Peça pela uva: Pinot Noir

Pinot Noir Wine bottle label hand lettering design on watercolorA delicada Pinot Noir

Entre as uvas tintas mais populares, a Cabernet Sauvignon é a mais conhecida quando pensamos em vinhos encorpados, ricos e estruturados. Em sentido oposto, a Pinot Noir é sempre lembrada pela delicadeza, frescor e sutileza de aromas e sabores. Nascida na Borgonha, França, região sublime para a uva e responsável por alguns dos vinhos mais caros e cobiçados do mundo, adaptou-se também em outros países e hoje destaca-se com maestria em diversas regiões pelo globo. Uva considerada “temperamental”, prefere climas mais frios para apresentar todo o seu potencial, por isso conseguiu bons resultados na Nova Zelândia, em regiões como Oregon, na Califórnia, e também nos vales chilenos de Casablanca e San Antonio, assim como nas zonas mais altas do Vale de Uco, em Mendoza.

Como ela é? Em geral, a Pinot dá origem a vinhos delicados, com raras exceções. Se você prefere vinhos mais adstringentes e robustos, aqui não vai encontrar. Em versões mais simples, a Pinot tem um corpo leve e aromas frescos de framboesa, cereja fresca, ou apresenta caráter floral, com paladar de boa acidez e textura aveludada. Em alguns casos, no Chile, a Pinot Noir oferece estrutura e corpo, mas esta não é a regra. Na Argentina, existem poucos grandes expoentes de estilo clássico, elegantes, complexos e de alto preço. Mas recentemente desembarcaram vários rótulos acessíveis que respeitam a cor pálida e a textura sedosa, típica da variedade.

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Fonte: Winefolly.com

Com o que harmonizo? Ideal para acompanhar peixes gordos como o atum, a garoupa e o salmão. Vai bem também com carnes brancas, como o peru ou frango, sobretudo refogados ou assados. Ainda combina perfeitamente com saladas que incluem carne ou com massas e vegetais.

E a taça? Existe uma ideal? Se você tem sérias intenções com a Pinot Noir, é possível que esteja interessado em comprar a taça “certa” para aproveitar ao máximo as características desta uva. Não há regras específicas sobre qual comprar, mas em geral as taças com bojo mais amplo ajudam a perceber os aromas mais delicados da Pinot Noir.00

Curiosidades:

  • Pinot Noir é a 10ª uva mais plantada no mundo.
  • Pinot Noir é uma das uvas mais antigas, com 1.000 anos a mais do que a Cabernet Sauvignon.
  • A Alemanha é o 3º maior produtor de Pinot Noir, atrás somente da França e dos Estados Unidos. Conhecida como Spätburgunder, são muito característicos e disputados por consumidores de todo o mundo.
  • Onde tem Pinot Noir, tem Chardonnay. Há estudos que indicam que a Chardonnay é um cruzamento de Pinot Noir e Gouais Blanc, e por esta razão a Chardonnay e a Pinot Noir são muitas vezes cultivadas no mesmo terroir. (Ex:. Oregon, Bourgogne e Chile).

Boas compras de Pinot Noir:

 

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  • Cono Sur Bicicleta Pinot Noir (Ville du Vin, R$58,00) – Destaca-se pelos aromas de frutas silvestres e cereja combinadas com algo de tostado. No paladar é redondo, com leve doçura, e taninos finos que lhe conferem uma rica estrutura. Equilibrado e com estilo próprio do Novo Mundo, é um vinho puro e simples, um Pinot Noir jovem e refrescante.

 

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  • Aurora Varietal (Pão de Açúcar, R$ 28,25) – Uma das opções mais acessíveis do mercado, destaca-se por ser elaborado pelo processo de maceração carbônica, mais sutil, e que confere aromas bastante frescos e frutados e um paladar delicado. Vinho bastante jovem e muito agradável. Como mencionado por críticos, a Pinot noir é uma uva difícil, classuda e sempre associada a grandes rótulos. Mas pode ser também uma bebida muito leve, fresca e descomplicada, como este exemplar nacional.

