La Liga de Enólogos

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Novidade da Argentina, La Liga de Enólogos busca se aproximar dos Millennials

Descobri por acaso esta linha de vinhos trazidos pela Wine e fiquei surpresa com o conceito do projeto e com a qualidade de seus rótulos.

La Liga de Enólogos surge com a proposta de apresentar seus vinhos  para um consumidor mais novo, principalmente os millennials. Este público, em sua maioria jovens de até 30 anos, mudaram a forma de consumir música, trabalhar ou assistir a um filme e não se identificam com o universo do vinho. Pelo contrário. Na Argentina, este público migrou para a cerveja e atrai-los para o vinho é um dos desafios do mercado na atualidade.

Para se ter uma ideia, em 2001 o argentino consumia exatamente a mesma quantidade de vinho e cerveja: cerca de 1.250 milhões de litros cada. Este consumo foi se transformando no decorrer dos anos e em 2017 o cenário era completamente diferente: as vendas de vinhos ficaram em torno de 900 milhões de litros enquanto a cerveja saltou para 2.000 milhões. Assim, enquanto o consumo de vinho está hoje na ordem de 20 litros per capita, a cerveja é quase o dobro deste nível. (fonte: Observatório Vitivinícola Argentino)

E quem melhor do que jovens enólogos para identificar as preferências deste público? Neste contexto nasce a Liga de Enólogos, sete amigos e profissionais que se reuniram para elaborar vinhos bem feitos, despretensiosos e fáceis de beber, com rótulos modernos e divertidos. A primeira linha desenvolvida, El Bautismo, é composta por 4 rótulos inspirados na identidade de suas origens, ou seja, feitos com uvas autóctones da Itália, Espanha e Argentina.

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Integrantes de La Liga de Enólogos, grupo de amigos que se uniram para elaborar vinhos divertidos e descomplicados.

A Wine acertou mais uma vez em apostar neste perfil de vinhos e por um preço que condiz com a proposta original da linha. Confira abaixo o estilo de cada um deles e escolha o seu – eu arriscaria na linha toda! 😉

 

El Bautismo Blend de Blancas Dulces

  • BB4 El Bautismo Blend de Blancas Dulces 2017 (Wine.com, de R$ 38,90 por R$ 33,07) Branco delicado feito com Torrontés (70%), Moscatel (15%) e Pedro Giménez (15%), um original corte de uvas brancas de origem espanhola para honrar os antepassados que elegeram terras argentinas como seu lugar. Muito aromático, com destaque para lichia, jasmim e frutas brancas. Na boca é leve, com doçura equilibrada com acidez. Opção para quem gosta de vinho doce, mas não tão doce assim. Para beber geladinho – sozinho, acompanhando doces leves ou canapés adocicados.

 

El Bautismo El Criollo Rosado

  • El Bautismo El Criollo Rosado 2017 (Wine.com, de R$ 38,90 por R$ 33,07) Rosé bem diferente feito com a Criolla, uma uva nativa da Argentina e que foi a base dos vinhos de antigamente. Classificado como meio-seco (ou demi-sec), também é uma opção para os adeptos de vinhos com mais doçura, mas sem ser enjoativo. Bem feito, destaca-se pela cor clarinha e pelos aromas florais e de frutas vermelhas. Leve, frutado, com agradável acidez. Recomendado com diversas opções de pratos, como camarão empanado, talharim com molho rosé, risoto caprese, salmão grelhado, espetinho de legumes ou salada primavera, por exemplo.

 

El Bautismo Malbec

  • M4 El Bautismo Malbec 2017 (Wine.com, de R$ 38,90 por R$ 26,45) Elaborado com Malbec, uma reinterpretação da uva que é orgulho nacional e símbolo do país. Aromas típicos da variedade, com notas de frutas pretas e vermelhas. Na boca é elegante, com taninos macios e persistentes. Vai bem com costelinha suína com molho barbecue, pizza com cogumelos, penne à bolonhesa, fraldinha cozida, entre outros. Muito versátil à mesa.

 

El Bautismo Blend de Tintas

  • BT4 El Bautismo Blend de Tintas 2017 (Wine.com. de R$ 38,90 por R$ 26,45) Tinto inusitado feito com as uvas Raboso Veronés, Freisa, Sangiovette, Nebbiolo e Lambrusco, variedades de origem italiana escolhidas para homenagear seus antepassados. Vinho frutado, com taninos macios e um sabor que permanece no paladar. Baixa graduação alcoólica, fácil de beber. Vai bem com hambúrguer, estrogonofe de carne, bife com batata frita, ou seja, pratos gostosos do dia-a-dia.

 

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King Rabbit, o barato da França

Rótulos são inspirados no coelho da Alice no País das Maravilhas

Novidade no mercado, os vinhos King Rabbit se destacam pela proposta ousada e irreverente, apresentando um lado menos formal dos vinhos franceses. Os três rótulos da linha são elaborados na região de Languedoc-Roussilon, tradicional área vitivinícola com mais de 2 mil anos de história, e foram concebidos para para serem degustados a qualquer momento e sem formalidades.

