O vinho do peru

Um dos maiores desafios durante os preparativos da ceia de Natal é escolher os vinhos que harmonizem com o tradicional peru, entre todos os demais  pratos típicos desta data. Para facilitar este momento, confira algumas opções interessantes para acompanhar as principais delícias natalinas:

Para as entradas, como castanhas, nozes e saladas de maionese:

Para os aperitivos, como as castanhas, nozes, amêndoas e a famosa maionese de Natal, prefira os espumantes brut ou brancos leves com boa acidez, que ajudam a amenizar a sensação de gordura no paladar:

1) Gato Negro Sauvignon Blanc, Chile (Imigrantes Bebidas, R$16,99)

2) Freixenet Tournée Brut, Espanha (Imigrantes Bebidas, R$20,99)

3) Orvietto Docg Piccini, Itália (Imp. Vinci, R$30,25)

4) Andeluna Torrontés, Argentina (Imp. World Wine, R$36,00)

5) Mionetto Vivo Rosé, Itália (Imp. World Wine, R$48,00)

Para acompanhar os peixes e crustáceos:

Para este que é um dos pratos mais tradicionais na ceia de final de ano, os vinhos brancos são a companhia ideal, uma vez que os taninos do vinho tinto podem torná-lo metalizado quando combinados com o sabor marcante e o toque iodado dos pescados. Alguns tintos leves, por outro lado, podem acompanhar perfeitamente peixes com sabores mais intensos. Peixes mais gordurosos vão bem com um vinho com maior acidez, como os brancos elaborados com  Sauvignon Blanc:

1) Luis Felipe Edwards Chardonnay, Chile (Pão de Açúcar, R$19,15)

2) Robertson Chenin Blanc, África do Sul (Imp. Vinci, R$25,18)

3) Altas Cumbres Viognier, Argentina (Pão de Açúcar, R$29,00)

4) Urban Sauvignon Blanc, Argentina (Imp. Vinci, R$29,57)

5) Rio Bio Reserva Pinot Noir, Chile (Imp. Expand, R$39,80)

Para acompanhar pratos à base de bacalhau:

O bacalhau faz parte de diversas datas comemorativas, reflexo da herança cultural deixada pelos nossos amigos portugueses. Tradicionalmente assado em postas, desfiado com batatas ou somente preparado com azeite, pede vinhos brancos mais encorpados, tintos com boa acidez ou tintos mais envelhecidos, já com os taninos bem macios:

1) Grandjó Douro Branco, Portugal (Imigrantes Bebidas, R$24,99)

2) Aurora Reserva Chardonnay, Brasil (Imigrantes Bebidas, R$28,99)

3) Terrazas Alto Chardonnay, Chile (Imigrantes Bebidas, R$33,99)

4) Viña Borgia, Espanha (Imp. World Wine, R$35,00)

5) Rio de los Pájaros Pinot Noir, Uruguai (Imp. Mistral, R$39,71)

Para acompanhar Peru e Chester:

Peru e Chester são aves de carne macia e delicada, que pedem tintos de médio corpo ou brancos mais estruturados. Como esta época do ano é marcada pelas altas temperaturas, os vinhos rosés também são uma ótima alternativa para acompanhar estas delícias natalinas:

1) Petirrojo Merlot, Argentina (Imp. World Wine, R$28,00)

2) Crios Rosé Malbec, Argentina (Imigrantes Bebidas, R$29,99)

3) Duetto Casa Valduga Sangiovese/Barbera, Brasil (Imigrantes Bebidas, R$33,99)

4) Catamayor Viognier Reserva, Uruguai (Imp. World Wine, R$42,00)

5) Château Bel Air, França (Imp. Mistral, R$46,47)

Para acompanhar Tender:

O tender, presença obrigatória nas festas de fim de ano, é muito saboroso e caracteriza-se pelo toque defumado. Na maioria das vezes, o molho do tender é doce, combinando melhor com um tinto leve e cheio de fruta:

1) Tilia Merlot, Argentina (Imp. Vinci, R$26,87)

2) Altosur Merlot, Argentina (Imp. Word Wine, R$29,00)

3) Urban Uco Tempranillo, Argentina (Imp. Vinci, R$37,01)

4) La Vieille Ferme Rouge, França (Imp. World Wine, R$45,00)