 

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  • Emiliana Adobe Pinot Noir (Vino Mundi, R$ 54,90) – Na minha opinião, uma das melhores opções de bom custo x benefício do mercado, nunca decepciona. Destaca-se pelos aromas de frutas vermelhas frescas, como amoras, notas florais e toques de especiarias, como canela. No paladar, o vinho é equilibrado, com taninos sutis e macios e boa acidez. Seu final de boca é longo e persistente.
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  • Root: 1 Pinot Noir (Wine.com, R$ 46,00) – Boa opção encontrada no site da wine.com, é fresco, com corpo entre leve e médio e taninos discretos. No nariz, tem aroma de morango, cereja, framboesa, notas de especiarias e baunilha. Elaborado pela moderna vinícola Ventisquero, esse rótulo, cujo nome faz referência à primeira raiz da videira, que posteriormente se transforma na raiz mãe, é indicado para os mais diversos momentos e harmonizações, devido ao seu estilo jovem e fácil de agradar. 25% do vinho amadurece por 10 meses em barricas de carvalho, o que confere estas notas mais adocicadas no nariz. Vai bem com iscas de filé acebolado, batata recheada com carne seca, arroz carreteiro, atum grelhado com purê de mandioquinha, espaguete à bolonhesa e queijos semiduros.
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  • Turning Leaf Pinot Noir (Wine.com, R$ 46,00) – Outro achado da wine.com, é uma boa opção para conhecer os Pinots simples da California. Destaca-se pelos aromas de frutas vermelhas e nuances de especiarias. É leve e macio em boca, com toque de doçura e agradável frescor. Breve estágio em barricas de carvalho francês e americano. Combina com atum grelhado com legumes salteados, mix de cogumelos na manteiga, quiche royale, ravióli de abóbora com carne seca, galeto assado, pizza marguerita.

 

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Vinho do dia: Norton Porteño

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Norton Porteño Malbec (Imp. Winebrands, R$ 66,00) – Confesso que escolhi o vinho pelo rótulo – lindo, moderno, despretensioso – e não me arrependi. Este Malbec é um dos rótulos da Bodega Norton, vinícola que já está presente a bastante tempo por aqui e que inova com a linha Porteño, com um branco e um tinto que representam a alma argentina.

Este Malbec é leve, fácil de beber, que destaca-se pela fruta e pela acidez bem presente, do jeito que eu gosto. Aromas doces, com algo de pimenta preta. Não passa por madeira, tem paladar macio, com taninos bem agradáveis. Vai bem com pratos simples a base de carne vermelha e queijos de massa mole, mas é possível beber a garrafa num piscar de olhos, antes da comida chegar!

Tintos para aquecer o final de semana

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Vinho é bom em qualquer ocasião e vai tão bem tanto à beira da piscina quanto em frente à lareira. Mas o fato é que determinados vinhos ficam melhores quando cai a temperatura, enquanto outros parecem feitos sob medida para os dias quentes.

Não é preciso se limitar aos tintos: é possível encontrar brancos, rosés, fortificados – e até espumantes – que combinam com o clima frio. Porém é preciso buscar elementos em comum: geralmente são opções mais encorpadas, alcoólicas, aromáticas e complexas.

Por outro lado, nosso paladar parece ficar mais voraz, ávido por alimentos mais calóricos, que ajudem nosso corpo a manter a temperatura, como cozidos, assados e molhos encorpados. Sopas cremosas, risotos, massas gratinadas, fondues, queijos e embutidos… Os pratos de inverno parecem feitos para acompanhar uma garrafa de vinho!

Pensando em todas estas delícias típicas da estação, e levando em consideração que os tintos são os vinhos mais procurados nesta temporada, selecionei opções deliciosas para acertar em cheio as harmonizações nestes dias de clima frio. Além destas opções, uma boa dica é procurar tintos feitos de Cabernet Sauvignon, Shiraz da Austrália,  Garnacha da Espanha, a Malbec na Argentina e a Tannat do Brasil e do Uruguai. Eles costumam ser encorpados e robustos. Confira a seleção a seguir:

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  • Cono Sur Bicicleta Carménère (Chile, Ville Du Vin) – R$ 55,00 – Elaborado pela excelente Cono Sur, destaca-se pelos aroma de frutas vermelhas e notas herbáceas, típicas da uva Carménère. Amadurece 9 meses em barricas de carvalho, o que confere mais corpo e estrutura. Vai bem com cozidos e guisados de carne.