O grande diferencial da linha King Rabbit são os rótulos modernos, com cores vibrantes, assinados pelo artista francês Gildas Coudrais. Todos os rótulos vêm com a imagem estilizada do coelho da Alice no País das Maravilhas, que vivia correndo atrás da felicidade, mas que esquecia de viver o momento presente. A proposta da linha King Rabbit é exatamente esta: degustar a vida e vivenciar o prazer de beber um bom vinho hoje, sem complicação!King Rabbit Rosé

King Rabbit Blanc

King Rabbit Rouge

Agora a melhor parte: Os vinhos custam em média R$ 55,00. Onde encontrar?

O que esperar nas prateleiras em 2018?

Tendências 2018 (4)

Fique atento às principais tendências de consumo no mundo do vinho, que certamente vão refletir em boas oportunidades de compra por aqui. São dicas valiosas, apontadas por diversos sites e publicações de vários países que dão um norte do que esperar para este ano que promete ser intenso em novidades no mercado:

1. As garrafas magnum 

Diversos sites apontam esta como uma das principais tendências para o ano. De acordo com a importadora Grand Cru, as garrafas magnum, com capacidade para 1,5 litros, são uma ótima opção para grandes eventos, como festas de casamento. Além de chamarem atenção pelo tamanho, oferecem um bom custo-benefício, pois às vezes, têm preço mais baixo do que duas garrafas de 750 ml.

01_Club Carmenére 1500ml            Club des Sommeliers Carménère 1500ml (Pão de Açúcar, R$ 46,25)

2. Vinhos do leste europeu no centro das atenções

Especialistas acreditam que neste ano as variedades menos comerciais, provenientes de países desconhecidos no mundo dos vinhos, vão atrair a atenção dos consumidores. Neste cenário, os vinhos do leste europeu vão chamar a atenção e prometem ocupar um espaço maior nas gôndolas do mercado. Para ilustrar esta tendência, o Concours Mondial de Bruxelles, tradicional concurso que avalia e elege os melhores vinhos do mundo em diversos países, divulgou que entre 2015 e 2017, as inscrições de vinhos da Europa Oriental aumentaram 42,9%. Em 2017, dois países da Europa Oriental – Bulgária e República Checa – entraram na lista dos que conquistaram medalhas. Além dos tradicionais vinhos da Hungria, que já estão bem consolidados no mercado, há boas opções da Eslovênia já disponíveis por aqui:

02_Puklavec Delicious.Puklavec Delicious Branco (Vino Mundi, R$ 45,90) – Este vinho é uma mistura interessante das uvas Furmint, Welschriesling e um toque de Chardonnay. Destaca-se pela acidez “crocante”, muito suculento, perfeito para acompanhar frutos do mar, carnes brancas e saladas.

3. Vinhos Premium do Chile e da Argentina

Os vinhos do Chile e da Argentina sempre foram associados como bons e baratos por aqui. Atualmente ainda vale a máxima de que é possível encontrar rótulos com de boa qualidade a preços bem abaixo da média. Mas o destaque deste ano vai para os vinhos de alta gama da América do Sul, com enorme potencial em nosso mercado. Vinícolas chilenas e argentinas apostam cada vez mais em qualidade, conseguindo avaliações muito positivas em guias de pontuação internacionais com seus rótulos mais icônicos. O Vivino, maior aplicativo de vinhos do mundo, confirma esta tendência para o ano: de acordo com seu ranking anual Wine Style Awards, que destaca as preferências de seus 26 milhões de usuários mundo afora,  o melhor vinho do ano foi o Viña Cobos Volturno 2010, disponível no Brasil por R$ 1.799,00! Mas não é preciso investir esta pequena fortuna para saber do que estamos falando. Marcelo Retamal, enólogo chileno considerado um dos 30 mais influentes do mundo, lançou seu projeto pessoal Viñedos de Alcohuaz com vinhos que simbolizam esta nova fase do Chile. Experimente o VIÑEDOS DE ALCOHUAZ GRUS 2014, um interessante blend de Syrah, Garnacha,  Malbec e Petit Syrah, que recebeu 95 Pontos no guia DESCORCHADOS –  além de ter sido eleita Vinícola Revelação do Ano!

03_Grus.Viñedos de Alcohuaz Grus (Decanter, R$ 232,10)

4. Os drinks feitos com vinho vieram para ficar

Como já bem pontuou o blog da Grand Cru, “Se a coquetelaria reviveu os seus momentos de glória nos últimos anos, os vinhos aproveitaram a carona e ganharam espaço de destaque do outro lado do bar.” Indo na onda do sucesso do Aperol Spritz, os drinks feitos com espumantes decolaram, assim como a Sangria, o Clericot e o Porto Tonic, todos com vinho como ingrediente principal. Tudo indica que a tendência permanece neste ano e que os consumidores se preocupam cada vez mais com a qualidade do vinho utilizado na coquetelaria.