5) Poggiotondo IGT Toscana Rosso, Itália (Imp. World Wine, R$48,00)

Para acompanhar Pernil e Leitão

Muito saborosas, os cortes suínos geralmente pedem vinhos tintos mais estruturados, rico em taninos e com boa acidez, para contrapor a gordura. A exceção fica com o lombo e as carnes mais claras, que combinam muito bem com diversas opções de brancos:

1) Tarapacá Cosecha Malbec, Argentina (Imigrantes Bebidas, R$17,99)

2) Postales Del Fin Del Mundo Malbec/Shiraz, Argentina (Imigrantes Bebidas, R$28,99)

3) Château Los Boldos Cabernet Tradition, Chile (Imp. World Wine, R$33,00)

4) Armador Carmenère, Chile (Imp. World Wine, R$39,00)

5) Cusumano Syrah, Itália (Imigrantes Bebidas, R$43,99)

Para acompanhar o doce Panettone, o bolo de reis e a rabanada:

O Panettone nasceu na Itália e é indispensável nas festas de fim de ano, em diversos  países do mundo. Trazido ao Brasil por imigrantes Italianos durante a Segunda Guerra Mundial, é tradicionalmente feito com frutas cristalizadas e uvas-passas, mas já é possível encontrar inúmeras variações, igualmente deliciosas. A melhor opção para acompanhar o Panettone (e os demais doces similares) são os vinhos delicados e levemente doces, como o Moscato d´Asti ou vinhos leves de colheita tardia. Já a rabanada, por ser bastante doce, pede vinhos de sobremesa bem ricos, com bastante açúcar residual, como os vinhos do Porto:

1) Espumante Salton Moscatel, Brasil (Imigrantes Bebidas, R$19,99)

2) Tarapacá Late Harvest, Chile (Imigrantes Bebidas, R$29,99)

3) Porto Messias Ruby, Portugal (Imigrantes Bebidas, R$37,99)

4) Valdouro Tawny, Portugal (Imigrantes Bebidas, R$41,99)

5) Batasiolo Moscato D’Asti (Imigrantes Bebidas, R$43,99)


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Seleção de bons e baratos da revista Veja

A revista Veja publicou na edição desta semana o resultado de uma avaliação de vinhos feita pela Associação ProTeste  junto com sommeliers e consumidores. A avaliação foi feita com vinhos nacionais, europeus e sulamericanos que custam até R$ 60,00 em supermercados, adegas e importadoras. Valeu para reforçar a idéia de que nem sempre preço é sinônimo de qualidade e que é possível sim encontrar bons vinhos a preços convidativos. Confira aqui os primeiros colocados deste ranking e corra para tirar suas próprias conclusões! 😉

 

1) GRÃO VASCO

Origem: Portugal

Um assemblage, ou seja, uma mistura de diferentes uvas, foi o rótulo mais bem aceito pelos consumidores. “ Com um aroma agradável de frutas secas, ele vem do Dão, uma região antiga e famosa por produzir vinhos com excelência”, diz o consultor enogastronômico Joel Guérin, um dos participantes do teste.

2) NIETO SENETINER RESERVA CABERNET SAUVIGNON 

Origem: Argentina

Graças ao aroma e ao sabor persistentes, este Cabernet Sauvignon foi o mais bem classificado entre os sommeliers. “Ele é encorpado e, assim como o Grão Vasco, tem um agradável aroma de frutas secas”, diz Guérin.

3) SANTA HELENA RESERVADO CABERNET SAUVIGNON

Origem: Chile

Seco, este Cabernet Sauvignon foi avaliado como um vinho correto, de média intensidade e aroma frutado.

4) GRANDJÓ

Origem: Portugal

Da região do Douro, tradicionalmente conhecida pela produção de vinhos do Porto, tem aromas vegetais que se sobrepõem aos das frutas, o que é um fator positivo – quanto mais aromas, mais interessante é a bebida.

5) LATITUD 33 MALBEC

Origem: Argentina

De Mendoza, uma das regiões mais tradicionais da Argentina para vinhos de qualidade, é feito de Malbec, a uva que melhor se desenvolve no país. “É um vinho simples, porém correto e agradável”, resume Guérin.

