas e amoras, e algo herbáceo. Tem corpo médio para encorpado, com taninos marcados e baixa acidez. Tem 14,5% de álcool.

 

haras

Haras de Pirque Carmenére Reserva 2011 – Maipo, Chile (Winebrands, R$ 51,00): De cor rubi violácea, tem um improvável aroma de vinho branco, com notas de goiaba branca, erva doce e especiarias. No paladar, corpo de média intensidade, com tanino secante, boa persistência e leve amargor final. Tem 14% de álcool.

 

Balance

Balance Pinotage Winemakers Selection 2011 – Western Cape, África do Sul (Qual Vinho, R$ 55,00): De cor rubi de média intensidade, o representante da África do Sul é elaborado apenas com a pinotage. Tem aromas frutados, com notas de cereja, e algo de ervas de provence. Leve e redondo no paladar, com taninos macios, baixa acidez e uma sensação de demi-sec na boca. Tem 14% de álcool.

O melhor custo benefício do mundo segundo Robert Parker!

borsao-res (1)O vinho espanhol Borsao Selección 2011 foi eleito recentemente pelo famoso crítico de vinhos Robert Parker como “possivelmente o melhor tinto do mundo na relação preço x qualidade”, recebendo 90 pontos em sua avaliação.

Este delicioso vinho é elaborado pela Bodegas Borsao, vinícola fundada em 1958 em Campos de Borja, região ainda pouco conhecida, mas bastante promissora, da Espanha. A maior parte de seus vinhos não tem passagem por barricas de carvalho, preservando toda a fruta e frescor do vinho, e são fermentados e amadurecidos em tanques de aço inox sob rigoroso controle de qualidade.

Ainda segundo Robert Parker, “este vinho feito com 85% de garnacha e 15% de Tempranillo é incrível. De coloração rubi profundo, tem aromas de kirsch, framboesas e notas florais. No paladar tem corpo médio, boa persistência e ótimo frescor. Uma vez degustado, fica a pergunta: por que preciso gastar mais do que isto?”

A notícia repercutiu e foi até matéria em um canal de televisão da Espanha:

Concorco e recomendo! E a melhor parte é que está disponível na importadora World Wine, por acessíveis R$ 48,00. 

Onde comprar: