Nederburg Jazz Wine Concert em SP

Acontece neste sábado o Nederburg Jazz Wine Concert, evento itinerante promovido pela vinícola Sul-Africana Nederburg onde o vinho é celebrado pelo Jazz.

Gosto muito destas iniciativas de promoção do vinho com uma proposta informal, leve e descontraída, exatamente como deve ser o seu consumo: em uma tarde despretensiosa, ouvindo música e batendo papo com os amigos. Sem as firulas habituais que ainda persistem – e que, em muitos casos, não passam de mero esnobismo.

Anotem na agenda: no dia 16 de junho, sábado, o Nederburg Jazz Wine Concert vai unir música e vinho no Café Suplicy Mirante 9 de Julho. A atração musical será do Saxofonista Wagner Barbosa DUO, músico reconhecido como expressivo saxofonista brasileiro com o sotaque do jazz americano. Enquanto rola o show, uma Wine Bike estará à disposição com três rótulos da vinícola: o tinto Nederburg 1791 Pinotage, o branco 1791 Sauvignon Blanc e o agradável Rosé Nederburg, vendidos a preços especiais: R$15,00 a taça ou R$70,00 a garrafa.

De acordo com Sabrina Thomé, gerente de vinhos da Casa Flora (importadora que traz a Nederburg para o Brasil), “a relação da vinícola Nederburg com o Jazz não é uma novidade para a marca, em seu país de origem e nos mercados ao redor do mundo onde atua, tem uma ligação muito estreita com eventos relacionados a boa música e em especial a esse estilo”. Imperdível!

Informações:

Nederburg Jazz Wine Concert

  • Quando? 16/06, sábado
  • Horário: 17h00 às 20h00
  • Onde? Café Suplicy Mirante 9 de Julho – Rua Carlos Comenale, sn – Bela Vista – São Paulo
  • Quanto? Evento gratuito e aberto ao público
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Vinho 365 | #27 – Balance Cabernet Sauvignon & Merlot

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  • Balance Cabernet Sauvignon & Merlot, África do Sul (Imp. Qual Vinho, R$ 48,00)

Tive a oportunidade de degustar este vinho em uma feira aqui em SP e me impressionou bastante a relação custo x benefício. Tudo nele é lindo: o rótulo, o blend e o preço. Ainda pouco conhecido, valeu a pena a descoberta e eu faço questão de dividir com vocês.

Elaborado pela Overhex Wines,  uma das cooperativas mais dinâmicas no cenário Sul Africano. Criatividade e flexibilidade são as chaves para se criar vinhos memoráveis, segundo o produtor. Os vinhos da linha Balance são vinhos fáceis de beber e excelentes para o dia a dia. Equilíbrio, taninos macios e sabores frutados descrevem este vinho, assim como os outros da linha que eu falarei posteriormente.

Feito com 50% Cabernet Sauvignon e 50% Merlot, tem aromas de frutas maduras, nozes e toque de madeira bem integrada. Na boca é fresco, com boa acidez. Um delicioso e equilibrado vinho para ser consumido no dia a dia. Vai bem com pratos variados, desde a pizza de calabresa até carnes um pouco mais elaboradas.

 

Vinho 365 | #7 – Robertson Chenin Blanc

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  • Robertson Chenin Blanc, África do Sul (Imp. Vinci, R$ 39,48)

A uva Chenin Blanc, pouco conhecida pelos consumidores iniciantes, é uma das uvas brancas que melhor se adaptaram ao clima da África do Sul, originando vinhos incrivelmente frescos e aromáticos. Este exemplar é elaborado pela Robertson, vinícola fundada em 1941 e que se dedica a produzir vinhos frequentemente reconhecidos como excelentes best-buys internacionais.

Vinho elaborado na região de mesmo nome, Robertson Valley, localizado no meio do território africano, não muito longe da Cidade do Cabo e deve seu nome ao Reverendo William Robertson, um pastor escocês que no século XIX foi pioneiro no desenvolvimento da agricultura numa região então inóspita e extremamente selvagem.

O vinho é delicioso, com aromas cítricos bem agradáveis e paladar com ótima acidez, ideal como aperitivo ou para acompanhar frutos do mar, salmão defumado, frango assado e leitão. Recomendo para quem quer acrescentar uma nova uva no repertório de degustação!

Vinhos que cabem no bolso

menu_178_outubro-235x300Boas matérias merecem ser compartilhadas, principalmente quando o tema refere-se a dicas de boas compras. Melhor ainda se estes achados forem vinhos até R$ 60,00, indicados por quem entende do assunto.  Folheando a revista Menu de Outubro li, reli e concordei com as observações da matéria “Vinhos que cabem no bolso”, escrito pela Suzana Barelli e Manuel Luz.

Como o artigo tem tudo a ver com o tema deste blog, recomendo sem medo a leitura. Destaco aqui alguns trechos e 5 rótulos (de uma seleção de 19) com preço máximo de R$ 65, todos provados às cegas pela equipe de sommeliers convidados da revista:

“A valorização do dólar frente ao real e o reajuste da ST, imposto que muda a incidência do ICMS no vinho, caíram como uma bomba em nosso mercado em setembro. O reajuste médio de 10% só não foi maior porque as vendas não andam nada boas.