6) SANTA CAROLINA RESERVADO CABERNET SAUVIGNON

Origem: Chile

Um Cabernet Sauvignon meio seco, foi considerado o melhor vinho no quesito custo-benefício – apesar de, na opinião dos sommeliers, ser pouco encorpado. “Na boca, é um vinho simples, de taninos suaves”, avalia Guérin.

7) PAULO LAUREANO

Origem: Portugal

Segundo colocado na opinião os consumidores, este vinho seco ficou em sétimo lugar porque, de acordo com os especialistas, tem pouco corpo e um aroma de baixa persistência.

8)AURORA VARIETAL CABERNET SAUVIGNON

Origem: Brasil

Elaborado com Cabernet Sauvignon, foi considerado um vinho simples, porém correto.

9) BOLLA VALPOLICELLA

Origem: Itália

Mistura de uvas como a Corvina e a Rondinella, agradou aos consumidores, mas foi avaliado pelos especialistas como simples e pouco encorpado.

10) MORANDÉ PIONERO

Origem: Chile

Primeiro colocado na análise laboratorial, este Carmenére foi descrito como pouco aromático e com alto teor alcoólico.

ONDE COMPRAR:

Pão de Açúcar, Imigrantes Bebidas, Adega Alentejana e principais supermercados.

 

Leves e fáceis

Até pouco tempo, os vinhos produzidos na Argentina estavam relacionados ao  paladar dos próprios argentinos – muito amargo e agressivo para os demais bebedores do mundo. Essa tradição começou a mudar no fim dos anos 90, e atualmente, o vinho argentino é reconhecido pelo equilíbrio e ótima qualidade, competindo de igual para igual com os chilenos nos rankings do Novo Mundo. A linha Rodas Colleción 12 é um ótimo exemplo dessa nova tendência.Produzida pela Bodegas Esmeralda, uma das vinícolas adquiridas pela famosa Catena Zapata, a seleção apresenta 12 vinhos característicos, fáceis de agradar e com ótima relação custo-benefício.

 

Entre os tintos, vale a pena conferir o Rodas Bonarda, elaborado com a uva Bonarda, que após uma boa adaptação em solo argentino, deu origem a um vinho leve e fresco, com taninos agradáveis e aromas de frutas vermelhas frescas, como ameixas e cerejas.

Já entre os brancos, o Rodas Chardonnay é um rótulo fresco e equilibrado, que apresenta aromas de pêssego, abacaxi maduro e um leve toque de baunilha, típico de vinhos que passaram por breves períodos em barricas de carvalho americano.

Leves e fáceis de harmonizar, os dois são uma boa pedida para aqueles almoços em família, onde se come e bebe de tudo sem maiores preocupações.

Hora da sobremesa

Quando se fala de vinhos de sobremesa, encontrar opções boas e baratas pode ser bastante complicado. Algumas razões justificam esta escassez, como o método de produção, nesse caso, mais trabalhoso, impactando diretamente no valor final da garrafa que chega à sua mesa.

Tudo bem. As opções podem não ser abundantes, mas elas existem, e são brasileiras! Conheça o Aurora Colheita Tardia, elaborado pela Vinícola Aurora, que entre vinhos finos, garrafões, geleias, sucos e cosméticos, é responsável por uma combinação deliciosa de Semillon e Malvasia Bianca, resultado de um método conhecido como colheita tardia.

A colheita tardia

Para quem não conhece o termo “colheita tardia”, o significado é simples: trata-se da elaboração à partir de uvas que são deixadas na videira várias semanas após a data ideal de colheita. Este processo resulta na desidratação e no consequente aumento da concentração, deixando-as mais concentradas, ricas em açúcar, quase passificadas no pé. O resultado é um vinho com uma coloração mais dourada, de aromas delicados de flor de laranjeira, maracujá e mel. Doce, mas sem ser enjoativo. Na boca é untuoso, com um leve amargor no final, mas nada que prejudique a boa impressão final.

E olha só: cada garrafa sai por cerca de R$ 15 nos principais supermercados – e vale cada centavo. Uma boa pedida para fechar uma refeição, com sobremesas mais leves a base de frutas, ou até mesmo puro, bem geladinho, depois daquele almoço de domingo.

ONDE COMPRAR:

 No site da Aurora, Imigrantes Bebidas, Pão de Açúcar  e principais supermercados