Encontre no blog da Grand Cru um guia completo com 9 receitas de drinks com vinho ou compre uma garrafa de Bossa Bellini, já prontinho para abrir!

4_Bossa Bellini.Bossa Nº6 Bellini (Decanter, R$ 49,90)

5. Embalagens alternativas e lugares inusitados 

Uma das situações que mais me empolgam nesta jornada é observar o vinho tirando o paletó e se apresentando em trajes cada vez mais informais ao mercado. Se antes abrir uma garrafa de vinho estava reservado a momentos especiais, como um jantar romântico ou brinde de comemoração, agora chegou a vez de brindar também os momentos mais triviais – uma taça em casa quando chega do trabalho, acompanhando uma refeição simples do dia a dia ou um despretensioso piquenique no parque, por exemplo. Para companhar esta tendência, é possível encontrar com mais frequência vinhos em embalagens práticas, como Bag-In-Box, e a consolidação da vedação de rosca para vinhos do dia-a-dia, que facilitam e muito o serviço. Fora do Brasil é possível observar esta tendência com o aumento de boas opções de vinho em lata, em embalagem Tetra Pack e até em Barris, como destacou o Washinton Post em seu artigo sobre tendências para o ano.

05_Arbo.ARBO Merlot 3 Litros (Pão de Açúcar, R$ 79,90) Tinto elaborado pela Vinícola Perini em farroupilha, Rio Grande do Sul, é daqueles vinhos para ter sempre em casa. Feito com a uva Merlot, é frutado, leve e tem pouco álcool, o que facilita o consumo diário (aquela tacinha do final do dia). 3 litros equivalem a 4 garrafas de 750ml, fica menos de 20,00 a unidade. Compensa, não?

6. A revolução do vinho orgânico e natural continuará em 2018

Outra tendência que parece seguir forte neste ano é o aumento no consumo de vinhos orgânicos, naturais e biodinâmicos. O já citado Concours Mondial de Bruxelles menciona que Os consumidores estão mais experientes e curiosos quanto ao que se passa no vinho que consomem. Assim como os foodies se concentram no que está nos seus pratos, os amantes do vinho procuram vinhos feitos com atenção aos detalhes”. Ao longo dos últimos 3 anos o famoso concurso observou um notável crescimento de quase 80% nas inscrições de vinhos orgânicos e biodinâmicos, resultado do forte interesse dos consumidores em ambas as categorias. Esta tendência está super alinhada com a preocupação cada vez maior por uma alimentação saudável, pela procura por ingredientes frescos e sazonais, pelo crescimento de restaurantes e empórios dedicados exclusivamente a insumos orgânicos e pela busca de produtores com fortes vínculos regionais.

06_Adobe Emiliana.Emiliana Adobe Reserva Cabernet Sauvignon (Vino Mundi, R$ 48,90)

7. Você vai comprar mais vinho online

Diversos artigos mencionam a força do online também para o universo do vinho e por aqui não parece ser diferente. A Wine.com e a Evino são destaques neste segmento e estão investindo cada vez mais para conversar com este consumidor, muitos deles iniciantes no vinho. A Wine.com, que tem como acionista o empresário Abilio Dinis, abriu recentemente o Vinho Fácil, site com descontos agressivos em vinhos bem interessantes, de uma seleção enxuta mas atualizada com frequência. Fique atento também aos clubes de assinatura, que são uma excelente oportunidade para conhecer novos rótulos, garimpados por especialistas e entregues mensalmente no conforto de casa.  A Wine.com foi pioneira no formato e hoje já está disponível em diversas importadoras e supermercados, como o Pão de Açúcar por exemplo.

07_Toro LocoToro Loco Crianza (wine.com, de R$ 61,07 por R$ 51,91) – Um dos rótulos de maior sucesso da importadora. Feito na Espanha com as uvas Tempranillo (90%) e Cabernet Sauvignon (10%), tem médio corpo, taninos macios e acidez na medida, com final bem agradável.

8. Vamos consumir mais vinhos portugueses

A invasão de rótulos portugueses de bom custo benefício nas prateleiras dos supermercados não pode ser ignorada. A Viniportugal, Associação do setor encarregada de promover a imagem do país, tem feito um trabalho muito consistente por aqui através de palestras, cursos e degustações com os profissionais e consumidores. Isto significa mais informação sobre uvas e estilos característicos e únicos de Portugal e consequentemente vinhos mais interessantes disponíveis no mercado – muito além dos já conhecidos Casal Garcia Vinho Verde e Periquita, que abriram o mercado.