 

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  • Aves Del Sur Cabernet Sauvignon Reserva (Chile, Pão de Açúcar) – R$ 39,90 – A interessante linha Aves del Sur é feita pela Carta Vieja, no Chile, e distribuída com exclusividade pelo Pão de Açúcar. Um belo achado de supermercado, com destaque para o Cabernet Sauvignon, com aromas de fruta vermelha madura e notas de café e chocolate. Uma boa pedida para os pratos mais intensos de inverno.

 

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  • Callia Alta Shiraz Bonarda (Argentina, Baccos´s) – R$ 57,60 – Feito com 70% Shiraz e 30% Bonarda, este tinto está sempre na lista dos bons e baratos do mercado. No nariz, tem aromas intensos de frutas vermelhas maduras, especiarias e toques defumados. Combina bem com carnes grelhadas, massas e queijos de pasta mole

 

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  • Clos de Torribas Crianza (Espanha, Pão de Açúcar) – R$ 44,90 – Mais um achado das grandes redes, este corte de Tempranillo e Cabernet Sauvignon tem acidez na medida, taninos suaves e bom final de boca. Fica perfeito com tábua de queijos e embutidos.

 

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  • Aurora Tannat Reserva (Brasil, Pão de Açúcar) – R$ 40,25 – A Tannat é uma uva bastante tânica e rende vinhos bem estruturados. Típica do Uruguai, ela também se destaca por aqui, e este exemplar é uma boa opção para conhecer esta famosa uva. Amadurece 10 meses em barrica de carvalho, o que confere taninos mais macios ao vinho. Os aromas remetem à frutas negras maduras, especiarias e grãos de café tostados. Acompanha bem costelas bovinas e queijos maturados.

Vinho 365 | #315 – Crios de Susana Balbo Syrah Bonarda

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  • Crios de Susana Balbo Syrah Bonarda, Argentina (Wine.com, R$ 56,00)

Tive a oportunidade de recomendar este vinho em diversas outras ocasiões e nunca me arrependo. Este rótulo foi um dos responsáveis por me apresentar o potencial da Argentina na elaboração de vinhos bem feitos, de ótimo custo benefício e que conseguem manter a qualidade ano após ano, e por esta razão nunca falta na minha adega.

Feito pela competente equipe enológica de Susana Balbo, referência na Argentina, é um corte de 50% Syrah e 50% Bonarda, uva que vem se destacando no país na elaboração de vinhos fáceis de beber. Os vinhos da linha Crios surgem em 2001, como forma de homenagear os filhos da Susana Balbo. O rótulo traz esta referência materna  através da mão maior protegendo as duas menores de seus filhos e os vinhos foram pensados para serem consumidos jovens, com bastante referência de fruta fresca e excelente equilíbrio e concentração.

Este aqui destaca-se pelos aromas de frutas vermelhas, como amora, ameixa e cereja, e toques em especiarias. No paladar tem boa acidez, taninos bem macios e boa persistência. Bem verstátil a mesa, vai bem com pratos do dia a dia, como penne ao pomodoro, filé mignon acebolado, churrasco, carne de panela com legumes, entre outros.

 

 

 

Vinho 365 | #120 – Norton Cosecha tardia

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A Norton é uma das vinícolas argentinas mais conhecidas por aqui e elabora uma ampla gama de vinhos. Foi fundada em 1895 pelo inglês Edmund J. P. Norton, engenheiro responsável pela construção de ferrovias na Argentina, que se encantou por Mendoza. Uma informação que poucos sabem é que em 1989, Gernot Langes Swarovski, da família austríaca de cristais, comprou a propriedade e investiu em tecnologias e mão de obra local competente para tornar a Bodega Norton em uma das mais importantes vinícolas da Argentina.

