Garrafas que vão bem na mesa de boteco

29 jul

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Compartilho aqui o excelente texto publicado pelo amigo Marcel Miwa no caderno Paladar do Estadão desta semana. É realmente uma pena que os vinhos ainda não tenham encontrado espaço nas mesas de bar em São paulo, como é comum em outros países. Vale a leitura!

Garrafas que vão bem na mesa de boteco

http://blogs.estadao.com.br/paladar/garrafas-que-vao-bem-na-mesa-de-boteco/

É uma pena que os vinhos ainda não tenham encontrado espaço nas mesas de bar em São Paulo, como é comum nos países europeus, especialmente na França, na Itália e na Espanha. Há vinhos que combinam bem com a comida e o ambiente descontraído dos bares.

É claro que ninguém vai a um bar para degustar grandes rótulos, a finalidade de uma botecada (o ato é tão popular que se tornou verbo) é encontrar pessoas e conversar, discutir ou praticar filosofia de boteco. E, é claro, também, beber e comer direito e botecos que tratam mal comida e bebida deveriam ser banidos do universo. Mas daí a achar que alguém vai a um bar com sede e fome de informações profundas sobre comida e bebida, ou em busca de serviço de restaurante estrelado, vai uma grande distância.

O fato, porém, é que, quando chega ao boteco, o vinho tem muitas lições a tirar da cerveja. – que, aliás, se instalou sem cerimônia nos restaurantes, em cartas exclusivas ou ocupando boa parte de cartas de bebidas.

Preço razoável, refrescância e leveza são atributos da cervej a valorizados no ambiente de bar. Com o vinho, é parecido.

O que funciona nos bares é serviço descomplicado, o que se traduz por garrafas vedadas com tampa de rosca (screwcap), modelo único de taça para tintos e brancos. Espumantes e brancos podem tranqüilamente repousar dentro de uma geladeira comum, boteco não precisa de adega, e os tintos nos lugares mais frescos do salão, protegidos da luz e de fortes odores.

Sobre os rótulos, obviamente os que combinam com os bares sãomais baratos e simples. Nesse universo, vinhos com menor concentração e intensidade cansam menos o paladar. Aqueles com muita madeira e potência “gritam” por atenção, e este não é o lugar para eles. Diversificação de rótulos servidos em taça também é um bom caminho para que os vinhos conquistem espaço no bar.

Eu e Guilherme Velloso ficamos pensando que vinhos dariam certo no balcão Nossa seleção está aí abaixo.

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VINHO DE BOTECO

Fácil. Um vinho de boteco não exige grande concentração do bebedor para captar as complexas notas de aroma. Ele é, em primeiro lugar, simples.

Leve. A ideia, no boteco, é a bebida acompanhar a conversa, e se o papo for longe, o vinho não pode ser pesado, não pode cansar o botequeiro.

Barato. Com a perspectiva de tomar várias garrafas e dividi-la em turma, o vinho deve ter um preço razoável, cerca de R$ 50.

Ponto Nero

Ponto Nero Espumante Moscatel

  • Está entre os moscatéis mais secos do mercado. Equilibrado, é boa solução como aperitivo e encara petiscos, tanto os de sabor doce e salgado. (imigrantesbebidas, R$ 31,99)

 

Salton

Espumante Salton Reserva Ouro

  • O rótulo até é manjado, mas difícil encontrar maior qualidade nessa faixa de preço. O lado cítrico ganha complexidade com os fermentos e não faz feio em comemorações. (Salton, R$ 40,00)

 

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Falerna Pedro Ximénez

  • Eis uma boa opção para acompanhar manjubinhas fritas. A uva Pedro Ximénez é mais associada aos vinhos de Jerez. Este exemplar chileno é seco e tem boa acidez. (premiumwines, R$ 56,00)

 

Cocina

La Posta Cocina Blanco

  • Bom e barato. Resultado de projeto liderado por Laura Catena, filha de Nicolás. Experimente combinar este vinho com empanadas (argentinas, é claro!). Fica perfeito. (Imp. Vinci, R$ 48,83)

 

Morandé

Morandé Pioneiro Pinot Noir

  • Pescados e frituras são boas companhias para esta tinto. A Pinot Noir tem a vantagem de ser delicada. Nesta versão chilena a fruta é intensa mas não domina. (Imp. Grand Cru, R$ 38)

 

Ciranda

Herdade dos Coelheiros Ciranda Tinto

  • Tinto redondo e gostoso, fácil de beber (muita fruta) e de gostar. Bom para acompanhar croquetes de carne ou de carne-seca com mandioca. (Imp. Mistral, R$ 51,07)

 

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