08_Atlantico.Atlântico tinto (Mambo, R$ 39,90) – Tinto português que representa bem a nova cara de Portugal: rótulos modernos, informações mais claras e preço convidativo. Este aqui é feito com as uvas Alicante Bouschet, Aragonês e Trincadeira, com breve estágio em madeira. Simples, despretensioso e fácil de beber.

9. Maior procura por vinhos de sobremesa

De acordo com o Vivino, surpreende o fato do melhor vinho do ano, eleito pelo público,  ter sido um vinho de sobremesa: tudo bem que estamos falando do icônico Chateau d’Yquem’s 1976 Sauternes, mas o resultado é considerado animador para valorização deste estilo de vinho. Este resultado é positivo em diversos aspectos: estimula os clientes mais reticentes a provar uma taça, ajuda a promover a bebida como opção também para pratos salgados e desmistifica que vinho de sobremesa é somente para quem não gosta de vinho, coisa de “mulherzinha” ou de quem não conhece ou aprecia vinho de verdade. Vamos tomar vinho de sobremesa sim! Este aqui é brasileiro e nunca decepciona:

09_Aurora late harvestAurora Colheita Tardia Branco 500 ml (imigrantes bebidas, R$ 21,99)

10 – Jerez conquista o seu espaço

O site Drink Business, entre outras fontes, destaca novamente a ascensão do Jerez em 2018. Longe de ser novidade, o gosto pelo Jerez permaneceu durante muito tempo restrito a um seleto grupo de aficionados. Antes relacionada como bebida favorita da vovó, agora é vista com frequência nas mãos da geração mais nova. Este sucesso pode ser atribuído em partes pelo renascimento da coquetelaria, que vem utilizando Jerez e outros vinhos fortificados em diversas receitas de drinks – fenômeno também observado com vinho do Porto branco, em refrescantes preparos de Portonic.

10_Jerez La InaJerez Fino La Ina 375ml (Vinci, R$ 82,26) Nunca experimentou Jerez? Comece pelas opções de meia garrafa. Este aqui é bem “expressivo, rico, complexo e equilibrado”, segundo o respeitado guia de vinhos espanhol Guía Peñin.

 11. O movimento “zero açúcar” continua a despertar interesse

No caminho oposto ao dos vinhos doces, destaca-se também os espumantes sem adição de açúcar. Conhecidos como Brut Nature, Sauvage ou Zero Dosage, indicam que quase todo o açúcar do vinho foi fermentado e não há a adição do licor de expedição – uma mistura de vinho adocicado que determina a doçura e estilo do espumante (Brut, Demi Sec, Sec entre outros). Este estilo sempre existiu, mas ganhou notoriedade nos últimos anos e parece se consolidar em 2018. Prova disso é o sucesso no mercado do Lirica Crua, espumante nacional eleito como o melhor do Brasil por diversos especialistas:

11_Lirica CruaLirica Crua (Decanter, R$ 76,40) – Feito com 80% Chardonnay, 10% Gouveio e 10% Pinot Noir, tem na taça certa turbidez devido à presença das leveduras, com bolhas muito finas e persistentes. Na boca tem ótima cremosidade e frescor, além de loooonga persistência.

12. Destaque para a ascensão da Tannat:

O Vivino, já mencionado anteriormente, aponta também o crescimento da uva Tannat no cenário global. Para nós, brasileiros, isto não parece bem uma novidade, mas a previsão é válida e é possível encontrar grande variedade de rótulos com esta uva típica do Uruguai. A escritora de vinhos e especialista Amanda Barnes, diz: “Não subestime a Tannat. Atualmente há uma enorme variedade de rótulos com Tannat do Uruguai – está em todas as regiões vitivinícolas do país e é possível encontrá-la em um vinho tinto concentrado e rico, em um vinho tinto magro e mineral, em um rosé picante e até mesmo em espumantes. Tannat pode ter sido apenas uma vértebra na espinha de Bordeaux, mas é a espinha dorsal do Uruguai “.

12_Brisas del EsteBrisas Del Este Tannat (Wine.com, de R$ R$53,82 por R$ 45,75) – Elaborado pela moderna Bodega Brisas com a uva Tannat, introduzida no Uruguai pelos colonos bascos e cultivada desde então com crescente entusiasmo e expertise. 

Fontes:

  • Blog Grand Cru – “Tendências do mundo do vinho em 2018”
  • Bloomberg – “seven ways the wine world will change in 2018”
  • Forbes – “expert predictions for the wine trends that will shape 2018”
  • Vivino – “wine trends what we learned in 2017 and predictions for 2018”
  • Washington Post – “wine trends for 2018”
  • The Drink Business – “top wine trends for 2018”

As boas compras de janeiro!

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Saiba quais são as boas surpresas entre tantas ofertas de começo de ano!

