Mais uma chance ao Valpolicella

14 jun

Ótima abordagem feita pela super competente sommelière Alexandra Corvo sobre os (injustamente) difamados vinhos Valpolicella, publicado no caderno Comida da Folha de S.Paulo. Opinião que compartilho e que vale a pena reforçar por aqui! Confira a matéria na íntegra clicando aqui.

“Há várias teorias sobre o nome da região de Valpolicella – já ouvi que significaria “o vale das muitas caves”. Mas há outras versões, como “vale das muitas frutas” ou “vale muito abençoado”. Nos anos 70, muito do vinho produzido ali não representava nada da riqueza viticultural da região. Estamos no Vêneto, onde o clima é fresco, mas os verões são ensolarados e amadurecem bem suas uvas autóctones: a corvina, grande uva tinta que aporta os aromas de frutas vermelhas e especiarias. Ela vem em cortes com rondinela, que dá a estrutura, e molinara, que contribui com a acidez. O jogo tende a dar vinhos com notas de cravo, couro, frutas pretas e boca cheia. Mas sofreu com o excesso de produção.

A consequência: depois de 20 anos de produção inconsistente, o vinho da Valpolicella virou sinônimo de pouca qualidade. Um passeio pelas gôndolas de supermercados me geraram desconfiança pelos baixos preços. Mesmo assim, peguei dois aleatoriamente. Comprei também rótulos de produtores mais famosos pela qualidade e degustei seis deles às cegas. O resultado foi surpreendente. Um deles era realmente diluído e outro, evidentemente de nível superior. Outros dois mostravam ótimos aromas de fruta, boca simples, frutada, sem complexidade, mas totalmente corretos. A grata surpresa: eram os dois abaixo de R$ 30.

A conclusão: mesmo que alguns vinhos tenham tido suas fases obscuras, muitos produtores estão acordando para o fato de que o consumidor está mais exigente e precisa de vinhos melhores.” Por Alexandra Corvo

Cesari: notas de anis, geléia de fruta e tabaco doce. Cheio, redondo, bem firme. (Max Brands, R$ 57,83)

Valdorella: Superfrutado com toque de groselha e canela, simples e bem-feito. Boca frutada e delicada, com taninos firmes. (Pão de Açúcar, R$ 27,90)

Clube dos Sommeliers: Fruta, geléia de morango e toque balsâmico. Taninos e álcool bem integrados. (Pão de Açúcar, R$ 25,90)

3 Respostas to “Mais uma chance ao Valpolicella”

  1. sommelierprofissional 22/06/2012 às 10:24 #

    Oi Tudo bom? Aqui é a Alexandra Corvo, autora do texto que você transcreve acima. Apesar de você citar que é um texto meu publicado na Folha de São Paulo, não fica claro no post que o texto, a partir do segundo parágrafo, é uma transcrição do texto de minha autoria. O mais adequado seria colocar aspas ou em itálico, mencionando, no fim \”por Alexandra Corvo\”. Obrigada por me ler. Um abração. Alexandra Corvo

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    • Maitê Marani 24/06/2012 às 11:04 #

      Olá Alexandra, tudo bem?
      Não ficou muito claro mesmo, não foi a intenção! Acabei de corrigir, ok?
      Beijos!

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      • alexandra corvo 26/06/2012 às 23:15 #

        obrigada, Maitê! um abração!

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