Para responder a esta indagação, a Menu colocou um teto de R$ 65 e foi atrás de rótulos que, teoricamente, têm qualidade nessa faixa de preço. Vasculhamos nossos cadernos de degustação e perguntamos para as importadoras quais tintos, em seu portfólio, poderiam ser considerados bons custos-benefícios dentro desse valor estabelecido. A maioria das respostas indicava vinhos chilenos, argentinos ou portugueses, não por acaso os mais procurados pelos consumidores quando o assunto é preço, mas também uma bebida bem-feita, com qualidade”:

 

De Martino

Syrah Reserva 347 Vineyards 2011 – Maipo, Chile (Decanter, R$ 55,60): Uvas da região do Maipo dão origem a este tinto de cor rubi violácea da De Martino. No nariz, aromas de frutas vermelhas maduras na medida certa, um toque de goiaba, que revela sua origem, e especiarias. De corpo leve para mediano, tem taninos redondos, bem moldados, com leve toque de álcool a mais. Tem 13,5% de álcool.

 

Ilógico

Ilógico 2009 – Alentejo, Portugal (Viníssimo, R$ 40,37): O enólogo Antônio Saramago elabora este tinto com aragonês e syrah, com rápida passagem em barricas de carvalho (três meses). Tem cor rubi clara, de boa transparência. Seus aromas, mais maduros, trazem notas de envelhecimento, com pouca fruta, e chocolate amargo. Agradável no paladar, com taninos bem mesclados com seu corpo de média intensidade, e um toque mineral. Tem 13,5% de álcool.

 

gsm

GSM J.V.Fleury 2011 – Rhône, França (Ravin, R$ 65,00): Tinto da Vidal Fleury, considerada a vinícola mais antiga em atividade em Côte-Rôtie, desde 1781, é elaborado com 50% de garnacha, 30% de syrah e 20% de mourvèdre. Tem cor rubi de média intensidade, com aromas de frutas vermelhas, baunilha e algo herbáceo. No paladar, é marcado por seus taninos intensos, que encobrem sua acidez. Tem 13,5% de álcool.

 

Borsao

Borsao Selección 2012 – Campo de Borja, Espanha (World Wine, R$ 52,90): Antiga cooperativa transformada em vinícola em 2001, a Borsao elabora este tinto que já foi definido como bom exemplo de custo-benefício pelo crítico Robert Parker. Sua base é garnacha mesclada com tempranillo e cabernet sauvignon. Tem cor rubi violácea, com aromas de frutas escuras, como ameixas e amoras, e algo herbáceo. Tem corpo médio para encorpado, com taninos marcados e baixa acidez. Tem 14,5% de álcool.

 

haras

Haras de Pirque Carmenére Reserva 2011 – Maipo, Chile (Winebrands, R$ 51,00): De cor rubi violácea, tem um improvável aroma de vinho branco, com notas de goiaba branca, erva doce e especiarias. No paladar, corpo de média intensidade, com tanino secante, boa persistência e leve amargor final. Tem 14% de álcool.

 

Balance

Balance Pinotage Winemakers Selection 2011 – Western Cape, África do Sul (Qual Vinho, R$ 55,00): De cor rubi de média intensidade, o representante da África do Sul é elaborado apenas com a pinotage. Tem aromas frutados, com notas de cereja, e algo de ervas de provence. Leve e redondo no paladar, com taninos macios, baixa acidez e uma sensação de demi-sec na boca. Tem 14% de álcool.

O vinho do peru

Um dos maiores desafios durante os preparativos da ceia de Natal é escolher os vinhos que harmonizem com o tradicional peru, entre todos os demais  pratos típicos desta data. Para facilitar este momento, confira algumas opções interessantes para acompanhar as principais delícias natalinas:

Para as entradas, como castanhas, nozes e saladas de maionese:

Para os aperitivos, como as castanhas, nozes, amêndoas e a famosa maionese de Natal, prefira os espumantes brut ou brancos leves com boa acidez, que ajudam a amenizar a sensação de gordura no paladar:

1) Gato Negro Sauvignon Blanc, Chile (Imigrantes Bebidas, R$16,99)

2) Freixenet Tournée Brut, Espanha (Imigrantes Bebidas, R$20,99)

3) Orvietto Docg Piccini, Itália (Imp. Vinci, R$30,25)

4) Andeluna Torrontés, Argentina (Imp. World Wine, R$36,00)

5) Mionetto Vivo Rosé, Itália (Imp. World Wine, R$48,00)

Para acompanhar os peixes e crustáceos:

Para este que é um dos pratos mais tradicionais na ceia de final de ano, os vinhos brancos são a companhia ideal, uma vez que os taninos do vinho tinto podem torná-lo metalizado quando combinados com o sabor marcante e o toque iodado dos pescados. Alguns tintos leves, por outro lado, podem acompanhar perfeitamente peixes com sabores mais intensos. Peixes mais gordurosos vão bem com um vinho com maior acidez, como os brancos elaborados com  Sauvignon Blanc:

1) Luis Felipe Edwards Chardonnay, Chile (Pão de Açúcar, R$19,15)

2) Robertson Chenin Blanc, África do Sul (Imp. Vinci, R$25,18)

3) Altas Cumbres Viognier, Argentina (Pão de Açúcar, R$29,00)

4) Urban Sauvignon Blanc, Argentina (Imp. Vinci, R$29,57)

5) Rio Bio Reserva Pinot Noir, Chile (Imp. Expand, R$39,80)

Para acompanhar pratos à base de bacalhau:

O bacalhau faz parte de diversas datas comemorativas, reflexo da herança cultural deixada pelos nossos amigos portugueses. Tradicionalmente assado em postas, desfiado com batatas ou somente preparado com azeite, pede vinhos brancos mais encorpados, tintos com boa acidez ou tintos mais envelhecidos, já com os taninos bem macios:

1) Grandjó Douro Branco, Portugal (Imigrantes Bebidas, R$24,99)

2) Aurora Reserva Chardonnay, Brasil (Imigrantes Bebidas, R$28,99)

3) Terrazas Alto Chardonnay, Chile (Imigrantes Bebidas, R$33,99)

4) Viña Borgia, Espanha (Imp. World Wine, R$35,00)

5) Rio de los Pájaros Pinot Noir, Uruguai (Imp. Mistral, R$39,71)

Para acompanhar Peru e Chester:

Peru e Chester são aves de carne macia e delicada, que pedem tintos de médio corpo ou brancos mais estruturados. Como esta época do ano é marcada pelas altas temperaturas, os vinhos rosés também são uma ótima alternativa para acompanhar estas delícias natalinas:

1) Petirrojo Merlot, Argentina (Imp. World Wine, R$28,00)

2) Crios Rosé Malbec, Argentina (Imigrantes Bebidas, R$29,99)

3) Duetto Casa Valduga Sangiovese/Barbera, Brasil (Imigrantes Bebidas, R$33,99)

4) Catamayor Viognier Reserva, Uruguai (Imp. World Wine, R$42,00)

5) Château Bel Air, França (Imp. Mistral, R$46,47)

Para acompanhar Tender:

O tender, presença obrigatória nas festas de fim de ano, é muito saboroso e caracteriza-se pelo toque defumado. Na maioria das vezes, o molho do tender é doce, combinando melhor com um tinto leve e cheio de fruta:

1) Tilia Merlot, Argentina (Imp. Vinci, R$26,87)

2) Altosur Merlot, Argentina (Imp. Word Wine, R$29,00)

3) Urban Uco Tempranillo, Argentina (Imp. Vinci, R$37,01)

4) La Vieille Ferme Rouge, França (Imp. World Wine, R$45,00)

5) Poggiotondo IGT Toscana Rosso, Itália (Imp. World Wine, R$48,00)

Para acompanhar Pernil e Leitão

Muito saborosas, os cortes suínos geralmente pedem vinhos tintos mais estruturados, rico em taninos e com boa acidez, para contrapor a gordura. A exceção fica com o lombo e as carnes mais claras, que combinam muito bem com diversas opções de brancos:

1) Tarapacá Cosecha Malbec, Argentina (Imigrantes Bebidas, R$17,99)

2) Postales Del Fin Del Mundo Malbec/Shiraz, Argentina (Imigrantes Bebidas, R$28,99)

3) Château Los Boldos Cabernet Tradition, Chile (Imp. World Wine, R$33,00)

4) Armador Carmenère, Chile (Imp. World Wine, R$39,00)

5) Cusumano Syrah, Itália (Imigrantes Bebidas, R$43,99)

Para acompanhar o doce Panettone, o bolo de reis e a rabanada:

O Panettone nasceu na Itália e é indispensável nas festas de fim de ano, em diversos  países do mundo. Trazido ao Brasil por imigrantes Italianos durante a Segunda Guerra Mundial, é tradicionalmente feito com frutas cristalizadas e uvas-passas, mas já é possível encontrar inúmeras variações, igualmente deliciosas. A melhor opção para acompanhar o Panettone (e os demais doces similares) são os vinhos delicados e levemente doces, como o Moscato d´Asti ou vinhos leves de colheita tardia. Já a rabanada, por ser bastante doce, pede vinhos de sobremesa bem ricos, com bastante açúcar residual, como os vinhos do Porto:

1) Espumante Salton Moscatel, Brasil (Imigrantes Bebidas, R$19,99)

2) Tarapacá Late Harvest, Chile (Imigrantes Bebidas, R$29,99)

3) Porto Messias Ruby, Portugal (Imigrantes Bebidas, R$37,99)

4) Valdouro Tawny, Portugal (Imigrantes Bebidas, R$41,99)

5) Batasiolo Moscato D’Asti (Imigrantes Bebidas, R$43,99)