Janeiro é o mês oficial da promoção. Para quem gosta de vinhos, é uma excelente oportunidade para abastecer a adega com rótulos que chegam a 70% de desconto. As campanhas de grandes ofertas já entraram no calendário das principais importadoras, que aproveitam o momento para “oxigenar” o estoque e oferecer boas oportunidades de compras de rótulos menos comerciais, aqueles que demandam certo empurrãozinho para gerar experimentação.

No entanto, é preciso ficar atento para não levar gato por lebre. Embora o rótulo não informe, vinho tem prazo de validade e algumas garrafas recomenda-se beber o quanto antes, quanto mais jovem melhor. Em certos casos, as lojas querem se livrar do estoque parado e ofertam vinhos que já não estão no auge de seu consumo. O consumidor está cada vez mais preparado para não cair em armadilhas, mas não custa reforçar que a prática ainda existe.

A melhor sugestão para evitar roubadas é se informar. Caso não queira recorrer a ajuda de um profissional na loja ou importadora, busque informações em sites confiáveis na internet. Prefira também as safras mais recentes para os vinhos do dia a dia, aqueles mais baratos que geralmente não passam de R$ 70,00.

Atenção também para os brancos e rosés, que costumam perder frescor depois de 2 ou 3 anos contados à partir da safra destaca ano rótulo. Alguns brancos, como os Rieslings, ganham complexidade com o passar dos anos, mas na dúvida opte pelos mais jovens, se não quiser arriscar. Fique atento também a alguns sinais na garrafa: rótulos com manchas de vinho podem indicar vazamento, a rolha não pode estar estufada e a cápsula deve estar bem posicionada, intacta.

Agora, se quiser aproveitar o momento para apostar em uma garrafa mais cara, ou safra mais antiga, peça ajuda. O vendedor deve estar preparado para oferecer mais informações e orientar sobre o potencial de guarda do rótulo em questão.

Finalmente, esta é a melhor oportunidade para sair do comum e experimentar uvas diferentes ou explorar países e regiões ainda desconhecidas. Por que não convidar os amigos para comprarem juntos, partilharem garrafas e experiências?

Confira uma seleção de importadoras com rótulos bem interessantes para conhecer:

World Wine:

O tradicional Bota-Fora da World Wine vai até 18/02 e oferece mais de 150 rótulos com descontos de 30% a 70%, que podem ser adquiridos nas lojas físicas, televendas e também pelo site. São mais de 150 rótulos, entre tintos, brancos, rosés e espumantes de diversos países:

Brancos:

  • Tabali Reserva Viognier 2015, Chile (De R$ 76,00 por R$ 45,60)
  • Castillo de Liria Viura / Sauvignon Blanc 2015, Espanha (De R$ 44,00 por R$ 26,40)

Tintos:

  • Catalpa Cabernet Sauvignon, Argentina (De R$ 118,00 por R$ 59,00).
  • Serbal Malbec 2016, Argentina (De R$ 77,00 por R$ 38,50)
  • Vinos Guerra Mencía, Espanha (De R$ 59,00 por R$ 23,60).
  • Long Row Shiraz 2015, Austrália (De R$ 66,00 por R$ 46,20)
  • Cono Sur Reserva Especial Pinot Noir 2015, Chile (De R$ 83,00 por R$ 49,80)
  • Château Redon 2014, França (De R$ 100,00 por R$ 60,00)
  • Longue Dog Rouge 2013, França (De R$ 64,00 por R$ 32,00)
  • Mandrarossa Nero d´Avola IGT 2015, Itália (De R$ 88,00 por R$ 44,00)

Vale provar:

  • Château Pajzos Late Harvest Hárslevelu (500ml), Hungria (De 82,00 por R$ 57,40)
    • Ótima oportunidade para experimentar um vinho doce da Hungria
  • Costadune Grillo Chardonnay 2016, Itália (De R$ 54,00 por R$ 35,10)
    • Interessante branco da Sicília, feito com a uva local Grillo
  • Colonia Las Liebres Bonarda 2015 (De R$ 64,00 por R$ 44,80)
    • Ótima oportunidade para conhecer um tinto além da Malbec. Feito com a uva Bonarda, é uma excelente opção para o dia-a-dia

Decanter:

A importadora Decanter, que conta com um dos maiores e mais importantes portfólios de vinho do país, começou nesta quarta, 17/1, o seu “Summer Sale”, que vai até 18/02 ou término dos estoques. São cerca de 50 rótulos, com descontos que variam entre 30% e 50%. É possível comprar pelo site da matriz, localizada em Blumenau, ou aqui em São Paulo, na loja física ou e-commerce.