Atualmente possuem cinco fincas, distribuídas em cinco importantes terroirs da região: Perdriel, La Colonia, Agrelo, Lunlunta e Medrano e os vinhos levam assinatura do experiente enólogo Jorge Riccitelli, nomeado enólogo do ano pela revista “Wine Enthusiast” em 2012.

Não é a primeira vez que falo da Norton por aqui e acho que este rótulo também merece destaque. Não é fácil encontrar vinho de colheita tardia bem feito, com acidez equilibrada e doçura na medida, e ainda abaixo dos R$ 50,00!

Elaborado com uvas Chardonnay colhidas tardiamente, e ricas em açúcar, este vinho doce natural possui aromas agradáveis de mel e frutas brancas maduras. Um vinho que, dependendo das escolhas, pode acompanhar uma refeição inteira. Experimente com queijos azuis, ou com uma salada de frutas fresquinhas, fica uma delícia.

 

Vinho 365 | #97 – Norton Roble Merlot

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  • Norton Roble Merlot, Argentina (Mambo, R$ 45,65)

A Norton é uma das vinícolas argentinas mais conhecidas por aqui e elabora uma ampla gama de vinhos. Foi fundada em 1895 pelo inglês Edmund J. P. Norton, engenheiro responsável pela construção de ferrovias na Argentina, que se encantou por Mendoza. Uma informação que poucos sabem é que em 1989, Gernot Langes Swarovski, da família austríaca de cristais, comprou a propriedade e investiu em tecnologias e mão de obra local competente para tornar a Bodega Norton em uma das mais importantes vinícolas da Argentina. Atualmente possuem cinco fincas, distribuídas em cinco importantes terroirs da região: Perdriel, La Colonia, Agrelo, Lunlunta e Medrano e os vinhos levam assinatura do experiente enólogo Jorge Riccitelli, nomeado enólogo do ano pela revista “Wine Enthusiast” em 2012.

Delícias do restaurante da vinícola, o La Vid

Selecionei o Roble Merlot  para ilustrar esta linha. Roble significa carvalho, em espanhol, o que significa que os vinhos desta linha passam por estágio em barricas de carvalho francês. São elaborados com uvas provenientes de vinhedos com cerca de 20 anos de idade e em geral se caracterizam pelo frutado, com taninos macios e leve toque de madeira. Este Merlot representa bem a tipicidade desta uva. Aromas doces, paladar macio e acidez na medida, é ideal para aqueles que gostam de vinhos para acompanhar pratos de aves e peixes de carne escura, como o atum.

Vinho 365 | #65 – Pacha-Mama Torrontés

  • Imagem1Las Moras Pacha-Mama Torrontés, Argentina (Imp. Decanter, R$ 48,60)

Não é a primeira vez que menciono a vinícola argentina Las Moras aqui no Blog, mas vale sempre mencionar o potencial deste produtor. Selecionei mais um rótulo dele para ilustrar este projeto, desta vez falo do Pacha-Mama Torrontés, vinho branco que considero perfeito para os dias quentes, além de super gastronômico.

Relembrando, Las moras foi a primeira vinícola a elaborar grandes vinhos na atualmente prestigiada região de San Juan e trabalha dentro do conceito de “harmonia viva”, respeitando com práticas sustentáveis e orgânicas o meio ambiente e as pessoas. A linha Las Moras é um sucesso em todo o mundo, quer pela explosão de fruta que apresenta, quer pela acurada expressão varietal, apenas sublinhada pela tipicidade de San Juan e por um inteligente toque de madeira, quando necessário.

Como curiosidade, Pacha-Mama é a deidade máxima dos povos indígenas andinos, a “Terra Mãe” em quíchua, símbolo da fertilidade, da criação e da colheita. Os vinhos Pacha-Mama são elaborados com uvas 100% orgânicas, respeitando a terra para dela extrair os melhores frutos.

No nariz, é a elegante definição do varietal Torrontés, com aromas típicos de lichia, frutas tropicais e notas florais. Paladar mais intenso e estruturado, com longo e perfumado final. Ideal com pratos com pegada mais asiática, rico em temperos e sabores. Tempura de camarões e legumes servido com caldo oriental, gyosa com carne de porco e gengibre, excelente com curry de frutos do mar, servido com arroz jasmim.