Tintos para aquecer o final de semana

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Vinho é bom em qualquer ocasião e vai tão bem tanto à beira da piscina quanto em frente à lareira. Mas o fato é que determinados vinhos ficam melhores quando cai a temperatura, enquanto outros parecem feitos sob medida para os dias quentes.

Não é preciso se limitar aos tintos: é possível encontrar brancos, rosés, fortificados – e até espumantes – que combinam com o clima frio. Porém é preciso buscar elementos em comum: geralmente são opções mais encorpadas, alcoólicas, aromáticas e complexas.

Por outro lado, nosso paladar parece ficar mais voraz, ávido por alimentos mais calóricos, que ajudem nosso corpo a manter a temperatura, como cozidos, assados e molhos encorpados. Sopas cremosas, risotos, massas gratinadas, fondues, queijos e embutidos… Os pratos de inverno parecem feitos para acompanhar uma garrafa de vinho!

Pensando em todas estas delícias típicas da estação, e levando em consideração que os tintos são os vinhos mais procurados nesta temporada, selecionei opções deliciosas para acertar em cheio as harmonizações nestes dias de clima frio. Além destas opções, uma boa dica é procurar tintos feitos de Cabernet Sauvignon, Shiraz da Austrália,  Garnacha da Espanha, a Malbec na Argentina e a Tannat do Brasil e do Uruguai. Eles costumam ser encorpados e robustos. Confira a seleção a seguir:

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  • Cono Sur Bicicleta Carménère (Chile, Ville Du Vin) – R$ 55,00 – Elaborado pela excelente Cono Sur, destaca-se pelos aroma de frutas vermelhas e notas herbáceas, típicas da uva Carménère. Amadurece 9 meses em barricas de carvalho, o que confere mais corpo e estrutura. Vai bem com cozidos e guisados de carne.

 

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  • Aves Del Sur Cabernet Sauvignon Reserva (Chile, Pão de Açúcar) – R$ 39,90 – A interessante linha Aves del Sur é feita pela Carta Vieja, no Chile, e distribuída com exclusividade pelo Pão de Açúcar. Um belo achado de supermercado, com destaque para o Cabernet Sauvignon, com aromas de fruta vermelha madura e notas de café e chocolate. Uma boa pedida para os pratos mais intensos de inverno.

 

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  • Callia Alta Shiraz Bonarda (Argentina, Baccos´s) – R$ 57,60 – Feito com 70% Shiraz e 30% Bonarda, este tinto está sempre na lista dos bons e baratos do mercado. No nariz, tem aromas intensos de frutas vermelhas maduras, especiarias e toques defumados. Combina bem com carnes grelhadas, massas e queijos de pasta mole

 

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  • Clos de Torribas Crianza (Espanha, Pão de Açúcar) – R$ 44,90 – Mais um achado das grandes redes, este corte de Tempranillo e Cabernet Sauvignon tem acidez na medida, taninos suaves e bom final de boca. Fica perfeito com tábua de queijos e embutidos.

 

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  • Aurora Tannat Reserva (Brasil, Pão de Açúcar) – R$ 40,25 – A Tannat é uma uva bastante tânica e rende vinhos bem estruturados. Típica do Uruguai, ela também se destaca por aqui, e este exemplar é uma boa opção para conhecer esta famosa uva. Amadurece 10 meses em barrica de carvalho, o que confere taninos mais macios ao vinho. Os aromas remetem à frutas negras maduras, especiarias e grãos de café tostados. Acompanha bem costelas bovinas e queijos maturados.
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Vinho 365 | #12 – Colonia Las Liebres Bonarda

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Este é um daqueles vinhos que não podem faltar na sua adega. Tinto elaborado na argentina com a promissora uva Bonarda, é daqueles tintos para tomar a grandes goles, levemente refrescado, sem se preocupar muito com acompanhamentos.