Brancos:

  • Gros Manseng/Sauvignon I.G.P. 2016 – França – (De R$ 89,60 por R$ 62,72)
  • PradoRey Classic Verdejo Sauvignon 2016 – Espanha – (De R$ 81,10 por R$ 56,77)

Tintos:

  • Château Tour de Luchey 2015 – França, Bordeaux – (De R$ 96,00 por R$ 57,60)
  • Malbec Purple 2015 – França, Cahors – (De R$ 93,30 por R$ 65,31)
  • Petit Torus Tinto 2012 – França, Madiran – (De R$ 95,70 por R$ 66,99)
  • Tannat/Merlot I.G.P. Côtes de Gascogne 2016 – França, Madiran – (De R$ 89,60 por R$ 53,76)
  • Hormiga Roja 2015 – Espanha, Jumila – (De R$ 72,40 por R$ 50,68)

Vale provar:

  • Le Cadet VdP Vaucluse 2015 – França, Rhône – (De R$ 102,30 por R$ 61,38)
    • Vinho feito seguindo o conceito do Biodinamismo, perfeito para conhecer o estilo

Grand Cru

Desde o começo de janeiro a Grand Cru, importadora com mais de 40 lojas pelo país, oferece em seu “Grand Solde” centenas de rótulos do Novo e Velho mundos, com até 55% de desconto. A promoção vai até o dia 28/2 e é possível comprar tanto nas lojas físicas quanto pelo site.

Brancos:

Tintos:

  • Grifo Le Viole Puglia IGP 2017 – Itália, Puglia (De R$ 39,00 por R$ 23,40)
  • Mancura Guardian Reserva Cabernet Sauvignon 2015 – Chile (De R$ 69,00 por R$ 34,50)
  • Zorzal Prófugos Malbec 2014 – Argentina, Mendoza (De R$ 49,00 por R$ 39,20)
  • Morandé Reserva Carmenére 2014 – Chile (De R$ 79,00 por R$ 39,50)
  • Churchills Meio Queijo Douro 2013 – Portugal, Douro (De R$ 69,00 por R$ 55,20)
  • Arrocal Mayorazgo Ribera del Duero 2014 – Espanha (De R$ 64,00 por R$ 48,00)
  • Santoro Negroamaro IGP Puglia 2016 – Itália, Puglia (De R$ 69,00 por R$ 55,20)

Vale provar:

  • Grifo La Melara IGP 2017 – Itália, Puglia (De R$: 39,00 por R$ 23,40)
    • Vinho feito com as uvas Chardonnay e Bombino Bianco, uma das uvas brancas mais finas do sul da Itália 
  • Menguante Tempranillo 2015 – Espanha (De R$ 69,00 por R$ 48,30)
    • Ótima oportunidade para conhecer uma das uvas mais importantes da Espanha em sua versão biodinâmica.

 

 

 

 

 

 

 

 

Peça pela uva: Garnacha

groxaConheça a Garnacha, uva de personalidade forte, como todo espanhol de respeito!

 A Garnacha, uva tinta de origem espanhola, é uma das variedades mais plantadas do mundo, uma vez que consegue se adaptar facilmente em regiões de climas quentes e secos. Uva de muitos nomes pelo mundo, é conhecida como Grenache na França e Cannonau na Sardegna, sendo responsável por vinhos importantes da França, Espanha, Itália e até da Austrália. Na Espanha, a Garnacha é a segunda variedade tinta mais cultivada do país, ficando atrás apenas da emblemática uva Tempranillo.

Mesmo amplamente difundida, seu nome ainda é pouco familiar, quando comparada a uvas consagradas como Cabernet Sauvignon e Chardonnay. Isto por que até algum tempo atrás era considerada uma uva muito alcoólica, cujos vinhos não envelheciam bem e ficava mais interessante quanto utilizada na composição com outras uvas. Hoje, porém, vem fazendo bonito em voo solo e muitos são os varietais de alta qualidade no mercado. Tanto é que existe até um dia para celebrar a uva pelo mundo, o “International Grenache Day” comemorado todo dia 24 de setembro.

Mas o que podemos esperar da Garnacha?

Diferente de vinhos elaborados com a Cabernet Sauvignon, Malbec ou Merlot, a Garnacha oferece tintos com coloração mais leve e delicada. Destaca-se pelos aromas de frutas vermelhas mais frescas, como framboesas, e um herbáceo mais evidente, como alecrim, além de algo de picante. Quando evoluídos, aparecem notas de tabaco e madeira, bem interessantes. Como trata-se de uma uva que se desenvolve em regiões de climas mais quentes e secos, muitas vezes o nível do álcool é elevado, mas os taninos costumam ser bem macios. É preciso certa habilidade do produtor para trabalhar todos estes elementos da Garnacha, mas quando acertam é uma alegria só!

Fonte: wine folly

Você sabia?

Além dos tintos, é uma excelente variedade também para vinhos rosados ou doces fortificados por seu alto nível de açúcar.

♥ É possível encontrar tintos espanhóis de “Garnacha Vieja”, feitos com uvas de parreiras bem antigas (Garnacha Velha), resultando em vinhos escuros, intensos e profundos.

♥ A ilha de Sardenha teve, historicamente, muita influência espanhola. E a Garnacha, como parte dessa herança, também esteve por lá, porém com o nome de Cannonau.

