10 tendências de consumo para 2013

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Feliz ano novo! Agora que as festividades já passaram e as taças voltaram para as prateleiras, chegou a hora de avaliar o ano que terminou e pensar em planos para o que se inicia.  Pesquisando informações sobre tendências para o mercado de vinho em 2013, encontrei nos sites Wine Searcher  e Market Watch uma lista interessante e que provavelmente vamos observar também por aqui:

1) Crescimento de consumo:

Vinho é hot, vinho é o novo preto! Enquanto os Baby Boomers optam por vinhos tradicionais, os consumidores mais jovens – os millenials – tem um forte interesse por vinhos e uma curiosidade para julgá-los a partir de diferentes regiões e uvas.

2) O inverno dos críticos de vinho:

Esta mesma geração diferencia-se da anterior no modo de obter recomendações de vinhos. Eles valorizam e confiam mais nas opiniões de amigos (online e offline) e consultores de loja do que nas sugestões dos críticos de vinho que guiaram os consumidores durante as últimas três décadas. Estes críticos foram os responsáveis pela base do conhecimento, porém os consumidores mais esclarecidos estão buscando outras fontes de consulta.

3) A ascensão da cerveja artesanal:

Consumidores mais jovens, tradicionais bebedores de cerveja, estão sendo atraídos por marcas que se diferenciam pelo sabor, corpo e estrutura ao invés dos que apenas matam a sede de verão. Com beer-sommeliers surgindo com força nos empórios e restaurantes, e com a percepção de bebida de bom custo-benefício, não surpreende que as artesanais conquistem mais espaço nas prateleiras.

4) Que cem flores desabrochem:

O universo do vinho tem uma infinidade de uvas adequadas para a elaboração de rótulos de ótima qualidade, porém estamos habituados a consumir poucas dezenas de variedades. Espera-se que os produtores, em especial os da Califórnia, experimentem novas variedades em terroirs distintos. Produtores novos e bastante jovens estão dispostos a arriscar seus negócios em busca de novidades, que tenha mais significado e que não seja vendido apenas com pontuações.

5) “Menos é mais” nas cartas de vinhos:

“Quanto mais, melhor” tem sido uma sabedoria predominante em diversas áreas, inclusive na de vinhos. No entanto, sommeliers de diversos restaurantes  estão reduzindo o número de rótulos em estoque, evidentemente por razões econômicas, mas também com o intuito de manter a carta mais opinativa e amigável. Esta readequação pode proporcionar mais foco e diversão durante a escolha e incentivar os clientes a experimentar vinhos de regiões e estilos menos conhecidos.

6) Falsificação:

Com o constante aumento da falsificação de vinhos observado nos últimos anos, fica a pergunta: esta ingrata tendência vai se manter em 2013? Especialistas indicam que sim. Enquanto  houver pessoas dispostas a pagar milhões por raros Bordeaux e Bourgogne, o problema da falsificação permanecerá ativo. A recomendação é atenção redobrada ao negociar safras antigas destas duas regiões, especialmente garrafas de grandes formatos. Na dúvida, fique longe.

7) Leilões de vinhos:

A desaceleração econômica na China e uma mudança no gosto dos consumidores da Ásia mudaram as dimensões do mercado de leilões no ano passado. Jamie Ritchie, CEO da Sotheby, acrescenta que o mercado dos EUA é ressurgente, com uma forte demanda dos compradores latino-americanos, principalmente do Brasil e do México.

8) De Bordeaux para Bourgogne:

Com os vinhos da Bourgogne recebendo maior atenção nos leilões e restaurantes mundo afora, não é de se surpreender que esta tendência tenha chegado também às prateleiras. Há um crescente interesse por vinhos desta região, que apresenta uma grande diversidade de preço e estilo. Esta tendência também se confirma para champagnes menos comerciais.

9) O retorno do vinho de mesa europeu 

Apesar de todo o barulho feito ao redor dos vinhos do Novo Mundo, o fato é que geralmente eles são alcoólicos, adocicados e excessivamente frutados, ideais para beber antes ou depois da refeição. No entanto, os vinhos europeus, que são tipicamente mais adequados para acompanhar comida , tendem a ser muito caros para refeições do dia a dia. Acredita-se que neste ano vamos observar uma procura maior por vinhos europeus acessíveis, bem elaborados e com tipicidade, para consumo imediato e em momentos despretensiosos.

10) Moscato e tintos doces:

Ninguém sabe ao certo como ressurgiu o interesse pelos Moscatos. A impressão que se tem é que reapareceu do nada há 3 anos e as vendas mantém-se firmes. Tudo indica que esta bebida é a primeira escolha dos iniciantes do vinho, pelo seu caráter mais leve e adocicado. De forma semelhante, as vendas de vinhos tintos doces também estão crescendo. No entanto, o consumidor-alvo deste estilo continua sendo um mistério.

 

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