Além disso, a história do produtor já é suficiente para te convencer a experimentar seus vinhos. O responsável pelo projeto é o famoso italiano Alberto Antonini, consagrado mundialmente pelo trabalho no mítico Antinori. Com a vontade de explorar outros vinhedos, buscou em Mendoza o lugar ideal para novos vinhos e experiências. Desde o início da vinícola em 1995, reconheceu o potencial da Malbec nesta região e, junto com Antonio Morescalchi, decidiu explorar as principais áreas vinícolas da Argentina criando uma das mais respeitadas vinícolas do país, a Altos Las Hormigas.

Foto da equipe na vinícola
Foto da equipe na vinícola

O nome da vinícola provém do fato de que quando iniciaram o cultivo das vinhas viram que próximo a elas existiam colônias de formigas, que se alimentavam dos brotos da vinhas recém-plantadas. Decidiram não envenenar as formigas, já que elas eram as “verdadeiras” donas da terra, que com o crescimento das vinhas não mais se alimentaram delas. Além disso, para os argentinos “trabalho de formiga” é um trabalho humilde, paciente e prolongado, um provérbio que vem usando até os dias de hoje.

Delicioso, tem aromas bem agradáveis de frutas vermelhas, notas florais e toques de especiarias. No paladar é médio corpo, elegante e fresco, com taninos sedosos e final de boca equilibrado e persistente. Acompanha bem carnes assadas, massas recheadas, pizzas e queijos de média maturação.

 

 

De mãe para filho

A linha Crios é um ótimo exemplo do talento da enóloga argentina Susana Balbo, proprietária da respeitável vinícola Domínio del Plata. Mas o que estes vinhos têm de tão especial? Tudo começa pelo conceito emocional da marca – uma homenagem de Susana aos seus dois filhos, representados pelo desenho de uma mão sobre outras duas pequenas no rótulo. Sobre os vinhos em si, eles se destacam pela harmonia e facilidade de beber, com sabores e aromas frutados, resultado da breve passagem por barricas de carvalho.

Destacar os rótulos mais interessantes desta família não é fácil. Mas alguns deles realmente merecem a nossa atenção. Entre os brancos, o Crios Torrontés é um dos mais conhecidos. Com aromas delicados de flores brancas, frutas cítricas e notas de pêssego, é um vinho fresco, equilibrado e de ótima estrutura, ideal para acompanhar queijos leves e frutos do mar, especialmente caranguejo.

No quesito tintos, vale a pena conhecer o delicioso Crios Syrah-Bonarda, um corte equilibrado de 50% Syrah e 50% Bonarda. Ótimo equilíbrio, boa acidez e aromas intensos de frutas vermelhas, como framboesas e cerejas maduras e um toque de baunilha. Ideal para pratos mais fortes, como carnes com molhos mais elaborados e queijos maduros.

ONDE COMPRAR:

Imigrantes Bebidas, Pão de Açúcar e principais supermercados

Leves e fáceis

Até pouco tempo, os vinhos produzidos na Argentina estavam relacionados ao  paladar dos próprios argentinos – muito amargo e agressivo para os demais bebedores do mundo. Essa tradição começou a mudar no fim dos anos 90, e atualmente, o vinho argentino é reconhecido pelo equilíbrio e ótima qualidade, competindo de igual para igual com os chilenos nos rankings do Novo Mundo. A linha Rodas Colleción 12 é um ótimo exemplo dessa nova tendência.Produzida pela Bodegas Esmeralda, uma das vinícolas adquiridas pela famosa Catena Zapata, a seleção apresenta 12 vinhos característicos, fáceis de agradar e com ótima relação custo-benefício.

 

Entre os tintos, vale a pena conferir o Rodas Bonarda, elaborado com a uva Bonarda, que após uma boa adaptação em solo argentino, deu origem a um vinho leve e fresco, com taninos agradáveis e aromas de frutas vermelhas frescas, como ameixas e cerejas.

Já entre os brancos, o Rodas Chardonnay é um rótulo fresco e equilibrado, que apresenta aromas de pêssego, abacaxi maduro e um leve toque de baunilha, típico de vinhos que passaram por breves períodos em barricas de carvalho americano.

Leves e fáceis de harmonizar, os dois são uma boa pedida para aqueles almoços em família, onde se come e bebe de tudo sem maiores preocupações.