A uva de muitos nomes também pode apresentar diversos sabores, dependendo da região em que é cultivada. Dê uma volta ao mundo com a Garnacha e escolha o seu estilo preferido entre tantas opções!

01legadoMunozLegado Muñoz Garnacha (Imp. Decanter, R$ 57,00) – Este 100% Garnacha é feito em La Mancha, na Espanha, e destaca-se pelos taninos macios e equilibrado frescor. Amadurece somente 3 meses em barricas novas de carvalho americano, que confere aromas discretos de baunilha, coco tostado e especiarias. Vai bem como carne de porco assada e grelhada.

 

03petitsDetoursPetits Détours I.G.P. Pays D’Hérault Collines de la Moure Grenache 2016 (Wine.com, R$ 58,00). O nome é pomposo, mas o vinho é fácil fácil. Elaborado na França, é um Grenache simples, porém leve e bem feito. Tinto frutado, com aromas de especiarias doces, leve e fresco no paladar.

 

04borsaoBorsao Clasico 2015 (Imp. World Wine, R$ 47,00) – Um Garnacha delicioso, de excelente custo x benefício. Um ótimo vinho para o dia a dia, que fica ainda melhor acompanhando pratos de média intensidade .

 

05vinaBravaMiguel Torres Viña Brava Garnacha Cariñena (Pão de Açúcar, R$ 58,50) Este tinto da Miguel Torres é feito com Garnacha e Cariñena, uvas típicas do mediterrâneo. No Viña Brava, o produtor apresenta estas duas cepas em sua forma mais pura, para mostrar o potencial desta interessante combinação. Aromas intensos, com toque de especiarias e frutas vermelhas, tudo com taninos muito agradáveis no paladar.

 

07realCompaniaReal Compañia de Vinos Garnacha 2015 (Imp. Winebrands, R$ 56,00). Outro 100% Garnacha, desta vez de Castilla y León. Produzido sem passagem por madeira, é fácil de beber e acompanha muito bem os embutidos espanhóis.

Para beber mais:

05paulMasDomaine Paul Mas Grenache Noir 2015 (Imp. Decanter, R$ 83,00). Paul Mas é um dos mais relevantes produtores da região do Languedoc-Roussillon, na França, e seu Grenache Noir é uma grata surpresa em seu vasto portfolio. No nariz, destaca-se pelos aromas de frutas vermelhas maduras e especiarias doces. As mesmas impressões se repetem no paladar, com taninos macios, bem equilibrado e com longo final tostado.

 

 

 

Peça pela uva: Pinot Noir

Pinot Noir Wine bottle label hand lettering design on watercolorA delicada Pinot Noir

Entre as uvas tintas mais populares, a Cabernet Sauvignon é a mais conhecida quando pensamos em vinhos encorpados, ricos e estruturados. Em sentido oposto, a Pinot Noir é sempre lembrada pela delicadeza, frescor e sutileza de aromas e sabores. Nascida na Borgonha, França, região sublime para a uva e responsável por alguns dos vinhos mais caros e cobiçados do mundo, adaptou-se também em outros países e hoje destaca-se com maestria em diversas regiões pelo globo. Uva considerada “temperamental”, prefere climas mais frios para apresentar todo o seu potencial, por isso conseguiu bons resultados na Nova Zelândia, em regiões como Oregon, na Califórnia, e também nos vales chilenos de Casablanca e San Antonio, assim como nas zonas mais altas do Vale de Uco, em Mendoza.

Como ela é? Em geral, a Pinot dá origem a vinhos delicados, com raras exceções. Se você prefere vinhos mais adstringentes e robustos, aqui não vai encontrar. Em versões mais simples, a Pinot tem um corpo leve e aromas frescos de framboesa, cereja fresca, ou apresenta caráter floral, com paladar de boa acidez e textura aveludada. Em alguns casos, no Chile, a Pinot Noir oferece estrutura e corpo, mas esta não é a regra. Na Argentina, existem poucos grandes expoentes de estilo clássico, elegantes, complexos e de alto preço. Mas recentemente desembarcaram vários rótulos acessíveis que respeitam a cor pálida e a textura sedosa, típica da variedade.

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Fonte: Winefolly.com

Com o que harmonizo? Ideal para acompanhar peixes gordos como o atum, a garoupa e o salmão. Vai bem também com carnes brancas, como o peru ou frango, sobretudo refogados ou assados. Ainda combina perfeitamente com saladas que incluem carne ou com massas e vegetais.

E a taça? Existe uma ideal? Se você tem sérias intenções com a Pinot Noir, é possível que esteja interessado em comprar a taça “certa” para aproveitar ao máximo as características desta uva. Não há regras específicas sobre qual comprar, mas em geral as taças com bojo mais amplo ajudam a perceber os aromas mais delicados da Pinot Noir.00

Curiosidades:

  • Pinot Noir é a 10ª uva mais plantada no mundo.
  • Pinot Noir é uma das uvas mais antigas, com 1.000 anos a mais do que a Cabernet Sauvignon.
  • A Alemanha é o 3º maior produtor de Pinot Noir, atrás somente da França e dos Estados Unidos. Conhecida como Spätburgunder, são muito característicos e disputados por consumidores de todo o mundo.
  • Onde tem Pinot Noir, tem Chardonnay. Há estudos que indicam que a Chardonnay é um cruzamento de Pinot Noir e Gouais Blanc, e por esta razão a Chardonnay e a Pinot Noir são muitas vezes cultivadas no mesmo terroir. (Ex:. Oregon, Bourgogne e Chile).

Boas compras de Pinot Noir:

 

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  • Cono Sur Bicicleta Pinot Noir (Ville du Vin, R$58,00) – Destaca-se pelos aromas de frutas silvestres e cereja combinadas com algo de tostado. No paladar é redondo, com leve doçura, e taninos finos que lhe conferem uma rica estrutura. Equilibrado e com estilo próprio do Novo Mundo, é um vinho puro e simples, um Pinot Noir jovem e refrescante.

 

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  • Aurora Varietal (Pão de Açúcar, R$ 28,25) – Uma das opções mais acessíveis do mercado, destaca-se por ser elaborado pelo processo de maceração carbônica, mais sutil, e que confere aromas bastante frescos e frutados e um paladar delicado. Vinho bastante jovem e muito agradável. Como mencionado por críticos, a Pinot noir é uma uva difícil, classuda e sempre associada a grandes rótulos. Mas pode ser também uma bebida muito leve, fresca e descomplicada, como este exemplar nacional.

 

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  • Emiliana Adobe Pinot Noir (Vino Mundi, R$ 54,90) – Na minha opinião, uma das melhores opções de bom custo x benefício do mercado, nunca decepciona. Destaca-se pelos aromas de frutas vermelhas frescas, como amoras, notas florais e toques de especiarias, como canela. No paladar, o vinho é equilibrado, com taninos sutis e macios e boa acidez. Seu final de boca é longo e persistente.
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  • Root: 1 Pinot Noir (Wine.com, R$ 46,00) – Boa opção encontrada no site da wine.com, é fresco, com corpo entre leve e médio e taninos discretos. No nariz, tem aroma de morango, cereja, framboesa, notas de especiarias e baunilha. Elaborado pela moderna vinícola Ventisquero, esse rótulo, cujo nome faz referência à primeira raiz da videira, que posteriormente se transforma na raiz mãe, é indicado para os mais diversos momentos e harmonizações, devido ao seu estilo jovem e fácil de agradar. 25% do vinho amadurece por 10 meses em barricas de carvalho, o que confere estas notas mais adocicadas no nariz. Vai bem com iscas de filé acebolado, batata recheada com carne seca, arroz carreteiro, atum grelhado com purê de mandioquinha, espaguete à bolonhesa e queijos semiduros.
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  • Turning Leaf Pinot Noir (Wine.com, R$ 46,00) – Outro achado da wine.com, é uma boa opção para conhecer os Pinots simples da California. Destaca-se pelos aromas de frutas vermelhas e nuances de especiarias. É leve e macio em boca, com toque de doçura e agradável frescor. Breve estágio em barricas de carvalho francês e americano. Combina com atum grelhado com legumes salteados, mix de cogumelos na manteiga, quiche royale, ravióli de abóbora com carne seca, galeto assado, pizza marguerita.

 

Vinho 365 | #287 – Salton Paradoxo Gewurztraminer

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Os vinhos da Salton tem me surpreendido bastante. É possível encontrar boas opções entre espumantes, brancos, tintos e rosés, ideais para o dia-a-dia e sem pesar no bolso, principalmente em tempos de crise e câmbio oscilante. Confesso que tem sido um pouco mais difícil este trabalho de garimpo nas prateleiras, mas não desisto da missão!

A linha Salton Paradoxo tem frescor no conceito e descomplicação, palavras chave para a proposta desta linha. Este aqui, elaborado com a uva Gewurztraminer, é fresco, exótico, com aromas de frutas brancas e cítricas, como pera, lichia, pomelo e abacaxi. Paladar leve e refrescante, de agradável permanência no paladar. Sem passagem por madeira, mantém o frescor e características aromáticas e gustativas da variedade. Agradável como aperitivo nesses dias quentes ou para acompanhar patês, especialmente os com ervas aromáticas, frutos do mar, como camarão e caranguejo e massas com vegetais grelhados.

Segundo os enólogos é uma variedade difícil de ser cultivada e de pouco rendimento no vinhedo, por esta razão há poucos rótulos disponíveis no mercado. Quando encontramos um assim, de bom custo benefício e bem elaborado, é para comprar na hora e ter sempre em casa.